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01/12/2011

às 11:56 \ Prêmios

Jabuti pode punir finalistas impugnados em 2012

José Luiz Goldfarb, com Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras, e Chico Buaque, no Jabuti 2010

Não foi uma polêmica como aquela surgida em torno de Chico Buarque em 2010, quando seu Leite Derramado ganhou o principal troféu do Jabuti, o de Livro de Ficção do Ano, depois de perder na categoria Romance para Se Eu Fechar os Olhos Agora, de Edney Silvestre. Mas também pode desencadear mudanças na premiação. As três obras desclassificadas nesta edição por fugir ao regulamento do Jabuti podem levar a Câmara Brasileira do Livro (CBL), realizadora da disputa, a criar uma forma de punir aqueles que desrespeitarem regras como a do ineditismo. Neste ano, o livro Alceu Penna e as Garotas do Brasil, de Gonçalo Jr., teve sua candidatura impugnada quando se soube que a obra já possuía uma edição caseira, de 2004. Cartunistas solidários com o autor desclassificado chegaram a anunciar uma manifestação em frente à Sala São Paulo, onde a cerimônia de entrega da premiação ocorreria na noite desta quarta-feira, mas ninguém apareceu até o início da festa, por volta das 19h50.

Leia também: Laurentino Gomes e Gullar levam os principais Jabutis

“Recebemos denúncias pelo Twitter e por diversos canais”, disse o curador do Jabuti, José Luiz Goldfarb, na Sala São Paulo, pouco antes do início da premiação. “Temos uma equipe de checagem para conferir se os inscritos estão de acordo com as regras do prêmio, mas temos 87 finalistas, três para cada categoria, e esses escaparam. Para evitar esse tipo de situação, vamos estudar a criação de algum tipo de punição no próximo ano.”

No ano passado, depois de a Record, editora de Edney Silvestre, anunciar sua saída do Jabuti em protesto ao resultado favorável a Chico Buarque, da Companhia das Letras, a CBL alterou as regras da premiação, impedindo que segundos colocados em suas respectivas categorias concorram ao troféu maior da disputa. Neste ano, o troféu maior de ficção ficou com o poeta maranhense Ferreira Gullar, por seu Em Alguma Parte Alguma (José Olympio). O jornalista Laurentino Gomes, com 1822 (Nova Fronteira) levou o troféu de Livro de Não-Ficção do Ano.

Maria Carolina Maia

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2 Comentários

  1. Hélio Ferreira

    -

    09/03/2012 às 0:16

    Eita! Um livro reescrito é um livro novo…

  2. Janice Carolina Mendes

    -

    02/12/2011 às 22:22

    Não entendi: a comissão do Jabuti erra de forma displicente e agora quer punir os autores? E pelo que eu li no noticiário, o autor citado do livro de Alceu Penna e sua editora questionam a desclassificação e alega que é uma obra nova, com quase 240 páginas a mais.

 

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