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Felipe Moura Brasil

Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

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Felipe Moura Brasil estreou este blog em 2013, após dez anos como cronista na internet. Idealizou e organizou o best seller de Olavo de Carvalho, "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota". Autor da Editora Record, trabalha em dois livros previstos para 2016.

Vamos comparar Rachel Sheherazade e Francisco Bosco, em homenagem ao PSOL e ao Sindicato dos Jornalistas

Por: Felipe Moura Brasil

[PÓS-ESCRITO: Rachel já fez um segundo vídeo esclarecendo o seu ponto, conforme antecipado abaixo: “Defendo a segurança e não a violência”. Assista aqui.]
 
1.
 
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio divulgou nota, afirmando que “[Rachel] Sheherazade (…) fez apologia à violência quando afirmou achar que ‘num país que sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível’.”
 
Para o Sindicato, uma apresentadora achar que COMPREENDE uma reação à violência, o que – por pior que possa parecer à massa histérica – é diferente de considerá-la justificável (o que tampouco, aliás, seria suficiente para constituir uma incitação) agora é APOLOGIA à violência. A compreensão deve ser mesmo uma coisa assim muito violenta para esses jornalistas. No Brasil deles, nota-se, é proibido compreender.
 
2.

Captura de tela 2014-02-06 às 20.25.46

Deu no Brasil 171 e em outros sites financiados com dinheiro do contribuinte que o PSOL irá formalizar no Ministério Público representação contra o SBT por “apologia ao crime”. O líder do partido na Câmara dos Deputados, Ivan Valente, declarou: “Defendo total liberdade de imprensa, mas não a liberdade para mandar torturar, matar, assassinar e fazer justiça com as próprias mãos. Ser anticonstitucional, ilegal e aplaudida, para quê? Atrás do Ibope?”
 
Não é maravilhoso a que nível de distorção um esquerdista é capaz de chegar? O “compreensível” de Sheherazade virou “mandar torturar, matar, assassinar” – aquelas coisas que um dos fundadores do próprio PSOL, o terrorista italiano Achille Lollo, não precisava mandar ninguém fazer. Em 1973, ele despejou gasolina por baixo da porta de um apartamento, na Itália, onde estavam um gari, sua mulher e seis filhos, e depois ateou fogo. Morreram uma criança de 8 anos, Stefano, e seu irmão mais velho, de 22, Virgilio. Reinaldo Azevedo já escreveu bastante a respeito [aqui, aqui e aqui]: “O gari era de um partido neofascista. Como Lollo não gostava do fascismo, então ele resolveu incendiar crianças, entenderam? Um verdadeiro humanista!!!”
 
Para um socialista do PSOL, nada mais natural que condenar nas palavras distorcidas de uma conservadora cristã como Sheherazade (contra um bandido) os atos concretos de um terrorista de extrema-esquerda como Lollo (contra inocentes). No Brasil deles, isto é “defender totalmente a liberdade a imprensa”.
 
3.

Bosco 2011 2013

Se PSOL e Sindicato dos Jornalistas consideram “apologia ao crime” o “compreensível” de Sheherazade, o que dizer das pérolas do colunista psolista Francisco Bosco (do Globo) nesse ramo? Nada, é claro. Assim como se calaram ante o desejo de Paulo Ghiraldelli de que ela fosse estuprada em 2014, jamais se atreveram a “acionar” o garoto-propaganda de Marcelo Freixo.

 

Tive que cuidar sozinho da criança, com o artigo de 29 de julho de 2013 que reproduzo abaixo, talvez o mais completo que já escrevi sobre as imposturas de esquerda em relação à legitimação moral da criminalidade, com algumas perguntas no trecho final que eles nunca responderam. Como dizia eu mesmo:

 

Se gritar “pega o apologista do crime!”, não sobra um esquerdista no time.

 

O vale-crime de Francisco Bosco
Felipe Moura Brasil

 
A PM pergunta: “Quem está tentando saquear lojas está reivindicando um país melhor?” Francisco Bosco, colunista do Globo, responde:
 
“(…) quem está tentando saquear lojas está, precisamente, reivindicando um país melhor. E eles nos representam. São os únicos que realmente nos representam.”
 
Bosco tem razão. Os vândalos saqueadores de lojas representam os intelectuais saqueadores da moralidade. Os primeiros são a ação dos pensamentos dos segundos.
 
Exemplo didático dos segundos, Bosco chega até a falar em nome dos primeiros:
 
“(…) aqueles que passam ao real (os ‘vândalos’) na verdade não querem isso, não querem falar a ‘linguagem’ da PM. Esse é apenas o último recurso que resta quando os recursos da realidade são todos falseados.”
 
Bosco sabe o que os vândalos querem. Bosco garante que vandalizar é seu último recurso. Sempre que os vândalos precisarem de um porta-voz, já sabem que podem procurar por Francisco Bosco no jornal O Globo, na editoria de saques. Só não sei se vão querer falar a sua linguagem e “passar ao real”.
 
Para o colunista, “a única atitude que pode tirar as pessoas das ruas e acabar com essas passagens ao real é uma atitude efetiva, vinda do Estado, na realidade”.
 
Isto significa que ou o Estado faz o que os vândalos exigem ou eles continuam vandalizando, com a chancela moral de Francisco Bosco.
 
Acusado de “defender” e “incitar a violência”, ele ainda repetiu a sua tese revolucionária, digna de uma Nina Capello, do Movimento Passe Livre [ao Comunismo], quando se explicou a um leitor:
 
“é justamente por achar isso um horror que estou dizendo que a única resposta possível para acabar com a violência (…) está no estado, e não é em forma punitiva, e sim transformadora.”
 
Preciso repetir também o que isto significa? Ou só a parte de achar um horror aquilo que ele mesmo justifica; aquilo para o que ele mesmo não quer punição?
 
Para uma segunda leitora, ele afirmou que não estava “incitando a violência”, apenas dizendo as 3 coisas que me dou ao trabalho de comentar abaixo, porque este é o meu último recurso quando os recursos dos intelectuais são todos falseados:
 
“1) em certas condições só se transforma a realidade com essas intervenções no real (não há processos revolucionários feitos na base da palavra, apenas);”
 
Se alguém tiver alguma dúvida sobre quais são as “certas condições”, favor consultar as Leis de Bosco na versão atualizada da Constituição bosco-brasileira. Ou qualquer manual para jovens revolucionários que queiram transformar o mundo junto com ele.
 
“2) não se vai resolver essa questão da violência nas ruas com a legitimação da ordem (no caso, isso significa autorizar a pm a incorrer em todo tipo de ilegalidade para acabar com as manifestações vandalizantes);”
 
Nas Leis de Bosco – já estão com elas à mão aí? –, a legitimação da ordem significa autorizar a PM a incorrer em todo tipo de ilegalidade. Enquanto as ilegalidades da PM são condenáveis – e servem até para questionar o seu papel de manutenção da ordem –, as ilegalidades dos vândalos são justificáveis e servem para se exigir do Estado a transformação desejada.
 
“3) é claro que eu preferiria obter transformações estruturais sem as injustiças e as confusões decorrentes dessas passagens ao real (que não é o mesmo que ‘passar ao ato’), mas isso não me parece possível, justamente.”
 
É claro que Bosco preferiria não legitimar moralmente o crime, mas você sabem: em “certas condições”, não lhe parece possível evitá-lo… (Ainda mais se um dos partidos à frente das “manifestações” é o PSOL de Marcelo Freixo, para quem Bosco fez campanha e tudo.)
 
A propósito: a violência, que já tinha virado “intervenções no real”, virou agora “injustiças e confusões decorrentes dessas passagens ao real”. Eis aí a linguagem e o método bosqueanos: primeiro você fala que os vândalos “nos representam”, que lutam por um país melhor, que estão apelando ao seu “último recurso” (e conquista assim a plateia vândala, que repassa seu texto por aí com uma alegria danada, segura de que está representando o país de maneira legítima); se alguém o acusar de defender ou incitar a violência, você, em vez de retirar o que disse, transforma a violência numa outra coisa cada vez mais vaga, distante, encoberta por mil e um eufemismos e malabarismos verbais, deixando claro que você mesmo a considera um horror. É o suficiente para que a plateia bocó, incapaz de entender o que você escreveu, SINTA que você é bonzinho e não quer a violência – sem atinar que não se trata de uma questão de querer ou de achar um horror, e nem mesmo de defendê-la ou incitá-la, mas de LEGITIMÁ-LA em “certas condições”, o que você em momento algum deixou de fazer. (Qualquer pessoa que frequente ou recomende uma academia de ginástica sabe que é possível endossar um ato ao mesmo tempo que se considera este mesmo ato um horror, não é mesmo? Sigamos.)
 
Para um terceiro leitor, Bosco ainda tentou se explicar de novo:
 
“em primeiro lugar eu não defendi a violência, apenas expus a sua dimensão política,”
 
Bosco é assim: transforma a violência em ato político e legitima o ato político de violência.
 
“que havia sido anulada pela pergunta retórica da pm.”
 
A única dimensão que havia sido “anulada” nisso tudo era a da “retórica” de Bosco, que agora exponho aqui aos meus leitores.
 
“e essa dimensão política não é ‘apropriada para democracia’, como vc faz parecer que eu disse, mas forçada a se colocar para que haja democracia”
 
A violência, que virou “dimensão política”, é “forçada” a se colocar, segundo as “condições”, conforme já vimos (e ainda veremos), das famosas Leis de Bosco.
 
“(sem resultados até agora, e essa é uma crítica que me pode ser feita).”
 
Bosco deixa você criticá-lo pela falta de resultados do vandalismo. Pela defesa dele, não, ok?
 
“reconheço ainda que meu texto tinha uma ambiguidade que hoje eu teria preferido esvaziar (refiro-me sobretudo à última frase).”
 
A última frase é aquela que diz que os saqueadores “são os únicos que nos representam”. Só um “reconhecimento” falseado para fazer de uma frase tão unívoca uma “ambiguidade”. Mas é preciso entender Francisco Bosco: se já é difícil reconhecer um erro quando você tem certeza de que não acredita mais naquilo que disse, imagine quando você ainda insiste em dizê-lo de outras formas, não é mesmo? Era esperar demais de Francisco Bosco que ele “esvaziasse” o texto inteiro.
 
“e reconheço tb pertinência em algumas das críticas que me foram feitas.”
 
Reconhecer pertinência genericamente, sem dizer quais críticas foram pertinentes, em quais pontos e por quê, é puro jogo de cena para posar de bom moço (mui tolerante), enquanto se reafirma tudo que havia sido dito, com malabarismos cada vez mais vexaminosos.
 
“seja como for, já voltei ao assunto e esclareci minha posição.”
 
Esclareceu nada. Reafirmou dissimuladamente a posição, repudiando todas as críticas concretas contra ela. Posição que não é de hoje, como já veremos.
 
“só um comentário de má-fé, como esse seu, para desconsiderar isso.”
 
Só um comentário que faz jus à recomendação leninista “Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é”, como este de Francisco Bosco, para acusar de má-fé o comentário do leitor indignado e ainda posar de vítima por ele não ter levado em conta o seu suposto esclarecimento, como se Bosco em algum momento tivesse deixado de legitimar moralmente o crime.
 
Ele ainda escreveu este trecho como introdução à resposta aos dois primeiros leitores:
 
“o meu post original (…) argumenta com toda a clareza em favor de uma solução dada na realidade (por meio de medidas do estado, e não da pm), e não na continuação dos confrontos violentos”
 
É claro que Bosco havia sido claro ao defender que a “solução” tem de vir das medidas do Estado. O que ele finge não perceber são as consequências lógicas do que defende.
 
Se ele diz que a única atitude cabe ao Estado e que ela não tem de ser punitiva, mas transformadora – ao mesmo tempo que diz que os vândalos “nos representam”, que lutam por um país melhor, que estão apelando ao seu “último recurso” –, está dizendo que os vândalos não devem ser punidos e que não cabe a eles parar de vandalizar, mas ao Estado fazer com que parem, atendendo às suas reivindicações. Se isto não é a legitimação moral dos crimes dos vândalos (como uma forma de chantagear o Estado através da violência), Bosco é Madre Teresa de Calcutá.
 
Agora vejam se Madre Teresa diria tais coisas:
 
“(…) o fundamental aqui é lembrar que essa violência é a resposta real à violência real sofrida pelo povo. Por isso eram inúteis, e até ridículos, os pedidos de ‘sem violência’, de manifestantes de classe média aos manifestantes da periferia.”
 
Como diria o ex-senador americano Daniel Patrick Moynihan: “Você tem direito a desenvolver uma opinião própria, não fatos próprios.” Bosco inventa que os vândalos (que ele chama de manifestantes) eram da periferia e aqueles que lhes pediam paz (o que ele acha ridículo) eram de classe média, quiçá do tipo que não sabe a dor que é sofrer a opressão estatal… Os amantes da luta de classes têm dessas coisas: moldam os fatos para caber na sua teoria. Que importa afinal se os terroristas foram arregimentados pelos militantes ou até contratados por eles para aterrorizar, sempre com a ajuda dos delinquentes de classe média que adoram um quebra-quebra, sendo que muitos de todos eles tinham folha corrida e tudo? Para quem está acostumado a legitimar crime de pobre, nada como inventar que os autores do crime que se quer legitimar são pobres. Assim fica mais fácil diluir a culpa por toda a sociedade e impedir que eles sejam responsabilizados.
 
Só não sei por que usar de tanto malabarismo para fingir que não disse o que disse. Advogar intelectualmente em favor de saqueadores não é nada para quem advogou intelectualmente em favor de Nem, da Rocinha, quando ele foi preso em 2011, alegando que o traficante foi “impelido à criminalidade” como tantos outros “jovens, quase todos pretos” em função das condições, desigualdades, humilhações e todas aquelas coisas que nunca fizeram a maioria dos pobres recorrer ao crime, porque, felizmente, não são leitores do Globo.
 
Não preciso refutar linha a linha daquele texto – em cujo trecho mais memorável ele dizia que a fala de Nem “mesmo que ela seja forjada, é autêntica; mesmo que seja mentirosa, é verdadeira” – porque Renato Pacca já fez isto na ocasião, como se pode ler aqui, de modo que, antes de acrescentar outras análises, apenas lhe corrijo um detalhe: onde Pacca diz que “O artigo [de Bosco] é quase uma justificativa do banditismo”, esqueçam o “quase”, ok?
 
Como escreveu o filósofo Olavo de Carvalho – com quem Bosco deveria ter umas aulinhas – muito antes disso, em 2006:
 
“Na escala individual a pobreza só pode ser justificação direta e determinante do crime em exemplos excepcionais e raros – tão excepcionais e raros, na verdade, que em todo país civilizado a lei os isenta da qualificação mesma de crimes. São os chamados ‘crimes famélicos’ – o desnutrido que rouba um frango, ou o pai sem tostão que furta um remédio para dar ao filho doente. Em todos os demais casos, a pobreza, se está presente, é um elemento motivacional que, para produzir o crime, tem de se combinar com uma multidão de outros, de ordem cultural e psicológica, entre os quais, é claro, a persuasão pessoal de que delinqüir é a coisa mais vantajosa a fazer nas circunstâncias dadas.
 
Quando o hábito da delinqüência se espalha rapidamente numa ampla faixa populacional, é claro que, antes dele, essa persuasão se tornou crença geral nesse meio, reforçando-se à medida que as vantagens esperadas eram confirmadas pela experiência e pelo falatório. Ora, é de conhecimento público que, entre a mesma população pobre, por exemplo das favelas cariocas ou da periferia paulistana, duas crenças opostas se disseminaram concorrentemente nas últimas três décadas: de um lado, o apelo do crime; de outro, a fé evangélica. Numa população uniformemente pobre, o número de evangélicos praticantes que delinqüem é irrisório. Basta esse fato para provar que a correlação entre pobreza e crime é uma fraude, um sofisma estatístico da espécie mais intoleravelmente suína que se pode imaginar.
 
Nenhuma ação humana é determinada diretamente pela situação econômica, mas pela interpretação que o agente faz dela, interpretação que depende de crenças e valores. Estes, por sua vez, vêm da cultura em torno, cujos agentes criadores pertencem maciçamente à camada letrada, como por exemplo os bispos evangélicos e os cientistas sociais. Os bispos ensinam que, mesmo para o pobre, o crime é um pecado. Os cientistas sociais, que os criminosos, agindo em razão da pobreza, são sempre menos condenáveis do que os ricos e capitalistas que (também por uma correlação geral mágica) criaram a pobreza e são por isso os verdadeiros culpados de todos os crimes. Essas duas crenças disputam a alma da população pobre. Não é preciso dizer qual delas estimula à vida honesta, qual à prática do crime.
 
Nos bairros mais miseráveis e desassistidos, qualquer um pode fazer esta observação direta e simples: as pessoas de bem repetem o discurso dos bispos, os meliantes o dos cientistas sociais (…). Quando, do alto das cátedras, esses senhores pregam a doutrina de que a pobreza produz o crime, não estão cometendo um inocente erro de diagnóstico. Estão ocultando, com maior ou menor consciência, a colaboração ativa que eles próprios, por meio dessa mesma doutrina, dão ao crescimento irrefreado da criminalidade.”
 
Francisco Bosco, aplicando a Nem e aos vândalos o discurso dos cientistas sociais, tanto em sua coluna no Globo quanto em sua página no facebook, oculta, sabe-se lá com que grau de consciência, a sua própria colaboração ativa ao crescimento da criminalidade.
 
De resto:
Legitimar moralmente os crimes falando em termos genéricos das condições de pobreza e opressão é fácil e, sem dúvida, comove muitas criancinhas, sobretudo as universitárias. Quero ver é estipular de uma vez por todas a condição-limite abaixo da qual o crime é justificável e justo, sendo a culpa do “sistema” e da “sociedade”, e acima da qual é injustificável e injusto, sendo a culpa do próprio indivíduo que o comete. Qual é a linha divisória entre aqueles que merecem o vale-crime e os que não merecem? Se Francisco Bosco me disser, eu publico seu texto no meu Blog.
 
Tenho algumas perguntinhas para ajudar:
 
Qual é o limite da renda mensal que moralmente autoriza alguém a cometer crimes? Há quanto tempo é preciso estar nessa faixa? Só ela basta para tanto? Ou é preciso combiná-la com humilhações sofridas pelo Estado, pela polícia, pela extrema direita fascista e pela classe média que a Marilena Chaui odeia? Como se pontuam essas coisas? Quem as verifica? As violências sofridas nas mãos dos demais criminosos supostamente pobres contam ou não contam pontos? Dizer-se vítima de preconceito é o suficiente, ou é preciso comprovar as perdas e danos? Os negros e gays têm mais direitos ao vale-crime do que os brancos? Diga-me: um adolescente rico que tenha sofrido estupros do pai ou do padrasto ou de quem quer que seja também está moralmente autorizado a cometer crimes, ou a riqueza o desqualifica? Quem está mais autorizado: o riquinho estuprado, que, sei lá, ainda perdeu a mãe, assassinada por um traficante em um legítimo ato de crueldade, ou um pobre que nunca sofreu abusos sexuais e cujos pais vão muito bem, obrigado?
 
Como tantos outros colunistas, o sr. Bosco jamais esclareceu esses pontos; jamais escreveu as Leis de Bosco. O motivo é simples: se o fizer, deixará clara a sua colaboração ativa para o crescimento da criminalidade, uma vez que os cidadãos aptos a receber o vale-crime conforme as condições descritas sentir-se-ão mais à vontade do que já sentem muitos deles para cometer seus crimes.
 
Por isso é melhor apelar genericamente ao sentimentalismo da plateia bocó do que esclarecer as premissas do próprio discurso. Ninguém quer lançar luz sobre a confusão da qual se beneficia.
 
Já imaginou Francisco Bosco tendo de responder por aqueles que tentariam a todo custo preencher os requisitos necessários para obter o vale-crime ou por aqueles que usariam quem os preenchesse para cometer os crimes em seu lugar, como os bandidos adultos já fazem com os menores de 18 anos, que não podem ficar presos por mais de três? Ora, para que tanta dor de cabeça se ele pode justificar tudo sem se comprometer com nada do que diz, não é mesmo?
 
Só um leitor muito inocente ou de má-fé pode enxergar aqui uma simples divergência ideológica entre mim e Bosco. Não é preciso ser conservador, de direita, reacionário ou qualquer coisa que o valha (até o esquerdista Miguel do Rosário reprovou a legitimação bosqueana da delinquência no caso das manifestações) para entender que Bosco – consciente ou não, admitindo ou não – é um impostor intelectual, um falsificador da realidade, um porta-voz voluntário da bandidagem, um garoto-propaganda do PSOL, um revolucionário gramsciano da pior espécie, que contribui para a inversão completa dos valores na sociedade, enquanto posa de bom moço com sua linguagem afetada cheia de “intervenções no real”.
 
Os criminosos, por piores que sejam, só prejudicam suas vítimas diretas. O discurso feito por gente como Bosco contra a sociedade nos maiores jornais do país legitima a ação de todos os criminosos e ainda contribui para retirar os freios morais de todos aqueles que apenas pensam em cometer crimes. E quem são as principais vítimas da criminalidade? Justamente os pobres(!), que essa gente jura defender.
 
Muito mais importante do que a pergunta da PM, portanto, é a seguinte:
 
Quem está tentando, como Bosco, saquear a moralidade do país está reivindicando um país melhor?
 
Felipe Moura Brasil responde:
 
– Claro que não.
 
Felipe Moura Brasil – http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil
 
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Leia também os últimos posts:
Sobre os justiceiros, perguntei um ano atrás: “E alguém duvida de que o ciclo se repetirá?” Repetiu-se, é claro
Quando os esquerdistas acusam alguém de fazer “justiça com as próprias mãos” (contra um bandido), eu aproveito para levantar a ficha deles nesse ramo (contra inocentes)]

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Comentários

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  1. Paulo Painho

    Esse Bosto é um completo cretino que se esconde atrás de um palavrório pedante e supostamente “culto” para proferir barbaridades que um gari de rua com bom senso sabe muito bem que não passam de … cretinices!

  2. Mauricio Moreira

    Simplesmente Brilhante!

    A lógica (a razão) mostra claramente a vitória desse texto.
    Mas só a honestidade consegue fazer sentir o peso, da destruição, dos falsos argumentos da parte vencida.

  3. Alfonso

    Excelente.

  4. Branda

    BRAVOS!

  5. Hugo

    Parabéns pelo comentário. Justifica minha assinatura da Veja.

  6. Thiago P

    Muito bom!

  7. TeclandoDireito

    Uau…faz tempo que não lia um ‘espancamento’ assim.
    Só achei que ficou o humilhado sem uma saída honrosa, sabe?, aquela que o Prof. Olavo falou. Mas fico cá pensando se não foi o próprio surrado quem impediu uma.
    Abraços!

  8. elizabeth

    O PSOL,PT e outros da mesma espécie deveriam cuidar da corrupção, Educação,Saúde e outros…Para diminuir a violência que está assolando esse país…Não ficar se preocupando com quem denuncia verdades…Aliás já foi noticiado na mídia que aquele menino voltou a assaltar…A maior violência contra os nossos jovens é mantê-los sem ter o que fazer e fora das escolas que por sinal precisam de professores bem remunerados e que saibam ensinar de verdade…

  9. Xavi

    Olha o que o Francisco Bosco falou: “Mas compreender a violência em seu sentido estrutural não implica considerá-la “justificável”” Está no Observatório da Imprensa: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed788_editorial
    Por que ele pode compreender a violência e a Raquel não pode entender a violência?

  10. Anderson Martins

    Maravilhosas perguntas, estas ao final, Felipe!
    O silêncio que se ouve em resposta a elas é esclarecedor.

    Então é isso mesmo, certo?: à agressão cometida por esquerdopatas e seus úteis idiotas chamemos “intervenção legítima no real”, ao exercício do contraditório por um indivíduo pensante chamemos de apologia ao crime.

    Esperar num debate honestidade dessas pessoas é uma utopia que já não mais carrego. Estudemos.

    Minhas admiração e saudações, Felipe!

  11. julio

    nao sei porque comunismo é permitido no brasil afinal é contra todas as clausulas pétreas.
    contra a forma federativa de estado- querem uma so forma de governo para todos os estados.
    contra a forma de voto periódico- querem sempre que seu partido reine supremo.
    contra a separação de poderes – o pt ja aparelhou tudo.
    Os direitos e garantias individuais – esse é clássico, nenhum partido comunista comunga deles.

  12. Helio

    Num País, em que, nem Juízes ou desembargadores ou advogados sérios não podem exercer a lei com segurança, até a imprensa é amordaçada por bandidos…! É demais!!

  13. Helio

    Por mim i PSOL será o segundo partido MENOS votado nas próximas Eleições.

  14. maria do carmo

    Felipe gostei muito do que escreveu. Vi o jornal no dia em que Rachel fez o comentário. Entendi que se referia da violência nas ruas onde a impunidade dos órgãos governamentais, estariam se tornando um círculo vicioso. Ela está corretíssima e tem o meu apoio. Quem saiu perdendo com tudo isso foi: o SBT demonstrando estar politizado, deixando a desejar junto aos seus telespectadores, os quais querem transparência na informação, além de abrir mão de um profissional gabaritado. bem como o povo brasileiro, que sabemos ter ainda jornalistas honestos, porém com uma parte desonrando a classe com o aval da Ass,Bras.Jornalista, que permanece omissa. Quanto ao outro, você já disse tudo, apenas acrescento: faz parte de *outra linhagem* de jornalistas: jornalitivistas.

  15. romario

    esse fco bosco me dá nojo!
    queria ver se fosse a sua casa! se vc não sabe, a loja de um comerciante é considerado seu domicílio!
    vc é irresponsável, infantil e safado!

  16. Jonathas

    Parabéns, Felipe.

  17. Luciano

    Muito bom o texto, em especial as perguntas no final e o artigo do Olavo de Carvalho.

  18. Akemi

    Pois é o “filósofo” Paulo Ghiraldelli deseja que Rachel Sheherazade seja estuprada em 2014 e ninguém o acusa de fazer apologia à violência contra a mulher, muitos até apoiaram.

  19. Maria

    O PSOL é tão contra a tortura e o terrorismo, mas tão contra, que financia os black blocs, realmente é de um cinismo

  20. HEBE

    Ah, meu Deus do Céu! Quando encontramos uma jornalista que foge ao padrão “amestrado” vem a mídia comprometida até a medula com este desgoverno e outros esquerdinha e quer crucificá-la.

  21. Senta a Pua

    A esquerda caviar descansa e goza no palavreado idiota desses jornalistas alinhados e pagos com dinheiro público.

  22. Fabrizio Leone Barbosa

    depois ainda querem criticar o analfabetismo funcional no Brasil, se eles mesmos nao entendem nada e ainda falam abobrinha.

  23. Everaldo

    Ess gente hipócrita gosta do jornal da Globo que noticia da forma que o PT exige.

  24. Nunca mais...

    O nome disso é: SORDIDEZ!!
    A quem esses esquerdopatas paus-mandados que ganham do meu dinheiro para se prestar a esse papel acham que enganam? A eles próprios, talvez. Só isso justifica esses assassinataos de reputações.

  25. Jeremias

    67% dos brasileiros não entendem o que leem fonte: Zero Hora – RS – Moises Mendes. Infelizmente boa parte dos jornalistas esquerdistas e dos politicamente corretos fazem parte dessa estatísticas. Quem assistiu por completo o comentário dela e sabe interpretar entendeu que ela estava criticando o ESTADO PELA FALTA DE SEGURANÇA E DE JUSTIÇA, pois isso é dever do ESTADO.

  26. Ira Santa

    Gostaria mesmo que este ‘sindicato’ e ‘psol’ acionassem mesmo a justiça.
    .
    Comunicação de crime falso também é crime.
    .
    O pior é a falta de vergonha escancarada, na cara-dura mesmo, destes entes; pois SABEM muito bem que RACHEL NÃO FEZ NADA REPROVÁVEL.
    .

  27. alberto santo andre

    pelo visto ,nao e so monetariamente que estamos nos tornando um pais imergente ,mas tambem moralmente, visto que embora a maioria da populaçao seja a favor da diminuiçao da maioridade penal, e das mudancas nas penas para assassinos e criminosos reicidentes ,uma pequena minoria ,que se identifica com estes bandidos e asassinos ,sao estes jornalistas [mediocres ,diga-se de passagem]religiosos ,e principalmente politicos e ate um bando de imbecis com carteirrinha da oab, que zurram em defesa destes bandidos ,porem nao sa capaz de piar em defesa de uma pessoa inocente assassina ou vitima de latrocidio, que indica a falencia moral do pais ,[estamos afundados em um mar de lama imoral, em que devemos nos envergonhar-mos de sermos trabalhadores e honestos ,quando se chega a esta fase e sinal que o pais jamais se tornara uma naçao.

  28. Virgílio

    Pim,
    Posso escrever?:
    Bingo!
    Abraços

  29. Flavia

    Se ela realmente se retratou como entendi foi por pura pressão de uma sociedade hipócrita que prefere sofrer em silêncio do que realmente apoiar alguém que a defende. Isso nunca foi Apologia à violência pra mim, isso foi apenas um desabafo de quem já cansou de ver tanto desmando neste país e ficar reféns destes vagabundos, marginais que tiram de quem trabalha. E o tal do Direitos humanos que fica calados quando um vagabundo destes destrói uma família inteira? Se apiedam deles e nada mais. “Ah coitadinhos desta família” e continuam jantando do bom e do melhor em suas casas. muitas palavras e pouca ação, assim são os direitos humanos, que só aparecem pra defender vagabundo. É uma vergonha uma jornalista ser repreendida por falar o que o povo pensa.

  30. DIZ

    O que o “sindicato dos jornalista, o PSOL e os hipócritas” acham quando dizem que COMPREENDEM os bandidos que comentem crimes bárbaros????

  31. Luiz Cláudio Ribeiro

    Veja no link http://bertonesousa.wordpress.com/2014/02/09/rachel-sheherazade-e-o-caso-do-rapaz-acorrentado-ao-poste/ os comentários do Bertone Sousa, um dos muitos que tentam desqualificar o Olavo de Carvalho. Se lerem os comentários após o artigo dele, um ‘leitor’ pede orientações sobre a diferença entre direita e esquerda. O Bertone indica o Paulo Ghiraldelli como referência…

  32. CLEBER KIMOTO

    PODER PARALELO.Enquanto este poder paralelo existir, não adianta se iludir. Para a mudança efetiva acontecer, este poder paralelo deve ser destruído e seus representantes execrados, porque isto e estes são um câncer maligno para a sociedade.

  33. Bottanelles

    .
    Rachel é MULHER!
    O covarde é INDEFINIDO.
    .
    Rachel é LINDA!
    O covarde é FEIO COMO O DIABO.
    .
    Rachel SABE que é INTELIGENTE!
    O covarde NÃO SABE que é BURRO.
    .
    Rachel fala a VERDADE!
    O covarde acha que a verdade é só UM CONCEITO BURGUÊS.
    .
    Rachel é CORAJOSA!
    O covarde é só um COVARDE.
    .

  34. Bottanelles

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    IVAN valente é um COVARDE!
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    O DIABO já é feio por fora e mais ainda por dentro.
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    Tá tomando pau em todos os sites independentes.
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    E até mesmo em alguns sites vendidos.
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    Confiram.

  35. gilson

    Esses bostas do PSOL (Partido Só de Otários Lesados) estão querendo aparecer em ano de eleição, não imagina eles que o apoio que terão nesse caso será de meia dúzias de otários também querendo aparecer, pois a população que concorda e pensa como Rachel que é a maioria vê com ãnsia essa atitude apresentada por esse partido representado por Lollo que não gostava do fascismo, então ele resolveu incendiar crianças na itália.

  36. Pedro

    Esse Psol e mais um partidinho de ratos comunistas. Acho que quem protege bandido tambem e bandido, duvido que se um ladrao entrasse na casa de um desses desgracados que ficam protegendo bandido e estuprasse e matasse a familia deles, eles teriam a mesma opiniao, e facil falar querer proteger bandido morando em condominio fechado, andando em carro blindado e cercado de segurancas, pra mim, lugar de bandido e no caixão… Sou suspeito em falar, ja levei tiro em assalto, ja tive um carro que suei pra comprar roubado e ja fui humilhado por marginais, eu so queria que uma pessoa dessas que defende bandido se colocasse ou colocasse um ente querido no meu lugar, tenho absoluta certeza que iriam querer o bandido morto…

  37. Rodrigues

    Isso que é incitar ao crime, proibir que a imprensa emita uma opinião sobre uma pessoa que roubou, deixando claro que a população já não aguenta mais a violência desses marginais. Só no Brasil mesmo que os bandidos têm que ser protegido. São por essas ações que vemos cada dia um número maior de latrocínios, homicídios e muito mais atrocidades.

  38. Sérgio Barbas

    Eu acho incrível a cara de pau desses partidos e seus membros que see scondem atrás do mandato parlamentar para dizerem as maiores asneiras e nós temos que ouvir, e ler gostando ou não, A coisa como vejo é bem simples, se você critica esses partidos obsoletos e esses políticos Mentecaptos eles ficam possessos e se sentem magoadinhos. Entendi perfeitamente o que a jornalista disse e o sentido que deu ao que disse, o resto, é perseguição de gente incompetente que se sente incomodado e na vitrine com comentários como esse. Uma boa notícia para voces dos partidos e políticos de maia tigela, o JORNALISMO do futuro chegou e chegou para ficar. Continue a reporter com sua pessoal maneira de transmitir as notícias, com comentários inteligentes e bem colocados e deixe que nós, os telespectadores sem comprometimento com ideologias política partidária, fazemos o julgamento.

  39. cavalcanti

    Adoro os comentários, desta valente e combativa heroina, quem dera se tivessemos mais Sheherasades para gritar por nós que já estamos velhos,isso mesmo menina sou seu fã, continue assim e estará falando aquilo que eu gostaria de falar.

  40. Emerson N. Oliveira

    Felipe Moura Brasil, segundo li um artigo no blog “Ceticismo Político”, do Luciano Ayan, o fato do Ivan Valente tentar processar a Rachel Sheherazade baseado no falso argumento da incitação ao crime, pode ser revertido contra ele por “denunciação caluniosa”.
    http://lucianoayan.com/2014/02/07/mais-uma-causa-ganha-para-rachel-sheherazade-ela-pode-acionar-o-presidente-do-psol-por-denunciacao-caluniosa/

  41. edaz

    Parabéns Raquel sheherazade.

  42. JOAS

    RACHEL É UMA MULHER QUE TEM FIBRA, CORAGEM, E DIZ O QUE SENTE S USANDO DA LIVRE LIBERDADE DE EXPRESSÃO.QUEREM CALAR SUA BOCA POR MEDO DA VERDADE! NÃO PARE FALE SEMPRE! FORAM ELES QUE PEDIRAM A DEMOCRACIA E AGORA QUEREM FORMAR UMA DITADURA DESORDENADA.EU APOIO RACHEL.

  43. Frederico

    Ótimo texto Felipe. É assim que se desmascara um impostor!

  44. julio

    percebeu que o sindicato e o psol fez mais barulho para sharezard do que para o ataque do black bloc?

  45. Rodolfo

    Nota 10! Nunca vi um ESCULACHO tão grande na internet!
    O PSOL já expulsou a deputada Janira Rocha que surrupiava salários dos funcionários e usou recursos dos sindicatos na campanha?

  46. Bottanelles

    Parabéns, Felipe! Excelente!
    .
    Parabéns também por defender veemente a Rachel Sheherazade.
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    Precisamos defender TODAS as mulheres (e principalmente as bonitas e inteligentes, hehe)!
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    Onde estão as FEMINISTAS? Por quê não aparecem? Não gostam de mulheres?
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    POIS NÓS GOSTAMOS. NÓS AS DEFENDEREMOS COM NOSSAS PRÓPRIAS VIDAS SE NECESSÁRIO!
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    Felipe e Rachel, CONTEM COMIGO.
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  47. Gabrichejr

    Bravo Felipe,

    na última eleição eu erá um garoto imbecil, ou como o livro do Felipe e do Olavo um IDIOTA. Fui ludibriado pela minha falta de conhecimento e votei em mais de um candidato do PSOL, incluindo o Ivan Valente. A minha sorte foi ter conhecido o professor Olavo de Carvalho uns meses depois e a partir desse dia minha vida mudou, hoje compreendo com era ingenuo e boboca na minha forma de ver as coisas na política. Uma das coisas que me corrói por dentro é saber que ajudei a colocar uma pessoa como esse Ivan Valente como deputado e agora ver ele mover ações na justiça contra a Rachel, que se tornou mais um ídolo a ser ouvido e admirado.
    Hoje dedico meu tempo e esforço a apresentar essas pessoas como o professor Olavo, O Reinaldo, o Felipe, a Rachel a todos que conheço, e espero poder ajuda-los da mesma forma que esses grandes professores, que tive o prazer de conhecer, me ajudaram a ser uma pessoa melhor.

  48. juscelino

    esses esquerdistas de mierrda não aguenta 3 minutos de debate com um cara mais ou menos preparado , simplemente porque a ideologia deles é coprofila..não serve nem para pisada..

  49. Ricardo Luís

    Devemos indagar a eles, Felipe, se é compreensível negar a extradição de um assassino italiano?
    Lamentável essa esquerda ignorante, que distorce tudo em mais um pouco.
    Penso em me mudar do País, mas para onde Felipe?

  50. Aurea

    Evitar que exista debate é da natureza da esquerda revolucionária. Nao pode haver divergência de pensamento nem liberdade de expressao. Aliás, só no Brasil do Foro de Sao Paulo a homogeneidade de pensamento é sinônimo de democracia. Parabéns pelo trabalho, Felipe. Você será em poucos anos o maior analista político do Brasil.