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Felipe Moura Brasil

Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

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Felipe Moura Brasil estreou este blog em 2013, após dez anos como cronista na internet. Idealizou e organizou o best seller de Olavo de Carvalho, "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota". Autor da Editora Record, trabalha em dois livros previstos para 2016.

Contagem regressiva para impeachment de Dilma e prisão de Lula se acelera

Veja resumão

Por: Felipe Moura Brasil

Dilma Lula tensos

Resumão de Páscoa em notas e tuitadas:

– PMDB tem 69 votos na Câmara. Dilma Rousseff precisa de 171 para barrar o impeachment. Na reunião partidária de terça-feira (29), PMDB deverá romper com o governo. Tic-tac…

– Jorge Picciani (PMDB-RJ): “Ela tem capacidade de sair do dissenso para o consenso mínimo? De aprovar um ajuste fiscal, recuperar a economia? De trazer de volta o emprego? Não tem.” Então xô, Dilma.

– “Acredito que teremos dois ou três votos contra, mas o rompimento é o sentimento majoritário do PMDB do Rio”, diz Jorge Picciani. Dois votos são de seu filho Leonardo e Celso Pansera. “Ou três”: Eduardo Paes.

– Paes, flagrado em escuta com Lula prometendo ser seu soldado, redefiniu o termo puxa-saco para sempre. Ele também maldisse Dilma na conversa, mas, na hora do voto, poderá fingir seu soldadinho também.

– Governo que traiu milhões de brasileiros está rancoroso com PMDB do Rio, que o abandona após ter recebido ajuda para eleger Leonardo Picciani líder da Câmara. É bom provar do próprio veneninho.

– Previsão é votar pedido de afastamento de Dilma antes de 17 de abril. Eduardo Cunha quer aprová-lo para ontem. Jovair Arantes, relator da comissão especial, sinalizou parecer pela saída. Contagem regressiva.

– Michel Temer já se prepara para assumir a presidência em maio. Dilma disse que vai “apelar” de todos os modos “legais” contra o impeachment. Obstruir a Justiça nomeando Lula não é legal, Dilma.

– A ala do PMDB contra o rompimento é composta por peemedebistas com cargos de primeiro e segundo escalão no governo, num total de sete ministérios. É a ala mortadela do PMDB.

– Ministro mortadela Eduardo Braga, de Minas e Energia, criticou “precipitação” da ala peemedebista pró-impeachment. PMDB “tem que ter muita responsabilidade e prudência”. Por isso mesmo, tem de desembarcar.

– “Responsabilidade” é o termo usado por políticos que querem encobrir suas condutas covardes, fisiológicas e cúmplices, afetando superioridade moral em relação aos que fazem o que tem de ser feito.

– Ex-ministro Moreira Franco, braço-direito de Temer, disse que romper não significa que “ministros vão sair batendo a porta”, mas quem não cumprir deve se desfiliar do PMDB ou pedir licença. Xô, mortadela.

– Temendo reflexo da debandada peemedebista nos demais partidos da base, governo tenta comprar deputados avulsos que votem contra o impeachment em troca de cargos liberados pelo PMDB. É a xepa da Dilma.

– Integrantes do governo dizem ter piso de 130 votos. Precisam comprar pelo menos 41 pilantras para sentar na janela do Titanic.

– O petista Dr. Rosinha, nomeado por Dilma para alto-comissariado do Mercosul, inventou que, em caso de impeachment, Brasil poderá ser punido pelos representantes do bloco… cujo fundador logo o desmentiu.

– “O processo de impeachment é perfeitamente constitucional”, disse Francisco Rezek. Não há petista branco, negro ou Rosinha que, da boca para dentro, ignore este fato.

– Rezek: “Depois que terminou a era kirchnerista, não vejo apoio no âmbito do Mercosul, exceto pela Venezuela. Não será na Argentina de Macri, dificilmente no Uruguai, menos ainda no governo liberal do Paraguai” – cujo presidente, aliás, já se recusou a apoiar Dilma. Mais um mico internacional.

– Insatisfeita em passar vergonha no Brasil, Dilma ainda foi dar entrevistas à imprensa estrangeira. Ela disse que mimimimimimi, no, mymymymymymy.

– Nos estádios de futebol, Dilma também continua passando vergonha. A torcida do Brasil pediu sua saída antes do empate de sexta-feira (25) em 2 a 2 com o Uruguai. Vitória da torcida brasileira.

– VEJA: repasses para a campanha de Dilma, segundo Marcelo Odebrecht, “teriam sido negociados com a própria presidente”. Fala tudo, Marcelo.

– VEJA: MPF negou conversas com Marcelo Odebrecht, mas elas ocorreram com procuradores de Brasília. Para eles, é “a delação das delações”. Para nós, é a “zuera” das “zueras”.

– Entidades de juízes, AMB e Anamatra transformaram protesto contra decisão de Teori “Da Conspiração” Zavascki de salvar temporariamente Lula do juiz Sérgio Moro em “graves ameaças” ao ministro do STF. Patético.

– Moro deverá explicar a Teori que retirou sigilo somente das escutas ligadas à investigação de Lula e daquelas com indícios de obstrução de Justiça por parte do governo. Somos eternamente gratos por isso.

– Lula: “É guerra e quem tiver artilharia mais forte ganha”. Chefes do tráfico no morro não diriam diferente diante do cerco policial.

– VEJA: Emissários de Lula consultaram embaixador italiano Raffaele Trombetta sobre Lula se refugiar na embaixada e pedir asilo à Itália. Embaixada negou a conversa, claro. A Odebrecht também negava tudo.

Capa VEJA Lula fuga

– Querer que qualquer embaixada admita de imediato possível envolvimento de embaixador em plano de fuga de ex-presidente é quase como querer que Dilma admita ter pedido ajuda a Ricardo Lewandowski em reunião secreta (como delatou Delcídio do Amaral).

– Crença seletiva em desmentidos oficiais, sem desconfiança costumeira, só revela rusgas do crente contra a fonte supostamente desmentida. Não falta na internet quem tenha rusgas contra a VEJA.

– Ainda na hipótese não confirmada de erro na mera identificação do embaixador em foto de evento oficial de Dilma contra o “golpe”, o fato confirmado pela embaixada é que ele estava lá.

– Será coincidência Dilma ter convidado embaixadores (incluindo o italiano) para denunciar “golpe”, enquanto Lula, segundo a revista, articula um pedido de asilo? Duvido.

– A propósito: eu não participo de matérias da revista nem tenho como verificar fatos apurados. Só analiso questões e reações que elas trazem.

– Enquanto não há provas em contrário, confio mais na apuração dos repórteres. VEJA apanhou pela capa “Lula e Dilma sabiam de tudo”. Meses depois, a revelação do depoimento de Alberto Yousseff a confirmou integralmente.

– Itália dar asilo a Lula após ele ter negado extradição do terrorista italiano Cesare Battisti seria o cúmulo da cornidão mansa mundial.

– Lula fugiu para o governo, a posse foi suspensa. Se fugir para a Itália, será extraditado como Henrique Pizzolato. Se não fugir, será preso. Não há saída, Brahma.

– Cuba? Talvez. Lula e Marisa foram flagrados falando em dar “porrada” nos “coxinhas” e mandando enfiarem as panelas no c*. Na ilha dos Castro, Raúl manda prendê-los, como no dia da chegada de Obama. É o eldorado petista.

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De resto, a IstoÉ listou os 7 crimes pelos quais Dilma, além de “impichada”, poderá ser condenada e presa. E aí, Rodrigo Janot? Vai continuar evitando investigá-la para não acelerar o impeachment?

“1- CRIME DE RESPONSABILIDADE

Obstrução da Justiça I:

Dilma disse a Lula que enviaria a ele um termo de posse de ministro para ser utilizado em caso de necessidade.

Obstrução da Justiça II:

Dilma Rousseff escalou Delcídio Amaral para articular a nomeação do ministro Marcelo Navarro Dantas, do STJ, em troca da soltura de presos da investigação policial.

Obstrução da Justiça III:

Aloizio Mercadante foi escalado para tentar convencer Delcídio Amaral a não fechar acordo de delação premiada e chegou a insinuar ajuda financeira.

Obstrução da Justiça VI:

Delcídio Amaral afirmou que Dilma costumava dizer que tinha cinco ministros no Supremo, numa referência ao lobby do governo nos tribunais superiores para barrar a Lava Jato.

(Enquadramento legal: Inciso 5 do Artigo 6º da Lei 1.079/1950)

2- CRIME DE DESOBEDIÊNCIA

Nomeação de Lula no Diário Oficial:

Apesar de decisão da Justiça Federal que sustava a nomeação do ex-presidente para a Casa Civil, Dilma fez o ato ser publicado no Diário Oficial da União.

(Enquadramento legal: Artigo 359 do Código Penal)

3- EXTORSÃO

Ameaças para doação de campanha:

Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, afirmou ter pago propina à campanha presidencial em 2014 porque teria sido ameaçado pelo ministro Edinho Silva, então tesoureiro de Dilma.

(Enquadramento legal: Artigo 158 do Código Penal)

4- CRIME ELEITORAL

Abuso de poder político e econômico na campanha de 2014:

Dilma é acusada em ação no TSE de se valer do cargo para influenciar o eleitor, em detrimento da liberdade de voto, além da utilização de estruturas do governo, antes e durante a campanha, o que incluiria recursos desviados da Petrobras.

Caixa 2:

A PF apontou no relatório de indiciamento do marqueteiro do PT João Santana e de sua mulher, Mônica Moura, que o casal recebeu pelo menos R$ 21,5 milhões entre outubro de 2014 e maio de 2015 do “departamento de propina” da Odebrecht.

(Enquadramento legal: Art. 237, do Código Eleitoral)

5- CRIME DE RESPONSABILIDADE FISCAL

Pedaladas fiscais:

(Enquadramento legal: Inciso III do Art. 11 da Lei 1.079/1950)

Decretos sem autorização do Congresso:

(Enquadramento Legal: Inciso VI do Artigo 10 da Lei 1.079/1950)

6- FALSIDADE IDEOLÓGICA

Escondendo o rombo nas contas:

(Enquadramento legal: Art. 299 do Código Penal)

7- IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

Visita político-partidária:

Dilma foi denunciada na Justiça por mobilizar todo um aparato de governo – avião, helicóptero, seguranças – para prestar solidariedade a Lula em São Bernardo.

(Enquadramento legal: Art. 11 da Lei nº 8.429/1992)”.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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