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30/10/2014

às 18:51 \ Cultura, Mundo

Ferguson: Vídeo de 6 minutos destrói a farsa esquerdista do suposto racismo policial contra o “Gigante Gentil”

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Se você se espantou ao ver a esquerda petista jogando pobres contra ricos na campanha presidencial deste ano no Brasil, talvez não tenha visto um pouco antes a esquerda obamista jogando negros contra brancos nos Estados Unidos. Na especialidade de dividir para reinar, as esquerdas americana e brasileira hoje no poder não precisam nem de cursinho no Pronatec.

Meses atrás, a cidade de Ferguson, no Missouri, foi tomada pelas piores revoltas raciais em anos, por conta da morte do negro Michael Brown, de 18 anos, em episódio confuso envolvendo o policial branco Darren Wilson. Michael, para quem não sabe, é o “Gigante Gentil” da imagem lá de cima, retirada da câmera de segurança da lojinha de conveniência que ele assaltara pouco antes de ser morto, um dos detalhes de que só ficamos sabendo depois que as massas já estavam quebrando tudo, revoltadas com o suposto racismo da polícia, e que a CNN praticamente havia se transferido para Ferguson para sustentar o engodo ao vivo durante semanas.

Eu acompanhei o caso desde o começo (assim como acompanho as versões análogas brasileiras, que levam ao delírio as “sininhos” do PSOL), mas não quis escrever sobre o assunto, porque a quantidade de mentiras que iam caindo a cada dia era grande demais para dar conta no blog. Mas os intelectuais da direita americana foram dando um a um as suas contribuições enquanto as investigações corriam.

Ann Coulter desfez os mitos de que negros são mais parados pela polícia no trânsito (AQUI); Bill Whittle demonstrou com dados que, se há uma guerra racial, o maior número de vítimas é de brancos (AQUI); o World Net Daily mostrou que o procurador-geral Eric Holder deveria estar investigando era a morte da negra Miriam Carey pelos policiais federais de sua própria jurisdição em Columbia (AQUI); Rush Limbaugh desmascarou diariamente a cobertura da mídia esquerdista (“Você não está vendo o noticiário, está vendo política”), especialmente quando a CNN começou a ver o mito escorrer pelas mãos (AQUI); e Andrew Klavan, citando uma pesquisa de New York Times/CBS segundo a qual 87% dos americanos sentem que as relações raciais no país continuaram as mesmas ou pioraram desde a eleição de Obama, culpou o próprio governo Obama por ter instalado essas tensões, com Holder jogando a carta racial todas as vezes que é pego em um novo escândalo, Joe Biden acusando republicanos de quererem pessoas negras acorrentadas novamente, e o próprio Obama sugerindo repetidamente que seus oponentes são motivados pelo racismo (AQUI).

Agora, com as investigações mais adiantadas e o resultado da autópsia de Brown divulgado, Ben Shapiro conta em menos 6 minutos a história completa do caso do “Gigante Gentil” e sua exploração política pelos esquerdistas, a despeito dos fatos. Entenda este caso assistindo ao vídeo que traduzo abaixo e você entenderá o ‘modus operandi’ das esquerdas que se repete por toda parte. Já passou da hora de se vacinar contra o cinismo dessa gente.

Tudo que você sabe sobre Michael Brown é uma mentira. A mídia, os políticos, os racialistas – todos eles lhe contaram a história do jovem inocente, do adolescente negro desarmado, do Gigante Gentil assassinado a sangue frio por um policial branco cruel que representa o poder instalado do mal.

Al Sharpton, que é sempre o primeiro a aparecer em cena quando uma pessoa negra é morta por um branco – ou, no caso de São Trayvon [Martin] do Abençoado Agasalho com Capuz, um hispânico branco – descreveu Brown como um “Gigante Gentil”, também. Lá no Daily Kos, um escritor descreveu St. Michael como um “cara grande que a família chamou de seu ‘Gingante Gentil ‘… criado para ser um jogador de futebol da escola – direto da central de elenco – mas Mike era tímido demais para o esporte. De acordo com amigos e familiares, ele nunca tinha participado de uma briga na vida.” CNN, The Daily Mail – todos eles o chamavam de “Gigante Gentil”.

E o homem que privou o mundo deste “Gigante Gentil” foi, é claro, o policial Darren Wilson.

Originalmente, foi-nos dito que Wilson atirou em Brown pelas costas, depois de parar o “Gigante Gentil” por andar no meio da rua – um comportamento que o presidente Obama viria a chamar de “andar como negro”. Supostamente, Wilson puxou o gigante de 1,98m e 131kg através da janela do motorista, mas Brown escapou e fugiu deste louco emissário de brutalidade policial. Wilson então supostamente atirou em Brown por trás enquanto ele fugia, ao que Brown virou-se, levantou as mãos em sinal universal de rendição, e pereceu em uma saraivada de balas.

Aqui está a realidade: tudo isso foi uma mentira.

A primeira rachadura no mito de São Michael, o “Gigante Gentil”, veio na forma de uma fita de segurança, gravada poucos minutos antes do confronto fatal com o policial Wilson.

De acordo com relatos da polícia, o “Gigante Gentil”, que nunca tinha participado de uma briga e foi muito tímido para jogar futebol, segurou um pequeno atendente e empurrou-o contra uma estante de produtos. Ele também roubou uma caixa de Swisher Sweets, que são charutos baratos.

A rachadura seguinte na história São Michael: o New York Times relatou que Michael Brown “não era um anjo”. O relatório explicou que ele “se envolveu em drogas e álcool” – o que, presumivelmente, era o motivo para ele roubar uma caixa barata de Swisher Sweets da loja de conveniência, uma vez que Swisher Sweets são rotineiramente usados para fumar maconha. Na verdade, o organismo de Brown estava repleto de THC durante o incidente com o policial Wilson, revelou a autópsia.

A reportagem do New York Times também explicou que Brown “havia dado uma de rapper nos últimos meses, produzindo letras que eram por vezes contemplativas e vulgares”.

Aqui está uma amostra da música de São Michael, selecionada pelo Gateway Pundit:

“My favorite part is when that body hits the ground.

I soak em up like I’m wringing out a sponge

Talking down make me shoot off your whole tongue”

As palavras do bem-aventurado santo.

A mídia e os políticos chiaram histericamente quando essas informações começaram a manchar o altar iluminado que haviam construído para São Michael – só porque São Michael havia assaltado uma loja de conveniência, usado drogas, e editado alguns vídeos vis de rap não significa que ele merecia ser fuzilado!

O que, é claro, era verdade. Mas o resto do conto mítico do martírio de São Miguel começou a cair aos pedaços, também.

A versão do policial Wilson da história começou a ser divulgada em fogo lento: após parar Brown, disse Wilson, Wilson tentou sair de seu carro – Brown fechou a porta em cima dele, em seguida projetou a si próprio através da janela do motorista. Ele tentou pegar a arma de Wilson, ao que Wilson disparou a arma no veículo. Brown correu. Wilson o perseguiu. Brown então se virou e correu em direção a Wilson, ao que Wilson deu-lhe vários tiros.

De acordo com o Washington Post, “mais do que meia dúzia de testemunhas negras anônimas deram testemunho… que corrobora o relato de Wilson dos acontecimentos… a análise dos respingos de sangue, cápsulas e testes de balística também corroboram o relato de Wilson do tiroteio, disseram as fontes do Post.”

Agora, um novo relatório da autópsia revelado pelo St. Louis Post-Dispatch – o mesmo jornal que originalmente chamou Brown de “Gigante Gentil” – mostrou que o corpo de Brown tinha uma “ferida de arranhadura” em seu polegar; a ferida continha matéria “consistente com os produtos que são descarregadas a partir do cano de uma arma de fogo.” Isso só pode acontecer de perto – tão perto, de fato, que não havia pontilhado algum: o padrão de pólvora que não vai aparecer a uma distância de uma polegada do cano da arma. Em outras palavras, como disse a legista de San Francisco doutora Judy Melinek, “esse cara está tentando alcançar a arma.”

A autópsia sustenta a briga no carro também – a pele de Brown foi encontrada no exterior do veículo. A CNN relata que o sangue de Michael Brown foi encontrado no uniforme, no carro de polícia e na arma de Wilson.

A autópsia ainda mostra que Brown não foi atingido com as mãos para cima. De acordo com o relatório da autópsia, o ferimento de bala no “braço direito superior dorsal” de São Michael demonstrou que a direção do tiro foi “ligeiramente para cima, para trás e para a esquerda”. Isso significa, de acordo com Melinek, que o tiro “viajou da parte de trás do braço para o interior do braço, o que significa que as palmas das mãos de Brown não poderiam estar viradas para Wilson”.

A raiva continua, é claro, porque os fatos não importam quando mitos já criaram raízes. Benjamin Crump, o advogado da família Brown – ele também foi o advogado da família Martin – disse que “a família e os apoiadores não serão persuadidos pelas declarações do relatório de autópsia ou das testemunhas”, de acordo com o Washington Post. E, claro, os políticos locais prometeram que a prova não vai mudar coisa alguma.

Enquanto isso, os discípulos de Michael Brown prestam homenagem ao seu Gigantismo Gentil lutando para ver como capitalizar em cima de seu suposto martírio. A mãe de Michael Brown, Lesley McSpadden, supostamente entrou em uma briga com a avó e um primo quando ela os encontrou vendendo produtos Michael Brown. A briga terminou, aparentemente, com uma outra pessoa não identificada batendo no rosto do primo de Brown com um tubo ou uma vara, resultando em sua internação hospitalar. O suspeito então roubou uma caixa da cena contendo cerca de US $ 1.400.

Mas não importa – o legado de Michael Brown, o “Gigante Gentil”, vai continuar. Outro mártir se juntou ao Testamento Racial. Outra falsa marca negra nas forças policiais brancas racistas por toda parte. E a construção agressiva da esquerda do mito de São Michael “Gigante Gentil” garante que mais jovens negros verão a polícia como o inimigo, que os confrontos vão se multiplicar, e que a esquerda vai ter muitas outras oportunidades futuras para acrescentar ao seu cânone perverso.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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29/10/2014

às 19:45 \ Cultura, Eleições

Aécio em vídeo: “Não vamos desistir do Brasil e não vamos nos dispersar”

Aécio bandeira

Sei que muitos já viram, mas quero deixar registrado aqui no blog.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) enviou na noite de terça-feira um vídeo de um minuto e 44 segundos para grupos de WhatsApp, no qual agradece a seus mais de 51 milhões de eleitores, pede que se mantenham unidos, promete ficar “atento e vigilante” aos compromissos assumidos pela presidente, recorre a frases históricas do avô, Tancredo Neves, e do ex-governador Eduardo Campos e, felizmente, afirma aquilo que não pode jamais ser esquecido: que a campanha foi “desigual”, com o uso da “máquina pública, a infâmia, a mentira” contra sua candidatura.

A declaração de Tancredo, como lembrou a matéria do Valor, é do discurso de janeiro de 1985, depois de sua eleição à Presidência da República no Colégio Eleitoral, no plenário da Câmara dos Deputados: “Não vamos nos dispersar. Continuemos reunidos, como nas praças públicas, com a mesma emoção, a mesma dignidade e a mesma decisão. Se todos quisermos, dizia-nos, há quase duzentos anos, Tiradentes, aquele herói enlouquecido de esperança, poderemos fazer deste País uma grande Nação. Vamos fazê-la.”

Vamos! É este Aécio que nós queremos: agregador, sim, mas contra o PT.

Assista ao vídeo cuja transcrição segue abaixo.

“Desde domingo à noite tenho recebido já centenas de milhares de manifestações de todo o Brasil. E, claro, a maioria delas de enorme tristeza pelo resultado da eleição.

Olha, de um lado, temos que nos lembrar que disputamos uma eleição desigual, com o outro lado usando como nunca a máquina pública, a infâmia, a mentira contra nós. Mas aconteceu, e é isso que a gente não pode esquecer, uma outra coisa extraordinária, que foi o Brasil acordando, as pessoas indo para as ruas, querendo ser protagonistas da construção do seu próprio destino.

E essa é a maior força que nós temos hoje: a nossa união, para fiscalizarmos, a cada dia, as ações desse governo e cobrarmos resultados.

Fiquem tranquilos que estarei atento e vigilante para que cada compromisso de campanha seja cumprido. Se não, será denunciado.

Por outro lado, me lembro agora de duas citações que têm muito a ver com esse momento. A primeira delas vinda de Eduardo Campos, pouco antes de falecer. Ele disse: ‘Não vamos desistir do Brasil’. E nós não podemos desistir do Brasil.

E, 30 anos atrás, Tancredo disse uma outra frase, que ficou guardada na memória de milhões de brasileiros. Ele disse também num momento único da vida nacional. Ele disse: ‘Não vamos nos dispersar’.

E é isso que peço a cada um de vocês: não vamos desistir do Brasil e não vamos nos dispersar. A força que nós adquirimos é a força que vai levar o Brasil à verdadeira mudança.

E, claro, meu muitíssimo obrigado pela companhia de cada um de vocês nessa belíssima campanha.”

Veja também nos 2 posts anteriores como a oposição dá sinal de vida:
Goooool do Brasil! É essa oposição que nós queremos! A que derruba decreto bolivariano na Câmara. E detona com Aloysio Nunes no Senado: “Não quero ser sócio de um governo falido, e nem cúmplice de um governo corrupto”
- Vídeo: Nilson Leitão (PSDB) dá um ‘banho’ em Fernando Ferro (PT) no ‘Brasil em debate’

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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29/10/2014

às 18:32 \ Cultura, Eleições

Vídeo: Nilson Leitão (PSDB) dá um ‘banho’ em Fernando Ferro (PT) no ‘Brasil em debate’

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Da esquerda para a direita: Ferro, Leitão e Fabiana Melo. Veja o vídeo completo do debate no fim deste post

No embalo da votação que derrubou o decreto bolivariano da presidente Dilma Rousseff (PT), acabei assistindo na TV Câmara ao “Brasil em debate” com o deputado federal reeleito Nilson Leitão (PSDB-MT) e o deputado Fernando Ferro (PT-PE), que não conseguiu se reeleger.

(O PT, diga-se, não elegeu um único deputado federal em seis estados da federação: Pernambuco, Rio Grande do Norte, Amazonas, Roraima, Rondônia e Tocantins.)

Assim como nas urnas, Leitão deu um ‘banho’ em Ferro no programa apresentado por Fabiana Melo, não tendo, para isso, que fazer mais do que dizer a verdade sobre a campanha petista deste ano – a mais sórdida e mentirosa da história do país – e sobre qual será o comportamento da oposição ao governo Dilma, enquanto ela “fica fazendo cara de paisagem” diante da inflação e da corrupção exacerbadas.

“Nós não podemos aceitar isso. Então estamos prontos para qualquer tipo de diálogo a favor do Brasil. Mas não estamos aqui para contemporizar nada. O Aécio Neves fez mais de 50 milhões de votos. A metade do Brasil praticamente votou na oposição. Então nós temos uma responsabilidade com este setor e temos uma outra responsabilidade de continuar abrindo a cabeça e os olhos de outros que votaram acreditando em algumas situações.

Leitão já havia apontado na segunda-feira os exemplos dessas “situações”:

“A prestação do Minha Casa, Minha Vida veio com desconto de 50% na semana da eleição. Os que estão cadastrados para receber casas receberam mensagens do governo dizendo que se caso Aécio ganhasse, eles perderiam a casa deles. Do Bolsa-Família a mesma coisa, que eles deixariam de ser beneficiados. Foram à  imprensa dizendo que se o Aécio ganhasse o agronegócio era falido. Então o terrorismo eleitoral, o uso da máquina e tudo isso, claro que faz a diferença. Não foi uma campanha limpa, foi uma campanha criminosa.”

Mas manda a cara-de-pau petista dizer simplesmente, agora pela voz de Fernando Ferro, que os beneficiários dos programas sociais votaram em Dilma porque melhoraram de vida. Podem até ter melhorado, mas, se o PT está tão seguro de que eles sabem disso, por que precisam mentir para eles sobre os adversários e usar a máquina pública em favor do partido? Só para garantir, não é mesmo? Afinal, não há barreira moral – nem legal – para o petismo na hora da eleição.

Sobre os ataques pessoais a Aécio, Leitão lembrou que eles só diminuíram – ao menos na TV – quando o tucano foi obrigado no SBT a rebater a acusação de nepotismo relativo à sua irmã Andrea colocando em jogo o irmão de Dilma, Igor Rousseff, funcionário do petista Fernando Pimentel em Minas Gerais. Mas que importam os fatos para um petista como Ferro? Como comentei ao vivo no Twitter:

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Felizmente, Leitão – também coordenador da campanha de Aécio no Mato Grosso, onde ele venceu Dilma – estava em cima do lance e rebateu esses e outros embustes, sempre ditos com os chavões e gestos teatrais que caracterizam a demagogia petista. “O PSDB não tem ódio, nem raiva. Nós saímos vitoriosos dessa campanha diante do uso descarado da máquina”, finalizou.

Assista ao vídeo, depois do qual relembro dois exemplos que não podem jamais ser esquecidos do terrorismo eleitoral da campanha do PT.

Recordar é viver:

1) Relembre no exemplo emblemático de Edison Lobão Filho como aliados ou militantes do PT fizeram a campanha do medo pelo Brasil.

2) Relembre também o caso da secretária do Comitê Central de Campanha da deputada federal gaúcha reeleita e ex-ministra da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos Maria do Rosário, que apareceu num telefonema gravado informando a uma beneficiária do Bolsa-Família que o programa seria extinto caso o PT perdesse as eleições. A gravação foi obtida com exclusividade pelo jornalista Vitor Vieira e divulgada no dia 16 em seu programa ‘Vide Versus’, da extraordinária Rádio Vox.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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29/10/2014

às 14:45 \ Cultura, Eleições

Goooool do Brasil! É essa oposição que nós queremos! A que derruba decreto bolivariano na Câmara. E detona com Aloysio Nunes no Senado: “Não quero ser sócio de um governo falido, e nem cúmplice de um governo corrupto”

Oposição derruba decreto

Eu havia anotado no Facebook na tarde de terça-feira:

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Mas, enquanto eu tentava descansar da cobertura eleitoral, a oposição deu sinal de vida.

Para desgosto do PT e de suas linhas auxiliares PSOL e PCdoB, além de parte do PROS (e da Folha de S. Paulo, parece), a Câmara dos Deputados derrubou o decreto bolivariano da presidente Dilma Rousseff, destinado a criar “conselhos populares” em órgãos da administração pública. O Senado ainda tem de avaliar o projeto de decreto legislativo para que a determinação do Planalto seja suspensa, mas o golaço está marcado.

Aécio Neves apontou o perigo durante a campanha:

“Me preocupa inclusive a criação desses conselhos, propostos pelo governo federal às vésperas das eleições, que na verdade buscam substituir em parte a responsabilidade e o poder do Congresso Nacional. São conselhos indicados pelo governo para ocupar o papel daqueles que são eleitos pelos cidadãos.”

A finalidade do decreto é “consolidar a participação social como método de governo” e sua definição de “sociedade civil” abrange “o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”, ou seja: os movimentos sociais controlados e financiados pelo PT. E quem seria a nobre alma dotada do poder de indicar os “integrantes da sociedade civil” para as instâncias de participação e definir a forma dessa participação? Ele mesmo: o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Ainda bem que o Congresso já o conhece.

Os três depoimentos abaixo foram certeiros.

Deputado Mendonça Filho (PE), líder do DEM e autor do projeto que susta o decreto:

[O projeto de Dilma] “Impõe, via decreto presidencial, um modelo de consulta à população que é definido pelo Poder Executivo. É uma forma autocrática, autoritária, passando por cima do Parlamento, do Congresso Nacional, da Casa do Povo, de estabelecer mecanismos de ouvir a sociedade.”

Deputado Antonio Imbassahy (BA), líder do PSDB, para quem o decreto inverte a lógica da democracia representativa:

“Com esse decreto, a presidente Dilma quer que a escolha dos representantes do povo seja feita pelo governo do PT.”

Deputado Rubens Bueno (PR), líder do PPS:

“A oposição brasileira não concorda com esse decreto baixado pelo Poder Executivo em que traz os conselhos populares para determinar ao Executivo o que deve fazer. É o aparelhamento formalmente falando do petismo brasileiro através dos conselhos populares dentro do Poder Executivo.”

Eu assisti à votação ao vivo na TV Câmara e comentei em tempo real no Twitter as declarações dos governistas.

Meus destaques:

Captura de Tela 2014-10-29 às 14.15.39Captura de Tela 2014-10-29 às 14.17.36E não poderia faltar a líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ):

“Estou vendo uma certa alegria no Plenário pela possibilidade de derrotar o decreto, como se isso fosse uma derrota retumbante do governo, mas, depois da vitória retumbante da presidente Dilma, isso é uma coisa menor.”

Eu entendo que, como boa comunista auxiliar, Jandira não saiba vencer nem perder com educação. Mas retumbante, na verdade, foi o heroico brado da oposição na Câmara, mostrando que a suposta vitória nas urnas não é passe livre para a ditadura dos companheiros.

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Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) já avisou: o decretão da Dilma não vai passar no Senado

Que o diga o líder do PSDB no Senado e candidato derrotado como vice de Aécio Neves, Aloysio Nunes, cujo discurso desta terça-feira na tribuna – este sim – representou os 50 milhões de eleitores que votaram pela mudança:

“Transformar as redes sociais em um esgoto fedorento para destruir adversários: foi isso que fizeram. Não diga a candidata Dilma que não sabia o que estava acontecendo. Todo mundo percebia as insinuações que fazia nos debates e os coros nos debates sociais, dizendo que o Aécio batia em mulheres, era drogado. Quem faz isso não tem autoridade moral para pedir diálogo. Comigo, não. Estende uma mão e, com a outra, tem um punhal para ser cravado nas costas.”

Aloysio também rechaçou a possibilidade de plebiscito para reforma política, como defendeu Dilma em seu discurso de vitória:

“Volta a cantinela da reforma política atropelando o Congresso Nacional. Vi declaração sua, senhor presidente (Renan). Vamos discutir reforma política, sim, mas primeiro concluir as investigações dos escândalos da Petrobras para não dizerem que existe corrupção na política porque faltam recursos de financiamento público para as campanhas.”

O senador disse ainda, como informa o Globo, que a presidente “injuriou” a corporação ao dizer que no tempo do Fernando Henrique todos os diretores da PF eram militantes do PSDB.

“E Vossa Excelência foi ministro da Justiça do PMDB. Como é possível exercitar a mentira com tanta desfaçatez? Quero dizer que, da minha parte, da nossa parte, nós não daremos trégua. Vamos cobrar cada uma das promessas, inclusive as que ela fez na área da segurança pública e não foram cumpridas nenhuma delas, em relação inclusive à PF e à Polícia rodoviária Federal. Não cumpriu nada em relação ao fundo penitenciário, fronteiras, reaparelhamento da PF. Nada. Eu fui pessoalmente agredido por canalhas escondidos nas redes sociais a serviço do PT, de uma candidatura. Eu devo essa satisfação às minhas famílias, amigo e à nação. Não faço acordo. Não quero ser sócio de um governo falido, e nem cúmplice de um governo corrupto.

Perfeito. É essa a oposição que nós queremos: atenta, combativa, intransigente e absolutamente consciente da perversidade dos que tentam destruí-la.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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28/10/2014

às 0:24 \ Cultura, Eleições

Retroceder nunca, render-se jamais

Aécio Neves obrigadoSem luto, porque meu país não morreu. Sem ressaca, porque não bebo. Sem ódio, porque não sou petista. Sem amarelar, porque não sou Dilma Rousseff. Nesta segunda-feira, 27 de outubro, depois do post sobre o resultado das urnas, eu apenas descansei de um mês insone de cobertura eleitoral.

Foram mais de 3,5 milhões de visitas ao blog nesses 27 dias de outubro. Sem clipping de notícias. Sem roubar ideias alheias. Quase sem publicar artigos dos outros. Meus leitores entram na minha página para ler minhas opiniões, análises, crônicas, denúncias, e quem sabe se divertir um pouco com o humor que não encontram na maioria dos “especialistas” da grande mídia. Aos MAVs do PT, os mais assíduos entre meus leitores, já perguntei no Twitter se renovaram seu contrato pelos próximos quatro anos e vão continuar garantindo a minha audiência com todo o amor que me devotam. Assunto, decerto não faltará.

Aos que me dão mil ideias mirabolantes para documentários, vídeos, filmes, encontros, seguirei perguntando se eles já têm os patrocínios ou se bancarão a coisa toda do próprio bolso. Poucas coisas me impressionam mais no Brasil do que a naturalidade com que se terceiriza a responsabilidade individual. Nem a vitória dos corruptos leva as pessoas a refletir sobre o que poderiam ter feito para evitá-la.

Em 2009, a propaganda de Lula já chegava a 5.297 veículos. Com o PT no Planalto, o número de meios de comunicação que recebem verbas de publicidade federal tinha aumentado em 961%. Os comerciais do petista passaram de 21 TVs e 270 rádios quando ele tomou posse para 297 TVs e 2.597 rádios no fim de 2008. Não vou pesquisar em quanto isto está hoje, porque teoricamente estou descansando. Mas vocês podem imaginar. E os membros da elite que agora reclamam do suposto voto do Nordeste (como se Dilma não tivesse obtido outros milhões em suas próprias regiões)? Com quanto dinheiro contribuíram para a criação ou extensão de veículos de oposição por lá? Todos nós sabemos a resposta. A VEJA hoje cumpre praticamente sozinha a função de informar o país sobre a roubalheira petista.

Nossa cultura é a do resmungo ineficaz contra o mal que dele se alimenta. Os anseios separatistas dos desiludidos do Sul e do Sudeste são a mais nova prova disso: apenas legitimam o rótulo de ódio que o PT cola na testa dos adversários.

Os advogados do partido já controlam o TSE e agora dominarão, à exceção de Gilmar Mendes, o STF inteiro. O julgamento dos escândalos de corrupção, se ela chegar a gerar escândalo, será tão confiável quanto a apuração das urnas eletrônicas – e a presidente ainda quer fazer plebiscitos que legitimem por essas vias supostamente democráticas as “reformas” de sua agenda política, celebrada pelos demais ditadores e membros do Foro do São Paulo.

Aécio Neves, ainda que sua campanha tenha cometido erros na hora de pregar para não convertidos, conseguiu unir metade do país contra o PT e já deveria ter entendido, ao contrário do que seu lamentável discurso de derrotado mostrou, que não há união, nem reconciliação possível com essa gente que tentou destruí-lo. Há, sim, reflexão e oposição, dia e noite, mesmo durante o descanso.

Obrigado aos meus leitores pela companhia na luta. Aqui, não cederemos jamais.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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[* Moderação dos comentários será feita no fim da tarde desta terça-feira.]

27/10/2014

às 5:16 \ Cultura, Eleições

Brasil, porta aberta ao comunismo

Isto foi o que escrevi logo após o TSE composto por ex-advogados da campanha de Dilma Rousseff anunciar a reeleição da presidente:

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Isto foi o que escrevi antes das eleições, na semana passada:

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Isto é a presidente que incitou o ódio contra a revista VEJA segurando com orgulho a bandeira da União Juventude Socialista (USJ), cujos militantes viriam a depredar e pichar a sede da Editora Abril:

Dilma UJS

E isto foi o que escrevi em janeiro:

A miséria espalhada no breu [23/01/2014]
Felipe Moura Brasil

O escritor não é um isolado.

Aprendi com Lavelle: “Não se deve levar uma vida à parte. Ela mais cega que esclarece.” Com Sertillanges: “Se a solidão vivifica, o isolamento paralisa e esteriliza.” Com Victor Hugo: “À força de ser alma, cessa-se de ser homem.” Com Schopenhauer: “Mas é este o caso de muitos eruditos: leram até ficarem burros.” Com Goethe: “O talento se aprimora na solidão, o caráter na agitação do mundo.” Com Montaigne: “Os próprios jogos e o exercício serão uma boa parte do estudo: a corrida, a luta, a música, a dança, a caça, o manejo dos cavalos e das armas.”

Aprendi também que, se eu disser essas coisas a um brasileiro, ele responderá: “Não falei? Você também precisa sair, se divertir, curtir a vida!”, sem jamais atinar que, por sua vez, ele precisa buscar conhecimento, aprimorar talentos, vivificar-se. Bernard Lonergan escreveu em seu “Insight”: “Há, de fato, bem lá no fundo de todos nós um impulso para conhecer, compreender, ver o porquê, descobrir a razão, encontrar a causa, explicar, que desponta quando o ruído dos outros apetites se aquieta.” Mas, no Brasil, o ruído dos outros apetites não se aquieta jamais.

“Sexo, sexo, sexo. Na nossa história não existe mais nada. O Brasil será sempre e só isso: o lugar onde o homem é livre para se comportar como ‘um bode em um cercado cheio de cabras, sem ideais, sem preocupações estéticas, políticas, intelectuais e artísticas’”, escreveu Diogo Mainardi, citando um trecho do “Retrato do Brasil”, de Paulo Prado, ensaio fundamental sobre a tristeza brasileira. Um bode “proletarium”, completo eu, na acepção romana – distinta de “pobre” ou “trabalhador” – de que fala Russell Kirk: um homem que não contribui à comunidade política com nada, a não ser com a própria prole e “vive, tal como os cães, dia após dia, sem refletir”.

Schopenhauer, inclusive, julgava a ignorância degradante somente quando associada à riqueza, aliviando a barra dos pobres, cujos trabalhos ocupavam o pensamento: “os ricos que são ignorantes vivem apenas em função de seus prazeres e se assemelham ao gado, como se pode verificar diariamente”: “devem ser repreendidos por não usarem sua riqueza e ócio para aquilo que lhes conferiria o maior valor”. Hoje nem é preciso sair do isolamento para constatar a vida de gado da elite brasileira, seja jovem ou adulta. Basta dar uma olhadinha no Instagram.

Não quero, com isso, dizer que o cidadão comum precisa se tornar um intelectual e vice-versa. Como define Lavelle: “Não se há de esquecer que os homens não têm a mesma vocação, que uns têm por missão aumentar esta luz interior que esclarece a consciência de toda a humanidade, e os outros utilizar e multiplicar os recursos do universo material em proveito da vida do corpo. Mas nem uns nem os outros estão dispensados de se prestar serviços mútuos.” Se os escritores se isolam da realidade da vida, a luz que esclarece logo se apaga. Se o cidadão comum se entorpece com a diversão obsessiva, os recursos materiais escasseiam e inflacionam.

Enquanto houver uma incomunicabilidade entre uns e outros, que os impeça de se prestarem serviços mútuos, a busca do sentido e da realização pessoal será sempre derrotada pela do sexo e do dinheiro, e o Brasil será sempre e só isso: uma porta aberta ao comunismo.

Isto é: à miséria espalhada no breu.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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PS: E isto foi o que escrevi no domingo, antes do resultado das eleições:

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26/10/2014

às 7:18 \ Cultura, Eleições

Veja este post antes que ele seja censurado pelo PT

1) Pesquisa IstoÉ/Sensus divulgada sábado à noite: Aécio tem 52,1% e Dilma, 47,9%.

2) PT tentou deportar Larry Rohter, conseguiu calar Sheherazade, pediu e recebeu cabeças do Santander, depredou Abril. É o partido da censura.

3) Dilma incitou ódio contra VEJA. Militantes depredaram sede da Abril. Se fosse Rachel Sheherazade, seria apologia ao crime.

4) Ex-ministro de Dilma, Orlando Silva parabeniza vândalos que depredaram Abril. Caro indeciso: é essa gente que você quer no poder?

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5) Chegou a hora de escolher um lado.

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* Jornaleiros também foram impedidos de vender VEJA. E nós é que estamos desesperados?

6) “Na dúvida, vote pela alternância de poder.” (Carlos Andreazza, editor da Record)

7) Caro indeciso: você confiaria sua família a alguém conivente com roubalheira, segundo o operador do esquema? Então por que confiaria o país?

8) Petistas chamam de golpe Jornal Nacional informar que Dilma sabia da roubalheira. Mas é o mínimo para programa que mostra Ibope e DataDilma.

9) Matéria da VEJA foi confirmada pelo Estadão e pela insuspeita Folha de S. Paulo. Jornal Nacional amarelou em confirmar a fala do delator.

* Veja matéria do JN – AQUI.

10) Jornal Nacional esqueceu de dizer que o delator não pode mentir, ou passará o resto da vida preso.

VEJA no JN

11) Do escritor e ex-redator-chefe da VEJA:

Sabino JN

12) Ministro que concedeu a Dilma direito de resposta na VEJA é seu ex-advogado de campanha, nomeado por ela para o TSE. O PT ‘aparelhou’ tudo.

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Admar Gonzaga: assim como Luciana Lóssio, já trabalhou para campanha de Dilma

13) Em direito de resposta na VEJA, Dilma falou que advogado de doleiro “rechaça a veracidade desse relato”. MENTIRA! Veja AQUI.

Advogado Youssef* Resposta da VEJA ao direito de resposta de Dilma - AQUI.

14) Acrescentei este item só para o post não terminar no 13, ok?

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* Na Veja.com: Ato de apoio a Aécio reúne milhares na Avenida Paulista.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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25/10/2014

às 16:07 \ Cultura, Eleições

VERGONHOSO! Dilma sugere a economista que faça Senai e Pronatec para conseguir emprego. Veja o vídeo

[* Há pelo menos 300 comentários na fila. A moderação será feita na tarde de domingo.]

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Dilma estoura o tempo, a razão, a verdade, a educação… e Aécio sorri de tamanha barbaridade.

No debate desta sexta-feira na Globo, a eleitora indecisa Elisabeth Maria, de 55 anos, apresentou-se como uma economista de Fortaleza qualificada profissionalmente, mas que não consegue emprego por conta de sua idade avançada. Perguntou qual é a proposta dos candidatos para que pessoas maduras tenham sua experiência de trabalho valorizada e possam manter sua empregabilidade.

Aécio Neves (PSDB) respondeu que o Brasil precisa voltar a crescer, o que não vem acontecendo no governo de Dilma Rousseff (PT), durante o qual o país se reveza com Venezuela e Argentina nos últimos lugares do ranking de crescimento econômico da América do Sul: ”País que não cresce, não gera empregos, principalmente os empregos mais qualificados, nós estamos vendo o desmonte da industrial nacional, ao longo dos últimos quatro anos mais de um milhão de empregos na indústria deixaram de existir e esses são os empregos que pagam melhor para pessoas mais qualificadas como você.”

O tucano reconheceu a qualificação da eleitora tanto na resposta quanto, depois, na tréplica: “A nossa taxa de investimentos hoje é de 16,5% do PIB, já disse anteriormente, a menor da última década, e eu tenho absoluta convicção com clareza das propostas, com respeito às regras, respeito às agências reguladoras, com uma política fiscal transparente vamos gerar novos empregos para gente qualificada como você, Elizabeth.”

E Dilma?

Bem, a presidente-candidata chegou ao cúmulo de sugerir que a eleitora graduada fizesse cursinhos de qualificação, como os oferecidos pelo Pronatec e pelo Senai para alunos com ensino médio… Pois é. É “estarrecedor” o que Dilma faz para se vangloriar das escolas técnicas, inspiradas, como Aécio já dissera na Record, no PEP, em Minas Gerais, e nas Etecs, de São Paulo, que ela aliás voltou a chamar cinicamente de escolas experimentais, embora sejam 217 escolas, com 221 mil alunos. Veja o vídeo da vergonhosa e até ofensiva sugestão de Dilma à economista Elisabeth, após, é claro, elogiar a sua pergunta, como o marqueteiro João Santana certamente a orientou a fazer.

A única dos indecisos que ela não elogiou era referente ao mensalão.

Transcrição resumida: “Muito boa sua pergunta. Eu não acho que o Brasil não está gerando emprego. O que eu acho, Elizabeth, é que seria interessante que você olhasse entre os vários cursos que tem sido oferecidos, inclusive pelo Senai, que são cursos para pessoas que têm a possibilidade de conseguir um salário e um emprego melhor, se você não acha colocação. Porque eles têm uma carência imensa de trabalho qualificado no Brasil. Não é o que o candidato está dizendo. Nós temos hoje uma taxa de desemprego de 4,9%. Ele queira ou não. E uma coisa é certa. Se não se fizer qualificação profissional, o que você não consegue fazer? Você não consegue fechar aquela demanda por trabalho, por mão-de-obra qualificada com a oferta. Então o que é o Pronatec? O Pronatec é para garantir que você tenha um emprego adequado a sua qualificação.”

Para dizer tamanha barbaridade, Dilma ainda estourou seu tempo. Aécio não podia mesmo conter a risada.

Felipe Moura Brasilhttp://www.veja.com/felipemourabrasil

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25/10/2014

às 6:34 \ Cultura, Eleições

AÉCIO DETONOU: Medida contra corrupção é tirar o PT do governo. Veja o vídeo “zuero”

Nada como falar o português bem claro, com todas as letras, da forma mais simples e direta, sem medo da patrulha. No momento mais emblemático do debate desta sexta-feira na Globo, Aécio Neves (PSDB) colocou o PT em seu devido lugar com uma fala certeira e memorável que representa milhões de brasileiros cansados da corrupção onipresente nos governo petistas.

Veja o vídeo “zuero” da cena.

“Eu vou dizer aqui olhando nos seus olhos. Existe uma medida que está acima de todas as outras e não depende do Congresso Nacional para acabarmos com a corrupção no Brasil: vamos tirar o PT do governo.”

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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25/10/2014

às 2:07 \ Cultura, Eleições

Perdeu o debate? A Dilma também! Veja o vídeo completo

Meus comentários em tempo real sobre o debate da Globo estão no post anterior e decerto voltarei ao assunto neste sábado. Mas para quem perdeu, como a Dilma, o programa ao vivo, segue o vídeo completo.

E ficam, mais uma vez, as perguntas:

Captura de Tela 2014-10-25 às 01.50.18Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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