Blogs e Colunistas

03/03/2015

às 23:22 \ Brasil, Cultura

Planalto concorda comigo sobre Renan. Que faaase!

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Dilma Rousseff está lendo meu blog. (Mentira: seus assessores. Mentira: petista não lê.)

Assim como escrevi aqui, “integrantes do governo avaliam que Renan decidiu reagir porque não teve uma ação do governo para impedir a inclusão do nome dele no pedido de abertura de inquérito feito pelo PGR”. A informação é do blog do Camarotti.

A referida reação do bravinho Renan foi a de devolver a medida provisória que Dilma enviou ao Senado para elevar os impostos sobre a folha de pagamentos das empresas.

Até “o grupo de Renan reconhece que o presidente do Senado fez um gesto para a oposição ao devolver a MP” e agora “tenta criar um novo grupo político no Congresso Nacional para ter aliados durante este período de investigação de políticos”.

Renan uniu o útil ao agradavelmente útil: o PMDB “começa a dar sinais explícitos de afastamento não só do PT, mas também do Palácio do Planalto. O partido aposta que a queda acentuada da popularidade de Dilma Rousseff terá reflexo imediato em movimentos de rua nas próximas semanas. ‘Esse não é o momento de ficar carregando o caixão. O PMDB está cansado de só ser chamado para apagar incêndio’, desabafou um cacique do partido.”

Apesar da dieta Ravenna, ninguém quer carregar o caixão de Dilma. Quem quiser sair vivo, como Renan, felizmente é obrigado a ajudar a enterrá-la.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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03/03/2015

às 21:52 \ Brasil, Cultura

Números para a Mega-Sena

Nesta terça-feira 3, a 12 dias do ato contra a presidente Dilma marcado para 15 de março, o procurador-geral Rodrigo Janot pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de 28 inquéritos sobre 54 pessoas, além do arquivamento de 7 petições porque os indícios não eram suficientes.

Não saiu o nome de ninguém, mas meu jogo na Mega-Sena está feito: 3 – 7 – 12 – 15 – 28 – 54.

Quem quiser perder comigo, #tamojunto.

Janot

Ué, o 13 não saiu?

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03/03/2015

às 20:27 \ Brasil, Cultura

Zico

“A grande diferença de hoje para a minha época é que atualmente o jogador é uma celebridade. Você se prepara para entrar em campo e já se vê no telão. Uma vez, enquanto técnico, chamei um jogador para entrar durante uma partida do Champions League, e ele ficou enrolando, ajeitando acessório da cabeça. Eu não acreditei!”

A frase é de Zico, dita em junho de 2014. Frase de um atleta que se fez célebre sem virar “celebridade”. Que jamais se deslumbrou com a fama em prejuízo ao desempenho. Que treinava depois do treino como é raro hoje, porque buscava a perfeição no ofício para o qual se viu vocacionado. Eu dei a sorte de crescer tendo o seu exemplo humano, na vitória ou na derrota, em destaque no ambiente público do país. E não há um dia 3 de março em que não pense como é pequeno o Brasil e até mesmo o Flamengo perto dele.

Parabéns, Galo. Obrigado sempre.

Zico

Veja também a homenagem do ano passado aqui no blog: O craque de um toque só

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03/03/2015

às 18:58 \ Brasil, Cultura

Perdoaremos Renan Calheiros e Eduardo Cunha se…

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Cunha e Renan

O vice de Dilma, Michel Temer, avisou aos presidentes Renan Calheiros, do Senado, e Eduardo Cunha, da Câmara, que eles estão na lista a ser divulgada pelo procurador-geral Rodrigo Janot de políticos citados na Operação Lava Jato, que apura os desvios de dinheiro da Petrobras.

A informação é da coluna Radar, depois confirmada pelo Globo. (Eu a li na fila do cartório, onde perdi duas horas para reconhecer uma firma. É o Brasil “bem mais simples”, segundo o PT.)

Vai ver é por isso que Renan não foi ao jantar oferecido por Dilma à cúpula do PMDB, chamou a coalização do governo de “capenga”, afirmou que houve um “escorregadão” na política econômica e fiscal (e não uma “escorregadinha” como dissera Joaquim Levy), disse que elevação de impostos é um “péssimo sinal” e devolveu ao Executivo a medida provisória que eleva tributos sobre a folha de pagamento. Assim como Lula, que bateu o maior papo com o PMDB, Renan deve estar bravinho com a incompetência do governo em melar a Lava Jato.

Ai, que dó!

Janot deve enviar nesta terça-feira ao STF os pedidos de abertura de inquéritos e pedir para o relator dos casos, ministro Teori “da Conspiração” Zavascki, torná-los públicos. Deveria pedir também para Teori mandar prender Renato Duque, que ele soltou a pedido de Lula.

De resto, não se sabe ainda a dimensão do suposto envolvimento de Renan e Cunha no maior escândalo de corrupção do Brasil, mas é bom que fique claro desde já:

Perdoaremos Cunha se entregar Dilma. Perdoaremos Renan se entregar Lula.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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03/03/2015

às 14:54 \ Brasil, Cultura

Tremei, Lula e Dilma! Gerson Almada pode detonar o PT

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Lula e Dilma Rousseff tem mais um motivo para mexer os Cardozinhos, digo, os pauzinhos.

O PT recebeu mais de 50 milhões de reais, de acordo com a planilha de Pedro Barusco, das mãos do homem que agora pretende abrir a boca.

Gerson de Mello Almada, vice-presidente da construtora Engevix cuja liberdade foi negada hoje pelo STJ, pediu ao juiz Sérgio Moro que seja interrogado porque teria “contribuição relevante para a cognição dos fatos”.

Em janeiro, ele rompeu o então pacto de silêncio das empreiteiras sobre a participação dos políticos e o uso do dinheiro sujo em campanhas eleitorais com a seguinte declaração:

“O custo alto das campanhas eleitorais levou, também, à arrecadação desenfreada de dinheiro para as tesourarias dos partidos políticos. Não por coincidência, a antes lucrativa sociedade por ações, Petrobras, foi escolhida para geração desses montantes necessários à compra da base aliada do governo e aos cofres das agremiações partidárias”.

Na petição, o advogado de Almada também fala “de quem usou a Petrobras para obter vantagens indevidas para si e para outros bem mais importantes na República Federativa do Brasil”.

Quando alguém menciona outros “bem mais importantes” na República, Lula e Dilma se tremem todos.

O advogado acrescenta: “faz mais de doze anos que um partido político passou a ocupar o poder no Brasil. No plano de manutenção desse partido [PT] no governo, tornou-se necessário compor com políticos de outros partidos, o que significou distribuir cargos na Administração Pública, em especial, em empresas públicas e em sociedades de economia mista.”

Em outras palavras: José Dirceu, o padrinho do arrecadador petista Renato Duque, poderá voltar a Papuda. Seria bom se voltasse acompanhado de outros “bem mais importantes”.

Almada

Fala, Almada!

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03/03/2015

às 13:20 \ Brasil, Cultura

A culpa é do PT, ele coloca até em tucano morto

Guerra montagem

Em ordem, da esquerda para a direita: Sérgio Guerra (tucano morto em 2014) foi casado com Neném Brennand, filha do escultor Francisco Brennand (centro), que também é pai de Maria Helena Brennand, viúva de Carlos Wilson (petista morto em 2009). Montagem: FMB

No primeiro mandato de Lula, o deputado petista Carlos Wilson foi presidente da Infraero. Nas reformas dos aeroportos de Recife, de Maceió e do Rio de Janeiro, foram usados azulejos e pisos de cerâmica produzidos pela Oficina Brennand, do seu então sogro Francisco Brennand, também ex-sogro do tucano Sérgio Guerra, como se vê pela montagem acima.

Diogo Mainardi escreveu na VEJA em 2007: o caso “reproduz, em escala mínima, em escala doméstica, o que aconteceu na CPI dos Correios”. “Onde quer que haja encrenca com um petista, sempre há também um tucano encrencado. Dessa maneira, um acaba protegendo o outro, um acaba acobertando o crime do outro”.

Agora, segundo a Folha, Sergio Guerra é acusado pelo doleiro Alberto Yousseff de ter sido um dos beneficiários dos 10 milhões de reais destinados a impedir a realização da CPI da Petrobras – aquela estatal da qual 640 milhões de reais foram roubados pelo PT.

Enquanto a planilha de Pedro Barusco mostra que as empreiteiras responsáveis pela obra de Abreu e Lima abasteceram o partido governante com mais de 32 milhões de reais, a manchete vexaminosa da Folha – “Doleiro diz que obras em refinaria geraram propina para três partidos” – tenta transformar a propina individual a um tucano já falecido em abastecimento ilegal do PSDB inteiro. Com a ajuda do jornal, o exército militante de Lula vai explorar o máximo que puder o envolvimento de Guerra para relativizar os crimes petistas e enganar os otários, como Dilma fez em campanha quando o ex-diretor Paulo Roberto Costa mencionou o episódio.

Essa gente ingrata está desesperada porque o tucano já não pode proteger o PT.

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A culpa é do PT, ele coloca até em tucano morto

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03/03/2015

às 5:21 \ Brasil, Cultura

Dilma teve “vantagens que um político honesto não tem”

Dilma João

João Santana e Dilma Rousseff: “grandes dispêndios”

O juiz responsável pela Operação Lava Jato, Sérgio Moro, também disse outras coisas interessantes na palestra citada no post anterior.

Segundo ele, a criminalização da lavagem de dinheiro estabelece uma “barreira entre o mundo do crime e o mundo fora do crime”.

Sem mencionar nenhum caso específico, segundo a Folha, ele citou como exemplo:

“Dentro de um regime democrático, um agente político muitas vezes precisa ganhar apoio popular para suas ideias. E, como normalmente em uma democracia de massas se faz necessário grandes dispêndios para transmitir essas ideias, também um político desonesto dentro do âmbito político tem vantagens que um político honesto não tem”.

Eu cito um caso específico:

Em 2014, a campanha de Dilma Rousseff e o PT receberam da UTC 30 milhões de reais desviados da Petrobras, segundo o dono da empreiteira, Ricardo Pessoa. Procurado pelo tesoureiro de Dilma, Edinho Silva, após aviso do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, Pessoa ainda deu 3,5 milhões de reais à campanha presidencial petista, que precisava de grandes dispêndios para transmitir as mentiras do marqueteiro João Santana.

Dilma Rousseff, considerada desonesta por 47% dos brasileiros, teve “vantagens que um político honesto não tem”.

* Veja também o post anterior: Sérgio Moro ensina a chegar ao chefe. É o que queremos

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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03/03/2015

às 4:49 \ Brasil, Cultura

Sérgio Moro ensina a chegar ao chefe. É o que queremos

MoroA facilidade para chegar ao chefe de quadrilha no caso da lavagem de dinheiro é maior do que em outros tipos de atividades ilícitas, “porque fatalmente o dinheiro vai chegar em quem tem poder de controle sobre o grupo criminoso”.

“Follow the money” (“Siga o dinheiro”), disse o juiz responsável pela Operação Lava Jato, Sérgio Moro, em sua palestra para alunos de um curso da Escola da Magistratura Federal do Paraná na segunda-feira (2). Precisamos seguir o conselho de Moro.

No mesmo dia em que o juiz ensinava os alunos a chegar ao chefe, o Estadão informou:

“O consultor Julio Gerin Camargo, um dos delatores da Operação Lava Jato, entregou à Justiça Federal os extratos bancários de suas contas na Suíça e no Uruguai, por onde passaram mais de 10 milhões destinados ao ex-diretor de Serviços Renato Duque e ao seu braço direito, o ex-gerente de Engenharia Pedro Barusco no esquema de corrupção e propina na Petrobras.”

“Ao todo, são 59 depósitos, realizados entre dezembro de 2006 e abril de 2012, que totalizam 10.452.005,53 dólares e 1.410.059,30 euros. Os valores saíram de contas operadas pelo delator, em bancos na Suíça e no Uruguai, e foram parar em sete contas indicadas por Barusco e Duque.”

O engenheiro Shinko Nakandakari também entregou aos investigadores da Lava Jato uma tabela com detalhes da propina paga pela Galvão Engenharia a Duque e Barusco.

Segundo o Estadão de domingo, “a obra que rendeu o maior volume de propina, em um único contrato, foi a do Gasoduto Cabiúnas-Reduc (Refinaria Duque de Caxias), no Rio de Janeiro: R$ 1,6 milhão aos ex-funcionários da Petrobrás”.

Como a Galvão não fez a obra de 595 milhões de reais sozinha, o valor da propina na verdade é maior. Basta ver o total na planilha de Barusco:

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Tradução: 0,5% do valor da obra são 2,9 milhões roubados pelo “part” (Partido dos Trabalhadores, vulgo PT) e outros 2,9 milhões pela “casa” (Duque e Barusco, incluindo aquele 1,6 milhão da Galvão).

A oposição deveria aprender a seguir o dinheiro também. Só assim poderá mostrar na CPI da Petrobras o quanto chegou aos cofres do PT e ao bolso de Renato Duque, aquele que, curiosamente, foi solto a pedido do verdadeiro chefe… do PT… Luiz Inácio Lula da Silva.

Veja também o próximo post: Dilma teve “vantagens que um político honesto não tem”

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02/03/2015

às 19:58 \ Brasil, Cultura

Efeito Danny Bond não legitima “Bolsa-esposa”. Não queremos pagar pelas escapulidas dos parlamentares

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O “bolsa-esposa” ou “transpatroa” repercutiu mal, muito mal.

A opinião pública repudiou a extensão do uso das passagens aéreas dos deputados para suas mulheres, mesmo sem saber um dos motivos íntimos que teriam fortalecido a decisão.

Como noticiou a coluna Radar, da VEJA.com:

“Os parlamentares acham que as peripécias de Paolla Oliveira [a personagem Danny Bond] em ‘Felizes para sempre?’ passaram às respectivas a imagem de que a Brasília dessa turma é um antro de perdição.

Não que não seja.”

Pois é. Para o bem e para o mal, o Brasil é movido pelo desespero das esposas e ex-esposas de políticos. Só na história recente, sem contar o caso Collor, temos os seguintes exemplos:

a) A ex de Celso Pitta, ameaçada de morte, denunciou o escândalo dos precatórios que chegou a resultar na condenação do então prefeito de São Paulo à perda do cargo.

b) A ex de Valdemar Costa Netto o implicou no mensalão ao depor na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados.

c) A ex do deputado federal Rodrigo Bethlem revelou em vídeo um esquema de corrupção operado pelo peemedebista no Rio de Janeiro.

d) A de Renato Duque, desesperada, conseguiu a liberdade do arrecadador petista na Petrobras por intermédio de Lula.

e) A dos parlamentares, até agora, tinham garantido a vaga no avião.

E você se se lembra quem já deu o mau exemplo levando no avião presidencial uma “amiga íntima”, não é? Ele mesmo: Lula, o rei dos maus exemplos.

Agora o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, tenta amenizar a repercussão negativa da concessão dos benefícios às esposas, dizendo que vai sugerir à Mesa Diretora da Casa regras mais rígidas para a sua retirada, embora os critérios ainda estejam sendo avaliados.

Até as bancadas do PT e do PCdoB na Câmara – imagine – tiveram de aderir ao movimento de PSDB, PPS e PSOL contra o “bolsa-esposa”. (Só não me pergunte se eles preferem deixá-las em casa.) O abaixo-assinado virtual contra a medida possui cerca de 135 mil assinaturas, sob a alegação de que os salários já são suficientes para pagar as passagens aéreas dos cônjuges. E é bom que a sociedade se mantenha vigilante.

O efeito Danny Bond não legitima o “Bolsa-esposa”. Não queremos pagar pelas escapulidas dos parlamentares, assim como não queremos pagar pelos corruptos.

Nós gostamos mesmo é quando as esposas os denunciam.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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02/03/2015

às 15:45 \ Brasil, Cultura

Dilma teme Lava Jato. Assinado: Jaques Wagner

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Jaques Wagner, o ombro amigo de Dilma Rousseff

Jaques Wagner, o ministro que ocupa a pasta Defesa pelo mérito de ter deixado a Bahia indefesa, declarou uma semana atrás que o país não deve parar para assistir “ao espetáculo da investigação” da Operação Lava Jato.

Agora, o também porta-voz informal da presidente Dilma Rousseff, volta à carga para blindar o governo, ameaçando o país.

Depois de proferir uma aula magna no Curso Superior de Defesa da Escola de Guerra Naval, no Rio, onde não sei se apresentou aos alunos as taxas de criminalidade baianas antes e depois de seu governo, Wagner afirmou que o pedido de investigação de políticos envolvidos no Petrolão causará “turbulência” no momento em que o país precisa de “calma e tranquilidade”.

Traduzo abaixo suas declarações:

1) “Qualquer fato novo com esse tipo de característica de denúncia, de inquérito, tira a tranquilidade momentaneamente de qualquer instituição. Não sei qual é a dimensão, nem a quem atinge. É bom no sentido de que as coisas estão funcionando e é ruim no sentido de que tem turbulência e o país precisa de calma e tranquilidade para tocar. Não a calma da omissão, mas de separar inquérito do funcionamento normal do País”.

Tradução: O “país” é Dilma. Tememos que seu nome seja envolvido no Petrolão e que o povo brasileiro associe ainda mais a corrupção ao seu governo, com o qual ela – a corrupção – está intimamente associada. A “calma da omissão”, para dizer o mínimo, foi da presidente durante 4 anos dos 12 de roubalheira do PT na Petrobras. Ricardo Pessoa disse à VEJA que minhas campanhas para o governo da Bahia receberam dinheiro sujo da UTC, mas vou fingir que não sei quem pode ser atingido por qualquer fato novo…

2) “A melhor forma para que as investigações continuem é elas estarem ladeadas pelo funcionamento normal do país. Porque, se começarem a perturbar tudo, daqui a pouco muita gente vai dizer `acaba logo essa investigação porque o País precisa voltar à normalidade’. É óbvio que tem turbulência”.

Tradução: A melhor forma para que as investigações continuem é o PT parar de tentar “perturbar tudo”. A melhor forma para existir um funcionamento normal do Brasil é Dilma sair do governo. A balança comercial brasileira registrou o pior resultado da história para o mês de fevereiro, com déficit de 2,84 bilhões de dólares, incluindo a queda de 15,7% nas exportações em relação a 2004 e de 8,1% nas importações. A turbulência é um alívio tremendo para um país em queda vertiginosa, mas é óbvio que estou aqui para culpar de antemão a Lava Jato por toda a instabilidade que nós petistas criamos…

3) “A CPI [da Petrobras] terá dificuldade de chegar além do Ministério Público Federal e do Judiciário (…) A CPI em si vira palco, mas dificilmente irá além do que a Polícia Federal já investigou”.

Tradução: A CPI da Petrobras é uma pizzaria, que conta com os serviços do “garçom” Luiz Sérgio (PT-RJ), assim apelidado por apenas anotar os pedidos da alta cúpula do partido, e o presidente peemedebista Hugo Motta, um deputado da Paraíba que votou a favor da fraude fiscal de Dilma Rousseff no fim de 2014. Ambos tiveram suas campanhas eleitorais financiadas por empreiteiras enroladas com a Lava Jato, tendo Motta recebido R$ 451 mil da Andrade Gutierrez e da Odebrecht, o que corresponde a 60% de sua última campanha; e Sérgio, R$ 962,5 mil de Queiroz Galvão, OAS, Toyo Setal e UTC, o que corresponde a 39,6%. Motta assa 60% da pizza; Sérgio, 40%; enquanto nós fingimos de antemão que o problema é do Ministério Público Federal e da PF…

4) Sobre o seguro-desemprego: “Não se quer tirar direitos, mas consolidar direitos. A pergunta que cabe é: o seguro desemprego é causa ou efeito da rotatividade de mão de obra? (O trabalhador) recebe seguro-desemprego porque sai do emprego ou sai do emprego para receber seguro-desemprego?’. Sempre que se fala de ser humano, todo mundo quer operar em zona de mais conforto”.

Tradução: Dilma cometeu estelionato eleitoral ao mexer nos direitos trabalhistas, o que prometera não fazer nem que a vaca tossisse. Como a vaca tossiu, vou aqui brincar de “Tostines vende mais porque é fresquinho ou fresquinho porque vende mais” para enganar os trouxas. Dilma, eu e todo o PT queremos operar em zona de mais conforto, mas, como de costume, culparemos todo mundo por isso…

Wagner

Wagner não vê luz no governo Dilma

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