Blogs e Colunistas

18/12/2014

às 20:03 \ Brasil, Rio

A farsa da pacificação: sabe como os policiais se referem à UPP? Sabe o que tem acontecido na Rocinha? Eu conto!

protesto-copacabanaEm grupos de WhatsApp, os policiais do Rio de Janeiro costumavam chamar a UPP (que, oficialmente, significa Unidade de Polícia Pacificadora) de Unidade de Propaganda Política. Agora mudaram: chamam de Unidade de Perigo pro Policial.

Em ambos os casos, como este blog vem demonstrando, não se pode negar que tenham razão.

Veja como ficou a “base” da UPP do Morro dos Macacos após o ataque que deixou um PM ferido no último dia 4.

Agora veja o número de policiais feridos e mortos SOMENTE nas UPPs até quarta-feira, 17 de dezembro de 2014.

2008 - nenhum;

2009 - nenhum;

2010 – 1 ferido;

2011 – 5 feridos;

2012 – 9 feridos e 5 mortos;

2013 – 24 feridos e 3 mortos;

2014 – 84 feridos e 8 mortos.

Total – 123 feridos e 16 mortos.

Será que deu para notar o aumento do número de vítimas à medida que houve um crescimento desenfreado e político das UPPs?

Como eu havia resumido em novembro, no artigo “A farsa da pacificação no Rio de Janeiro“:

“Em vez de investir gradativamente em poucas e eficazes UPPs, que ocupem por completo o território das ‘comunidades’ com policiais militares experientes e treinados para isso, e que de preferência prendam os bandidos locais, o governo do Rio de Janeiro publicitariamente espalha UPPs cuja presença frequentemente tem apenas a dinâmica da ‘cabeça de ponte’ – o termo militar para descrever a situação altamente instável em que apenas um pedaço do terreno do inimigo foi conquistado -, deixando PMs recém-formados trabalhando em condições precárias à mercê dos ataques de traficantes armados com fuzis.”

Não é raro, atualmente, que a guarnição de uma UPP tenha de pedir a intervenção de unidades de elite para conseguir sair de sua base.

Dos 123 feridos desde 2008, 92 foram baleados só em 2014 e oito deles morreram. Isto nas UPPs, porque no total geral já são quase 300 policiais baleados, sendo 110 assassinados.

Enquanto isso, a turma dos “direitos humanos” liderada pela deputada Maria do Rosário está mais preocupada com uma frase de Jair Bolsonaro; e o secretário de segurança do estado do Rio, José Mariano Beltrame, blindado pela imprensa e craque em atribuir a culpa aos outros, dá declarações grotescas como esta recente ao Jornal Nacional:

“Com a história de abandono do Rio de Janeiro, eu acho que infelizmente nós ainda vamos perder talvez uma geração para que se chegue a dias melhores, mas posso dizer que esse caminho, essa caminhada começou.”

Repare que Beltrame não só culpa a herança maldita, embora esteja há 8 anos(!) no cargo, como também se previne contra críticas futuras admitindo que toda uma geração de policiais ainda poderá morrer. De fato, a única “caminhada” que começou foi a dos familiares dos policiais mortos, que protestaram no último domingo na Praia de Copacabana. E a julgar pelas declarações do secretário, o número de manifestantes vai continuar crescendo. (Será que o de assaltos também?)

A edição impressa de VEJA da semana passada mostrou que em Nova York, neste ano, nem um único policial havia sido morto a tiros por bandidos. Zero. Em todos os Estados Unidos, com quase uma vez e meia a população brasileira, haviam tombado baleados por bandidos somente 46 policiais, menos da metade do que os bandidos mataram em 2014 no Rio de Janeiro.

Só no conjunto de favelas do Alemão foram registradas quase duas centenas de tiroteios, escaramuças inconsequentes entre policiais e bandidos, sem que nenhum lado se declarasse vencedor.

Na famosa Favela da Rocinha, a presença constante de 700 policiais não consegue impor a ordem, tampouco impedir o tráfico de drogas e os crimes violentos associados a ele. Rajadas de fuzis automáticos cortam o céu noturno do morro que foi durante algum tempo a vitrine da política de pacificação na cidade.

E acrescento: os médicos e enfermeiros que trabalham na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Rocinha ficam cercados pelo tiroteio, impedidos de sair à rua, as refeições não podem chegar até eles, mas a Secretaria nega os fatos e não suspende os trabalhos!

Vai ver, o secretário acha que “infelizmente nós ainda vamos perder talvez uma geração” de médicos e enfermeiros também.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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18/12/2014

às 16:29 \ Cultura, Mundo

Dinheiro não faz democracia, mas enriquece ditadura

Pronto. Já falei tudo sobre o fim do embargo americano a Cuba.

Obama Cuba embargo charge

Agora vou ali cuidar de coisas mais interessantes, como, sei lá, o samba de 2015 do meu querido Império Serrano – este sim, um império de verdade. Avante, Serrinha!

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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18/12/2014

às 14:45 \ Brasil, Cultura

Inspirado em texto deste blog, Bolsonaro protocola PDL contra ‘censura na internet escudada na falácia do crime de ódio’

sorria_você_está_sendo_filmado_pelo_pt (1)Recebi na quarta-feira (17) a seguinte mensagem do deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PP-RJ) em referência ao meu post “Software do governo contra crimes de ódio na internet é arma de propaganda e censura“:

“Prezado Felipe, inspirado nesta sua matéria protocolei hoje o Projeto de Decreto Legislativo 1662/2014, que visa sustar os efeitos da Portaria Interministerial de 2 de novembro de 2014 que instituiu a censura na internet escudada na falácia do CRIME DE ÓDIO.
Veja aqui: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=858775

Vejo sim. Bom saber. A oposição, de fato, tem de impedir esse abuso cínico de um governo que – ele próprio – paga militantes virtuais para atacar seus adversários na internet. Na campanha eleitoral, eram pelo menos 2 mil MAVs atuantes, recebendo 2 mil reais cada um. Pelo menos mil continuam em ação e não há motivo algum para crer que eles entrarão no radar do software.

Investigar crime é função da polícia. A função do governo é não cometê-lo, o que tem sido bem difícil para o de Dilma Rousseff, como mostram o Petrolão, a LDO e companhia.

Falei com Bolsonaro para confirmar sua mensagem. O deputado me disse:

“Eu entendo que os agentes do governo vão começar a fazer uma caça na internet. Botam uma palavra-chave como ‘Maria do Rosário’ e vão atrás de quem interessar a eles pegarem.”

Como até o anúncio do lançamento jé embutia a associação de um crime de ódio a seu nome, Bolsonaro não tem dúvidas de que será um dos alvos favoritos do PT.

“Eu só tenho espaço na mídia por causa da internet. Sem a internet, eu estou ferrado”, disse ele, embora mencionando o espaço que conseguiu hoje na Folha para o seu artigo “O grito dos canalhas“, publicado dois dias após o presidente do PT, Rui Falcão (“logo quem!”), o “esculachar” no artigo “O silêncio que leva à barbárie“.

A comparação entre os dois textos é mais uma prova do quão absurdo é igualar Bolsonaro a um petista. Ignorando solenemente a injúria inicial de Rosário, o mesmo Falcão que espalha MAVs pelas redes e preside um partido envolvido nos maiores escândalos de corrupção da história do país afirma que:

- “A sociedade brasileira não pode se calar diante da disseminação do ódio”;
- o deputado “incitou ao estupro”;
- “trata-se de defender o crime e a barbárie”;
- “disparou covardemente ameaças e ofensas contra a deputada”;
- “atacou a honra da presidenta da República”;
- “achincalhou direitos humanos universais mais uma vez”;
- “pediu o fuzilamento do então presidente Fernando Henrique Cardoso”;
- “discrimina, induz e incita a discriminação étnica, racial e de gênero”;
- “ameaça veladamente a deputada, incorre em crime e atenta diretamente contra a humanidade”;
- “A gravidade do episódio caracteriza uma situação de perseguição, discriminação odiosa”;
- “É preciso responsabilizar Bolsonaro criminalmente”.

Falcão diz tudo isso, obviamente, com a mesma afetação de bom-mocismo e indignação que ensina aos MAVs, ou seja: aquela que aponta “Olha isso! Olha isso! Que absurdo!”, sem analisar o contexto, o conteúdo efetivo das palavras e por que elas merecem cada uma das acusações disparadas contra seu autor.

De quebra, ainda atribui a “chaga social” dos “mais de 50 mil estupros” registrados no país, “número estarrecedor, mas subestimado, segundo as autoridades”, a “posturas intolerantes, machistas e criminosas de trogloditas”, e não ao seu partido que está há 12 anos no poder literalmente elevando as taxas nacionais de criminalidade, enquanto Bolsonaro luta por penas mais severas para bandidos e estupradores, bem como pela redução da maioridade penal. Mas a culpa é do PT, ele coloca em quem quiser. O ódio é do PT, ele caça quem quiser.

Já demonstrei numerosas vezes neste blog que crimes de estupro nada têm a ver com frases ditas pelos adversários do partido, mas o leitor pode ver a matéria da VEJA.com “Por dentro da mente de um estuprador” se quiser um resumo sobre os diversos perfis desses criminosos que “desprezam a condição humana das vítimas, são capazes de recorrer à violência extrema e sempre voltam a atacar – sem remorsos”. Destaque para o trecho: “estupradores, depois de algum tempo presos, voltam para as ruas e cometem outros abusos. A saída não está, portanto, em práticas ou políticas de tratamento, mas na eficácia das investigações, nas estatísticas criminais e na segurança pública – todas deficientes na maior parte do país.” Pois é.

E o que fez Bolsonaro em seu artigo?

Contextualizou o episódio com Rosário, alegou que o chamam de homofóbico e racista por ser contra o “kit gay” e as cotas, mostrou que o caso “Preta Gil” foi arquivado porque o CQC informou não possuir mais a fita “bruta” do programa, e apontou os verdadeiros motivos pelos quais o PT se incomoda com ele, como a revelação dos crimes de ícones esquerdistas como Carlos Lamarca e dos grupos terroristas de Dilma Rousseff, além de um projeto de nova (ou melhor: verdadeira) Comissão da Verdade para apurar os crimes da esquerda na época da luta armada. Pode-se discordar de determinadas opiniões do deputado, e não resta dúvida de que suas reações intempestivas revelam uma falta de domínio do idioma que dá margem a distorções e ilações, como ele próprio admite, mas não se pode negar que Bolsonaro se atém muito mais aos fatos que Falcão, Rosário, Jandira Feghali e companhia.

Ele ainda falou ao blog sobre o projeto do deputado Carlos Zarattini, do PT de São Paulo, para abrir as urnas a estrangeiros que vivem no Brasil, sendo ou não naturalizados, conforme exposto no meu artigo “Como o PT quer garantir o poder com a Unasul, fachada do Foro de São Paulo, por meio de mais ‘exércitos’ e ‘eleitores’“. Bolsonaro fez uma analogia com as tentativas do presidente Obama de atrair o eleitorado hispânico, inclusive com o fim do embargo americano à ilha dos irmãos Castro, e declarou:

“Eu sou contra esse projeto. Em estados como o Acre, daqui a pouco são os haitianos que vão decidir as eleições. E ainda querem distribuir não sei quantos Bolsa-Família aos estrangeiros em São Paulo. Daqui a pouco São Paulo também vai ter esses xis por cento de eleitores nas mãos do PT.”

É isso aí. Será que o software do governo já detectou este post?

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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17/12/2014

às 17:44 \ Comportamento, Cultura, Esquerdismo

Bolsonaro: “Jamais pedirei desculpas à deputada Maria do Rosário”

O deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PP-RJ) publicou em sua página do Facebook na tarde desta quarta-feira (17) uma nota intitulada “Jamais pedirei desculpas à deputada Maria do Rosário”.

Rosário (PT-RS) o chamara onze anos atrás de “estuprador”, ao que Bolsonaro reagira dizendo “Eu não estupro você porque você não merece”. Na semana passada, ele repetiu a frase ao citar o antigo episódio em plenário. Por conta disso, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instaurou um processo somente contra ele por quebra do decoro parlamentar e a Procuradoria-Geral da República (PGR) o denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) por incitação ao crime de estupro. Já comentei o caso aqui.

Entre outras coisas para as quais eu também havia chamado a atenção, Bolsonaro esclarece o óbvio na nota: que nenhuma mulher merece ser estuprada, que ele jamais se declarou como estuprador nem fez qualquer apologia a essa prática e que só é possível entender as palavras ditas à deputada como uma reação à ofensa inicialmente dirigida a ele.

Obviamente é possível, digo eu, julgar de mau gosto a sua frase, ainda que reativa, mas tirar do sarcasmo um sentido literal e a partir deste ainda inferir sua condição de estuprador e apologista do crime quando seu currículo mostra justamente o contrário são apenas distorções e ilações, também elas insultuosas, no mínimo, à inteligência.

Se eu acho que Bolsonaro deveria pedir desculpas à Rosário? Sim: mas somente se ela se desculpasse primeiro pelo insulto inicial, reconhecendo-o como muito maior. Isto não é orgulho nem vaidade alguma. É apenas senso de moralidade, de proporções, de valores, além de um saudável desapreço à estupidez subserviente travestida de gesto de grandeza.

Como Rosário provavelmente nunca vai se desculpar, Bolsonaro não tem a menor obrigação moral de fazê-lo. Ninguém tem de pedir desculpas por chamar de feia uma pessoa não arrependida que lhe atribuiu falsamente um crime.

Segue a nota.

Bolsonaro jamais desculpas

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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17/12/2014

às 12:58 \ Cultura, Mundo

Retirada do Hamas da lista de grupos terroristas da UE é alerta contra Tribunal de Justiça da Unasul/Foro de SP

Israelense morto criança

Daniel Tregerman, de 4 anos, morto após ataque de morteiro do Hamas. Nenhum esquerdista protestou

Ai, ai, ai, assim os petistas ficam com inveja!

Como se não bastasse a obsessão da ONU em afrontar o Estado de Israel (veja vídeo no fim do post), o Tribunal de Justiça da União Europeia decidiu retirar o Hamas da lista de organizações terroristas da UE, criada depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

O braço armado do grupo que ataca dia e noite a população israelense pertencia à lista desde dezembro daquele ano e o braço político, desde setembro de 2003. O Tribunal de Justiça é a instância máxima da União Europeia e tem sede em Luxemburgo.

Sabe qual entidade é doidinha para ter um Tribunal de Justiça também? A Unasul, fachada do Foro de São Paulo (como expliquei aqui), é claro. Pergunte ao Google. A União Europeia sempre foi o modelo para a Unasul bolivariana pela sua capacidade de ir transformando o continente em uma ditadura administrada localmente por supostas democracias encarregadas de ratificar suas decisões. Se as oposições latino-americanas não ficarem espertas, qualquer hora a Unasul também coloca um tribunalzinho supranacional em Caracas, quiçá no Palácio Miraflores.

Seria a oportunidade para “oficializar”, por exemplo, aquilo que o então assessor especial do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, declarou ao jornal Le Figaro de março de 2008:

“Eu lhes lembro que o Brasil tem uma posição neutra sobre as Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia]: nós não as qualificamos nem de grupo terrorista nem de força beligerante. Acusá-las de terrorismo não serve pra nada quando a gente quer negociar.”

É verdade: afinal, o PT “negociava” com as Farc a conquista do poder na América Latina em assembleias secretas do Foro de São Paulo, como confessaram Hugo Chávez e o então número 2 do grupo, Raúl Reyes. Sob o governo petista – o mesmo que agora caça “crimes de ódio” dos seus adversários políticos na internet -, o Brasil até hoje é “neutro” sobre o caráter terrorista de um grupo que assalta, sequestra, degola, mata e trafica drogas para o nosso país, alimentando a indústria responsável por boa parte dos 60 mil homicídios anuais brasileiros.

Hamas máscaraClaro que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não pode aceitar o mesmo em relação aos seus inimigos: “A responsabilidade recai sobre a UE e esperamos que o Hamas seja colocado imediatamente na lista outra vez. O Hamas é uma organização terrorista assassina cujas bases especificam a destruição do estado de Israel como objetivo”, frisou ele, naturalmente insatisfeito com a explicação tosca de que a retirada “corresponde apenas a uma questão técnica”. Não foi uma questão técnica que matou, por exemplo, o menino israelense Daniel Tregerman, de 4 anos. Foi um ataque de morteiro do Hamas.

Dados, no entanto, os vínculos do PT com as Farc e com o PCC, e deste com o Hezbollah, além da proposta da presidente Dilma de diálogo dos EUA com o ISIS, não duvido que, por uma eventual “questão técnica”, nenhum deles pertença à lista de grupos terroristas da Unasul. Para a militante petista Marilena Chaui, como se sabe, terrorista é a classe média.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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Israel x Hamas – Veja a cobertura completa deste blog:

1) Jandira x Bolsonaro / Guerra explicada
2) CRÔNICA: Como resolver
3) Mark Levin x Jon Stewart
4) “Desproporcional” / Vigarices do PT
5) Ron Dermer x CNN (1)
6) Bill Whittle: Civilização x Barbárie
7) Hillel Neuer x ONU
8) Trabalho infantil do Hamas
9) Por que a esquerda odeia Israel
10) Quem é pior: Hillary ou Dilma?
11) TV do Hamas prega extermínio
12) Hamas tem de ser derrotado
13) Trégua? ONU e Obama cúmplices
14) JN me lendo? E guerra assimétrica?
15) O protocolo Hannibal
16) Ron Dermer x CNN (2)
17) Israel confirma morte de soldado
18) Netanyahu x Obama
19) O Filho do Hamas
20) Ben Shapiro x CNN
21) ONU desmascarada
22) A falsa paz de Obama
23) Entrevista Netanyahu
24) FMB x Guga Chacra 1
25) FMB x Guga Chacra 2
26) FMB x Conti/Celestino/Janio
27) Hamas mata criança israelense
28) Netanyahu detona ONU (discurso do ano)
29) O terror da linguagem de Celestino

17/12/2014

às 2:41 \ Cultura, Esquerdismo

Software do governo contra crimes de ódio na internet é arma de propaganda e censura. Imprensa vai ajudar?

Veja este subtítulo de um blog do Estadão:

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O anúncio do software do governo que supostamente vai mapear a ocorrência de crimes de ódio na internet já sai na imprensa com uma propaganda governista em destaque, em favor da ofensora inicial Maria do Rosário (PT-RS) e obviamente contra Jair Bolsonaro (PP-RJ), que reagiu a ela. (Veja post anterior.)

De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), um rapaz postou foto em uma rede social “ameaçando a deputada Maria do Rosário de estupro”. Que rapaz? Qual é o nome dele? Foto de quê? Em qual rede? Cadê o print? Não tem!

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‘Já está na hora de tirar esses crimes da rede’, diz Ideli Salvatti. Ela vai começar pelos MAVs do PT? (FOTO: Estadão)

Ou seja: basta a ministra da SDH, Ideli Salvatti, vitimizar uma petista com um suposto crime associado à fala de um adversário político que os jornalistas da Agência Brasil aceitam o exemplo sem cobrar as devidas provas. Ideli saiu do Ministério da Pesca para pescar adversários do PT navegando nas redes. A imprensa inteira vai cair no jogo?

“Mais dois casos”, segundo a matéria, “tratam de um site nazista e outro que prega a violência contra mulheres.” Nazista é como os militantes virtuais do PT (os “MAVs”) chamam os críticos do partido. Violência contra mulheres foi um dos alvos da campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff. Tudo isso é propaganda para mostrar como o governo é bonzinho (e só quer controlar a internet para o nosso bem, é claro).

Ou você acha que a SDH citaria crimes de ódio contra Jair Bolsonaro, Aécio Neves, Olavo de Carvalho (que Jandira Feghali chamou de “fascista”) e colunistas da VEJA? Na dúvida, ofereço para análise alguns prints dos xingamentos e ameaças que recebo diariamente.

Ideli ainda vai “documentar, avaliar os três casos” e “dar os encaminhamentos cabíveis, no sentido de tirar do ar, encaminhar para inquérito da Polícia Federal ou para providências do Ministério Público Federal” - não duvido que sem exibi-los à imprensa -, mas eu mostro os meus:

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Ameaça print Twitter

Ameaça print Face

Ameaça print Face se mata

Ameaça print Facebook palavrão

Pois é. Chega de ódio. Vou aguardar sentadinho Ideli encaminhar esses meus casos à Polícia Federal, quem sabe junto aos e-mails que avisavam Dilma e Graça Foster do Petrolão.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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16/12/2014

às 23:25 \ Cultura, Esquerdismo

PT, PCdoB, PSOL e PSB insultam Bolsonaro ao menos quatro vezes em representação. Revide de esquerda pode?

ele-nao-abre-mãoFalei sobre o caso Maria do Rosário (PT-RS) x Jair Bolsonaro (PP-RJ) durante meu bate-papo com Joice Hasselmann na TVeja, gravado na quinta-feira (11). O trecho pode ser visto neste link, a partir dos 10min45seg.

O que fiz lá basicamente?

Contextualizei a discussão que gerou a ofensa inicial de Rosário a Bolsonaro, sintetizei o caso do estuprador “Champinha”, mostrei que Bolsonaro, ao contrário de Rosário, defendia penas mais rigorosas para estupradores e redução da maioridade penal, e declarei um maior repúdio moral a ela do que a ele, não só pela ofensa muito pior (“Estuprador”, “É sim”), como também pelo histórico de defesa de bandido e embuste, como na ocasião em que o comitê de campanha da deputada foi flagrado em áudio mentindo sobre o fim do Bolsa-Família em caso de vitória eleitoral de Aécio Neves. De quebra, alertei para a facilidade com que o PT editaria as frases polêmicas de Bolsonaro em eventual campanha presidencial de 2018, a fim de descontruí-lo.

Mas fiquemos nas ofensas.

Repudio mas não igualo a reação sarcástica imprudente e possivelmente injuriosa (“Não estupro você porque você não merece”) à injúria que a motivou. Esta é muito mais grave. Em caso de revide imediato, como foi o de Bolsonaro, a própria lei atenua o crime e prevê até perdão judicial.

Só não creio que chamar alguém de “estuprador” de modo puro e simples, como fizera Rosário, sem referências ao fato determinado que ensejou tal acusação, configure crime de calúnia, como se chegou a cogitar nas redes sociais. Trata-se de injúria mesmo, grave por si só.

Na semana passada, Bolsonaro citou o episódio de onze anos atrás, mas a tese defensiva de que ele tenha se limitado a isso talvez ficasse comprometida pelas declarações post-factum do deputado sobre os motivos estéticos que o levaram a dizer aquela frase. De qualquer modo, a troca de ofensas com Rosário parece ser o caso de situação acobertada pela imunidade parlamentar de ambos os deputados, não sendo possível falar de responsabilidade criminal.

Tanto ela (no evento anterior; em maior grau) quanto Bolsonaro (neste último; em plenário) extrapolaram, no entanto, os limites teóricos do decoro parlamentar, e nisso sujeitam-se a processo disciplinar. A aberração é que o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados o tenha instaurado somente contra Bolsonaro; e pior: que a Procuradoria-Geral da República (PGR) o tenha denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por incitação ao crime de estupro, mesmo o deputado tendo dito que NÃO estupraria Rosário porque ela NÃO merece. “A campanha dela há poucos meses era ‘Eu não mereço ser estuprada’. Ela usou a frase que usei”, alegou ele.

A esquerda obviamente processa o deputado para, no mínimo, demonizá-lo, enquanto desvia as atenções do Petrolão e demais crimes ocorridos sob o governo Dilma.

Tanto é assim que, na representação encaminhada ao Conselho de Ética, as siglas PT, PCdoB, PSOL e PSB afirmam que Bolsonaro tem sido “extremamente misógino, preconceituoso, sexista e homofóbico, no exercício do seu mandato parlamentar”, o que nada tem a ver com o caso específico, mas funciona como propaganda contra o adversário político.

Fazer acusações genéricas com rótulos odiosos sem indicar e analisar os fatos que a fundamentam é um hábito consolidado na esquerda brasileira, como ficou claro na campanha contra Rachel Sheherazade (aquela mesma que nenhum desses partidos defendeu quando Paulo Ghiraldelli, este sim, desejou que ela fosse estuprada).

E não é curioso como a representação esquerdista insulta ao menos quatro vezes o deputado que ela própria acusa de quebra de decoro parlamentar? Como queríamos demonstrar na TVeja, eis o enésimo exemplo de aplicação da recomendação atribuída a Lenin: “Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz.” Para a esquerda, o revide é autorizado e legítimo, ainda que coletivo e não imediato.

Em todos os casos, não dá para igualar o sarcasmo reativo de Bolsonaro ao cinismo ativo desta gente.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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Relembre também aqui no blog:
O curioso caso de Ghiraldelli contra Sheherazade / Ghiraldelli não é esquerdista? Querem mais prints?
O curioso caso de Fabio Porchat contra Rachel Sheherazade – Caixa é coisa do passado. Campanha agora é “Vem pedir cabeças você também!”
O cinismo de Ricardo Boechat contra Rachel Sheherazade
Vamos comparar Rachel Sheherazade e Francisco Bosco, em homenagem ao PSOL e ao Sindicato dos Jornalistas
A CENSURA COMO ELA É – Ministro Thomas Traumann pressionou SBT para calar Sheherazade. Reunião foi em Brasília com o “companhêru” Marcelo Parada. Cadê o escândalo na imprensa? Cadê as manchetes nos jornais?
País de estupradores, uma ova! IPEA admite que… eu estava certo! Ai, que chato! Maioria discorda de ataques às mulheres! Só falta o instituto, os jornais, a TV e os ativistas admitirem o proselitismo ideológico também
Carta aberta a Manoel Carlos com sugestão de cena para a novela “Em família” – Autor acreditou em pesquisa do IPEA, chamou “mais da metade dos brasileiros” de “machistas” e “da idade das pedras”, fez proselitismo e deve desculpas
Miss EUA pira feministas ao sugerir que mulheres aprendam autodefesa para evitar estupros

16/12/2014

às 14:46 \ Rio

Faroeste no Rio: vídeo mostra execução de PM em Olaria

Um vídeo obtido pelo jornal O Dia mostra o policial militar Ari Rodrigues Pestana Junior, de 35 anos, lotado no 41ºBPM (Irajá), sendo executado enquanto lavava seu carro na porta de casa, na Rua Eça de Queiroz, em Olaria, no final da tarde da última sexta-feira. Dois criminosos chegam em um carro prata e o do banco de carona desce atirando contra o policial, enquanto duas pessoas que estavam com ele fogem. No chão, Ari Rodrigues ainda é baleado várias vezes, inclusive pelo motorista, que desce do carro para finalizar o serviço. Foram encontradas mais de 20 cápsulas de pistola calibre 380 e 9 mm no local, de acordo com os policiais do 16ºBPM (Olaria), o mesmo – relembro eu – onde era lotado o subtenente Jorge Henrique Xavier, alvejado com 17 tiros de fuzil, inclusive na cabeça, quando chegava em sua casa em Magé no sábado, 29 de novembro. Dois dos acusados de envolvimento no assassinato de Xavier já estão presos. A Divisão de Homicídios investiga o assassinato de Ari Rodrigues, que seria filho de um coronel reformado da corporação.

Até neste domingo (14) de protesto contra a morte de policiais, outro PM, Cristiano Rodrigues de Paula, foi executado no bairro de Cidade Nova, em Nilópolis, na Baixada Fluminense. O faroeste está a todo vapor no Rio de Janeiro. Se continuar assim, vai faltar areia para tantas cruzes.

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Veja mais sobre criminalidade aqui no blog:
- A farsa da ‘pacificação’ no Rio de Janeiro
- Só Beltrame não tem culpa por insegurança? É ruim, hein! Rio de Janeiro tem cinco PMs e um cabo mortos em uma semana; um assalto de rua a cada seis minutos! Das dez áreas com maiores aumentos do número de assaltos, seis são de favelas com UPP! Que “pacificação” é essa? Boletim põe oficiais músicos de sobreaviso para funerais em fins de semana! A realidade é uma piada macabra!
- Capa do Globo é exemplo de como imprensa blinda Beltrame
- Vídeos imperdíveis: chuva de bala na Maré; homenagem aos PMs mortos; Flavio Bolsonaro detona Beltrame
Traficantes assistiram ao Esquenta comendo pipoca? - Recorde de audiência do blog: 8 milhões de pessoas viram.
A vantagem de ser “reaça” no país do “Esquenta” – e o que está por trás dos casos DG e Victor Hugo Deppman
Vamos comparar Rachel Sheherazade e Francisco Bosco, em homenagem ao PSOL e ao Sindicato dos Jornalistas

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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15/12/2014

às 21:52 \ Cultura, Esquerdismo

O curioso caso de Eric Garner – ou: “Não se coloque entre um esquerdista e seus impostos”

Assista ao vídeo legendado (a meu pedido) em que a escritora e colunista Ann Coulter comenta no programa de Sean Hannity, na Fox News, o caso de Eric Garner, o negro de 43 anos alto (1,91m), obeso (160 quilos), asmático e com problemas cardíacos, que foi:

1) abordado por vários policiais em Staten Island, ao sul de Manhattan, em 17 de julho, sob a acusação de vender no varejo cigarros sem impostos (coloquialmente chamados de “Loosies”);

2) levou uma chave-de-pescoço de um deles, o policial branco Daniel Pantaleo, de 29 anos, até ser algemado pelos demais, como mostram as imagens da abordagem, gravadas por um amigo de Garner;

e 3) pouco tempo depois morreu de ataque do coração na ambulância a caminho do hospital, como revelou a autópsia. Esmiuçarei o caso em seguida.

Hannity diz que o maço de cigarros custa 6 dólares, mas, na verdade, o preço atual em Nova York é 13(!), justamente porque 7 dólares de impostos são acrescentados pelo Estado (4,35), pela cidade (1,60) e pelos federais (1,01).

O Bloomberg a quem Coulter se refere é o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, inimigo radical dos refrigerantes, do porte de armas pelos cidadãos e do comércio de produtos sem impostos, que mandara a polícia reforçar o combate a vendedores como Garner.

Que seu sucessor Bill de Blasio tenha chegado ao cúmulo de sugerir que o incidente representou a culminação de séculos de racismo“, e que o presidente Barack Obama tenha falado da preocupação por parte de muitas comunidades minoritárias de que a aplicação da lei não está funcionando com eles de forma justa“, são apenas as enésimas demonstrações da minha tese: “a culpa é da esquerda, ela coloca em quem quiser.”

A própria viúva de Eric, Esaw Garner, declarou no programa “Meet the press”, da NBC News, no domingo (7), ao lado do maior militante racial dos EUA, Al Sharpton, desmascarado no ar: Eu realmente não sinto como se fosse uma coisa de negro e branco.” 

Dois dias antes, na CNN, a filha de Eric, Erica Garner, já havia respondido o mesmo, destruindo a tese racial esquerdista que ambas as emissoras quiseram empurrar. “Esta não é uma questão de negro e branco”, dissera ela. Claro que não é.

No momento da prisão, o policial Pantaleo era supervisionado por Kizzy Adoni, uma sargento negra do Departamento de Polícia de Nova York que em nenhum momento ordenou que ele interrompesse a chave-de-pescoço com que levou Garner ao chão.

Quando um grande júri de Staten Island é apresentado ao caso de um policial branco que, supervisionado por uma sargento negra, aplicou determinado golpe em um negro fora-da-lei, o componente racial é obviamente eliminado, afinal um júri tende a se importar mais com os fatos e as leis do que os aproveitadores políticos de sempre, todos eles dispostos a investir na mentira da perseguição policial aos negros, já desmascarada com dados neste blog.

“Ah, mas o fato de não ter sido racismo não é motivo para o policial não ser indiciado!”, grita o leitor, porque, obviamente, há outras discussões em jogo, todas elas mais ou menos distorcidas pela imprensa. Mas antes de passar a elas, convém deixar claro:

Não há nada de imoral, antiético ou prejudicial em um cidadão vendendo para outro cidadão um produto legal a um preço com desconto. Comprador e vendedor se beneficiam de tal acordo e, na verdade, ele desfaz a injustiça de preços inflacionados por conta de um governo que estigmatiza um produto com o qual ao mesmo tempo – hipocritamente – lucra.

O caso

As imagens da abordagem (aos 5min22seg do vídeo abaixo) mostram Garner sendo confrontado pela polícia pela venda ilegal. Toda vez que vocês me veem, vocês querem me assediar, eu estou cansado disso. Eu não fiz nada”, grita ele, enquanto agita os braços para manter-se à distância. “Eu estou cuidando do meu negócio, oficial. Estou cuidando do meu negócio. Por favor, me deixe em paz. Eu disse da última vez, por favor me deixe em paz.

Pantaleo segura então Garner, que, embora não tão violentamente, resiste à prisão, fazendo uma força contrária com o braço direito e dizendo “Não me toque”, o que legitima o uso policial de alguma força, independentemente de qual tenha sido o crime inicial. Por conta disso, o policial lhe agarra o pescoço por trás com um dos braços, usando o outro como alavanca. Resultado: Garner cai no chão e é contido por outros três policiais, quando então Pantaleo solta seu pescoço e passa a apenas pressionar sua cabeça contra o chão para mantê-la imóvel.

É só neste momento após a chave-de-pescoço que ouvimos Garner dizer várias vezes a frase mais tarde repetida pelos militantes nas ruas: “Eu não consigo respirar.” Ou seja: ele ainda estava consciente após o golpe e o vídeo deixa evidente que as testemunhas não acreditam que ele tenha sido posto em perigo mortal e provavelmente suspeitam que Garner estivesse simulando uma asfixia – esta que não foi, repito, a causa de sua morte apontada pela autópsia.

Isto obviamente não é desculpa para uma eventual negligência de policiais e paramédicos no atendimento a Garner, mas, como escreveu o cirurgião bariátrico G. Wesley Clark, levando em conta suas doenças cardíacas:

“Poucas pessoas, incluindo, sem dúvida, a maioria dos policiais e até mesmo o Sr. Garner, iriam entender a gravidade e a complexa fisiopatologia desta condição, e a rapidez com que ela pode se tornar irreversível, a menos que uma das vias aéreas e ventilação mecânica possam ser administradas rapidamente – e estabelecer uma via aérea em uma pessoa muito obesa é em si um grande desafio, mesmo sob condições ideais, como em uma sala de cirurgia, que dirá na calçada.”

O golpe e os irmãos Gracie

A imprensa americana especificou a chave-de-pescoço como “chokehold”, procedimento proibido pela polícia de Nova York desde 1993. A imprensa brasileira traduziu como “gravata”, citando igualmente a suposta proibição. Como a imprensa americana só é especialista em militância, teria sido bem melhor se a nossa tivesse consultado, ainda que no Youtube, dois especialistas nascidos nos EUA, mas membros da mais famosa dinastia brasileira de artes marciais: os irmãos Ryron e Rener Gracie.

No dia 22 de julho, eles postaram em seu canal ‘GracieBreakdown’ o vídeo “Did Police ‘Choke’ NY Man to Death?”, no qual não só desmontam a tese de que o golpe foi o “chokehold” proibido, como ensinam que o tipo de “submission hold” aplicado por Pantaleo não é mortal – e ainda é altamente recomendável à polícia pela sua rápida eficácia em provocar, se tanto, um desmaio. A diferença é que o “chokehold” impede a respiração alheia privando de ar a traqueia à medida que a pressiona pela parte central do pescoço, o que requer muito mais força do perpetrador e pode até levar à morte, ao passo que o outro é aplicado para privar o cérebro de oxigênio, interrompendo o fluxo de sangue através das artérias, com a pressão dos braços nas laterais do pescoço e o cotovelo alinhado ao queixo do adversário.

O golpe tanto não foi um “chokehold” que o exame post-mortem não revelou dano algum à traqueia, à laringe ou ao osso hióide, quase sempre fraturado em casos de estrangulamento. E o fato de Pantaleo ter soltado Garner assim que ele foi contido aponta para a falta de intenção em feri-lo. Como disse o professor de Justiça Criminal Eugene O’Donnell:

“Na prática - com base em casos anteriores - o grande júri indiciaria apenas se encontrasse malícia ou alguma intenção de machucar o Sr. Garner ou se um total desprezo pelo bem-estar do Sr. Garner tivesse desencadeado o final trágico desta detenção de rotina. Constatar que o oficial foi negligente ou que a prisão foi atabalhoada não vai elevar o caso ao nível de um crime.”

Assim como o dr. Clark, que eu havia citado antes, eu acredito que a causa direta da trágica morte de Garner não foi mesmo “brutalidade policial” ou negligência (embora esta deva ser investigada), mas sim a sinergia infeliz entre a doença de obesidade e ações que a maioria dos policiais realiza inúmeras vezes resultando apenas em um desconforto transitório para a pessoa detida.

O fato de julgar a princípio razoável a decisão do grande júri de não indiciar Pantaleo neste caso obscuro de extrema raridade não quer dizer, no entanto, que eu me oponha à discussão legítima sobre o uso de determinados recursos de força para situações similares, levando-se em conta a possível má condição de saúde alheia.

Sei o quanto é duro, especialmente para cabeças militantes, aceitar que uma rara confluência de fatores e responsabilidades, inclusive do próprio Garner, tenha resultado em uma morte pela qual ninguém mais será punido. Acontece que é a partir de casos obscuros assim que se repensam as regras, para eventualmente estabelecer maior rigor nas punições futuras.

Mas que fique claro: a primeira delas a ser alterada tem mais a ver com impostos do que com “gravatas”. Coisa que a esquerda, mais preocupada em passar a sacolinha do que em prender assassinos nas cidades sob seu governo, jamais irá admitir.*

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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15/12/2014

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Como o PT quer garantir o poder com a Unasul, fachada do Foro de São Paulo, por meio de mais ‘exércitos’ e ‘eleitores’

UnasulÉ tão raro, ainda hoje, ver alguém no Globo falar do Foro de São Paulo e de seus desdobramentos que vale a pena citar o trecho final do artigo “Geleia geral brasileira”, do jornalista Ruy Fabiano, publicado no sábado (13) na coluna virtual de Ricardo Noblat.

Fabiano fala dos temas “discutidos há uma semana na Unasul, uma espécie de sucursal do Foro de São Paulo, com a diferença de que reúne chefes de Estado e pode tomar decisões”.

Diz ele: “Entre os mencionados na reunião de Bogotá, a que tiveram acesso apenas os países que integram o Foro, estão a liberação do espaço aéreo dos países do continente, o passaporte único para os sul-americanos (sem distinção de nacionalidade) e a cooperação militar, com vistas a uma unificação futura.

São temas de extrema delicadeza e gravidade, pois envolvem a soberania e a segurança nacionais. Não foram debatidos nem com a população, nem com os setores diretamente envolvidos – as Forças Armadas. Mesmo num ambiente de euforia econômica e união nacional, são questões problemáticas. Num país pelo avesso, podem ser explosivos.”

Sim: deveriam mesmo ser. Que a Unasul é uma fachada do Foro, criada para estender um manto de legalidade aparente sobre a autoridade transnacional, supranacional, ante a qual as nações se curvam com obediência reverente e silenciosa, não resta a menor dúvida, como Olavo de Carvalho já denunciava em 2008. Agora as ações dos “companheiros” para a formação da “Pátria Grande” estão apenas mais patentes, até porque a queda de popularidade do PT e a revolta de boa parte da população com a roubalheira obrigam o partido a tomar providências maiores para garantir sua permanência no poder, nem que seja por um regime de força.

Basicamente, os petistas precisam de duas coisas: um ‘exército’ para chamar de seu; e mais eleitores. Por mais que aparelhe a Polícia Federal, o PT não tem total controle sobre ela, como a Operação Lava-Jato já mostrou, e menos ainda sobre as polícias estaduais e militares. Como os narcotraficantes não são tão obedientes quanto os militantes do MST, nem os militantes do MST tão treinados e poderosos quanto os traficantes, o partido busca a solução em duas frentes: em escala nacional, a da desmilitarização da PM; e em escala internacional, a integração continental que permita o uso de forças armadas estrangeiras contra a população “reacionária”.

Propagandeada pelo filme “Tropa de Elite 2″ e recomendada cinicamente pela Comissão da Mentira, a desmilitarização centraliza ainda mais o poder do Estado, como aconteceu na Venezuela de Chávez e Maduro, à medida que corta pela metade as Forças Armadas e submete as policiais não só a diretrizes federais, mas a instituições de formação federais, nas quais a militância poderá também inocular ideologia na cabeça dos novos agentes da lei. Já a integração alcança seu objetivo por meio da abertura do espaço aéreo e terrestre e da facilitação dos trâmites legais para as tropas militares e militantes das ditaduras amigas.

Em decorrência disso, há também, depois do “Mais Médicos”, o vulgo “Mais Eleitores”, estratégia que o PT parece ter aprendido direitinho com o Partido Democrata americano, especialista em transformar imigrantes ilegais em seus eleitores legais, dependentes do Estado.

Vamos por partes:

1) De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), 42.091 imigrantes já recebem o Bolsa Família no Brasil, afinal, segundo o Estatuto do Estrangeiro (Lei 6.815/1980), “o estrangeiro residente no Brasil goza de todos os direitos reconhecidos aos brasileiros” – e o PT conseguiu transformar o Bolsa Família em um “direito”. Na semana passada, o prefeito petista de São Paulo, Fernando Haddad, ainda fez um mutirão para o cadastro de estrangeiros no programa.

2) Tramita no Congresso um projeto para abrir as urnas a estrangeiros que vivem no Brasil, sendo ou não naturalizados: é a Proposta de Emenda à Constituição conhecida como PEC 347/2013, assinada pelo deputado Carlos Zarattini, do PT de São Paulo, que dá direito a voto aos estrangeiros com situação regularizada que moram em território nacional há mais de quatro anos.

3) Junte o assistencialismo com o título de eleitor, acrescente as facilidades oferecidas pela Unasul, e um novo eleitorado do partido está pronto. Quem criticar qualquer uma dessas medidas será acusado de ódio aos pobres, preconceito e xenofobia, exatamente como no caso do “Mais Médicos” – afinal o PT só quer se perpetuar no poder para o bem do Brasil, como demonstra a taxa de 60 mil homicídios por ano, a maior do mundo em números absolutos. Como a da Venezuela é a segunda em termos relativos, só fica a pergunta:

Legalizaremos e financiaremos (ainda mais) assassinos venezuelanos também?

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PS: Minha estreia na TVeja teve imensa repercussão e ainda pode ser vista neste link (e compartilhada aqui). Obrigado a todos e sejam bem-vindos os que me conheceram agora.

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