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28/07/2014

às 19:15 \ Cultura

Por que a esquerda odeia Israel

O professor de psiquiatria Jorge Ignacio Szewkies, doutor em Medicina pela Universidade de Ulm, na Alemanha, esteve no Jornal da Pampa, do Rio Grande do Sul, no último dia 22 de julho, e detonou o ódio esquerdista anti-Israel expondo-o como de fato é: inveja de fracassados. Destaque para a frase final:

A esquerda odeia Israel por uma razão: a história do século XX mostrou que o socialismo tinha tudo pra dar certo, e deu errado. O estado de Israel, o sionismo, tinha tudo pra dar errado, e deu certo.”

A leitora Priscila Alvarenga atendeu meu pedido de transcrever o conteúdo completo do vídeo, que revisei e copio abaixo, destacando as imagens dos slides comentados pelo professor. Volto em seguida para comentar e relacionar seu discurso com os de Hillel Neuer, Dennis Prager, Ron Dermer, Denis Lerrer Rosenfield e outros.

Karla: A esquerda é a favor ou não é a favor dos árabes, professor Jorge Inácio?

Jorge Ignácio Szewkies: Bom, a pergunta parece simples, Karla, mas eu prefiro convidar os telespectadores e meus colegas de bancada a uma reflexão; e vou, no fim, ver se nós, em conjunto, temos essa resposta. Porque me chamou a atenção nos últimos dias um conjunto de entidades, algumas mais expressivas, a maior parte sem expressão alguma, mas um conjunto de instituições e entidades do perfil ideologicamente identificado à esquerda chamando manifestações na cidade. Houve, inclusive, uma importante em termos quantitativos, porque mobilizaram a juventude, mobilizaram os estudantes, os centros acadêmicos, contra a ação israelense em Gaza.

E eu fiquei pensando: bom, será então que a nossa esquerda é a favor dos árabes?

Então eu convido vocês a essa reflexão e me permitam… Peço desculpas antecipadamente por entrar com algumas imagens na casa de todos vocês numa segunda-feira nesta hora, mas para responder, nós precisamos ver.

IMAGEM 1 – SÍRIA

Captura de Tela 2014-07-26 às 19.30.43

Por exemplo, esta imagem aqui vem da Síria onde cristãos são perseguidos e muitos deles vergonhosamente e violentamente crucificados, debochados. Veja que tem criança olhando isso, e aí eu me pergunto: são árabes cristãos? Vocês veem alguma mobilização aqui da esquerda em defesa dos cristãos árabes? Me respondam no final. O próximo slide, por favor.

IMAGEM 2 – SÍRIA

Captura de Tela 2014-07-26 às 19.31.10

Isto aqui, também na Síria, se refere às chacinas que ocorrem atualmente entre os diferentes grupos étnicos. Uma guerra que já matou… Vocês acompanham os números desta semana – lamentável número de mortes desta semana, mas vocês sabem que estamos falando na casa de centenas, e na Síria nós já passamos de 180.000 assassinatos. Vocês veem a população nas ruas pedindo paz e moderação ao presidente da Síria? Me digam esta resposta no fim. O próximo slide…

IMAGEM 3 – IRÃ

Captura de Tela 2014-07-26 às 19.32.32

…a violência contra dissidentes no Irã, em julgamentos rápidos, sucintos, vergonhosos e o enforcamento em praça pública para aterrorizar a população numa volta à Idade Média. O próximo [slide]:

IMAGEM 4 – TUNÍSIA

Captura de Tela 2014-07-26 às 19.33.18

Vocês assistem a essas manifestações? A esquerda brasileira que se diz humanista e pacifista fala desse enforcamento na Tunísia?

A próxima [imagem], por favor:

IMAGEM 5 – MUNDO ISLÂMICO*

Captura de Tela 2014-07-26 às 19.34.57

…o apedrejamento de mulheres adúlteras no mundo islâmico. Ali há um detalhe para não aparecer a cabeça da mulher, o rosto dela, e os homens apedrejando uma mulher acusada de adultério. Vocês enxergam as mulheres brasileiras na rua pedindo a punição e o fim deste apedrejamento? Me respondam dentro de alguns minutos. O próximo slide, por favor:

IMAGEM 6 – DOUTRINAÇÃO

Captura de Tela 2014-07-26 às 19.36.03

Aqui vocês têm a infância sendo educada para a violência. Os nossos educadores estão pedindo que as crianças de ambos os lados sejam poupados de ensino da violência? Me respondam em poucos minutos. O próximo slide, por favor…

IMAGEM 7 – FAIXA DE GAZA

Captura de Tela 2014-07-26 às 19.36.18

Isto é o que tem estarrecido o mundo inteiro: a utilização de civis como escudos protetores contra bombardeamentos de armas, hoje, modernas… Isto é indescritível! Isso não dá pra qualificar, por exemplo, aqui vocês têm um prédio, um prédio residencial na faixa de Gaza, e vocês sabem… Pode tirar, eu acho que todo mundo viu.

Vocês sabem que eles estão utilizando mesquitas, os colégios; a própria escola da ONU guardava foguetes numa violação tremenda, eu nem digo à lei, [mas] ao bom senso, ao mínimo de humanidade. E eles guardam isso em escolas, em prédios residenciais – [os] armamentos e lançadores de foguetes.

E eu posso dizer hoje, tranquilamente, tudo isto porque é sabido e eu vim pra televisão hoje… Eu vi no noticiário europeu, felizmente, parece que a trégua é iminente porque não se pode continuar assistindo a isso. O Hamas vai ter que abdicar da violência, vai ter que entregar as armas. Não há outra possibilidade senão a rendição, senão fica morrendo gente, morrendo gente… Eles fazem isso de colocar as crianças [como escudos humanos]…

Eu tenho, se vocês me permitem, uma coisa que eu não trouxe porque eu achei que ia prejudicar a janta de vocês, em lançamentos de morteiros… Filmes feitos pelo próprio Hamas mostrando uma vantagem nisto, cheio de crianças em volta porque eles sabem que através do satélite se percebe; haveria um lançamento de algum míssil contra esta plataforma de morteiros e enchem de crianças em volta, e um adulto dizendo pra eles: “Vamos morrer em nome de Alá!”

E o mundo silencia, não o mundo inteiro, digamos assim, mas aqui nós temos este pessoal que vai pra rua numa guerra que praticamente ninguém destas pessoas que estão na rua compreende a complexidade que é… Aqui qualquer pessoa tem opinião sobre tudo, sobre se o Dunga tem que ser o técnico da seleção, sobre a presidência, e principalmente sobre um conflito tão severo.

Mas eu quero responder agora, finalmente, a pergunta que é o tema do meu comentário. Eu vou ser breve.

Eu perguntei se a esquerda é a favor dos árabes. Vocês viram que não. Esta esquerda brasileira é sim anti-Israel; e anti-judaísmo em consequência. Por quê? Porque Israel hoje representa tudo o que a nossa esquerda, esta aqui odeia.

Primeiro: pluripartidarismo – a defesa de opiniões contraditórias sem que a pessoa seja teu inimigo: ele apenas pensa diferente de ti.

Um parlamento, inclusive, que tem árabes representantes.

[Segundo:] Não suportam a liberdade absoluta de expressão, liberdade de imprensa.

Senão, tu fala contra eles, não, tu és “coxinha”, tu és não sei o quê, “imprensa golpista”.

[Terceiro:] Não suportam o judiciário independente.

Veja o que aconteceu no julgamento do mensalão, [com a esquerda] atacando, inclusive, com expressões racistas o ministro do Supremo.

E assim eu poderia continuar, mas essencialmente uma última frase…

Bom, na verdade encerro o meu comentário agradecendo a paciência que vocês todos tiveram. Esta questão das crianças protegendo um morteiro, em vez de o morteiro proteger as crianças: se vocês quiserem, peçam, e eu mando o vídeo para vocês feito pelo próprio Hamas, mando por e-mail com todo prazer, mando aqui para o programa.

O fato do seguinte:

A esquerda odeia Israel por uma razão: a história do século XX mostrou que o socialismo tinha tudo pra dar certo, e deu errado. O estado de Israel, o sionismo, tinha tudo pra dar errado, e deu certo.

VÍDEO FINAL – ESCUDOS HUMANOS EM LANÇAMENTO DE FOGUETES

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*******

COMENTO: A essência de tudo que o professor Jorge Ignácio Szewkies disse no dia 22 de julho é a mesma do discurso que o diretor da ONG UN Watch, Hillel Neuer, deu na ONU no dia seguinte (23), como mostrei aqui. Vale relembrar o trecho mais emblemático:

“Se no ano passado você não protestou quando milhares de manifestantes foram mortos e feridos por Turquia, Egito e Líbia; quando mais do que nunca pessoas foram enforcadas pelo Irã; mulheres e crianças no Afeganistão foram bombardeadas, comunidades inteiras foram massacradas no Sudão do Sul, 1.800 palestinos morreram de fome ou foram assassinados por Assad na Síria; centenas no Paquistão foram mortos por ataques terroristas de Jihadistas, 10.000 Iraquianos foram executados por terroristas, vilas inteiras foram dizimadas na Nigéria, mas você só protesta por Gaza, então você NÃO é pró-DIREITOS HUMANOS, você é somente ANTI-ISRAEL.”

No dia 23, nessa mesma linha, o professor Dennis Prager publicou o artigo “Por que as pessoas odeiam Israel“, traduzido no Facebook por Claudia Costa Chaves, do qual destaco os trechos finais:

Por que essa obsessão contra Israel desde a fundação do país e, em especial, desde 1967?

Não pode ser ocupação. A China ocupa o Tibete e o mundo não presta a menor atenção. E a criação do Paquistão, que ocorreu ao mesmo tempo da criação de Israel, deu origem a milhões de refugiados muçulmanos (e hindus). Mesmo assim, ninguém presta atenção ao Paquistão, tampouco. 

Há apenas duas explicações para essa anomalia moral.

A primeira é uma predileção quase mundial pelos valores e ideias esquerdistas. Segundo esse viés de pensamento, os ocidentais estão quase sempre errados ao combater países ou grupos do Terceiro Mundo; e a parte mais fraca, especialmente se não for ocidental, é quase sempre rotulada de vítima quando combate um grupo ou país mais forte, em especial se este for ocidental. O esquerdismo substituiu o “bem e mal” por “rico e pobre”, “forte e fraco”, e “Ocidental (ou branco) e não-Ocidental (ou não-branco).” Israel é rica, forte e ocidental; os palestinos são pobres, fracos e não-ocidentais.

A única outra explicação possível é Israel ser judia.

Não existe qualquer outra explicação racional, pois a ideia fixa com, assim como o ódio por Israel não são racionais. Israel é um país particularmente decente. Ela é miúda, é mais ou menos do tamanho de Nova Jérsei e é menor que El Salvador; e enquanto existem mais de 50 países muçulmanos, existe apenas um país judeu. Israel deveria ser admirada e apoiada, mas não odiada a ponto de existirem dúzias de países cujas populações querem ver Israel aniquilada, o que, mais uma vez, é um fenômeno singular. Nenhum outro país do mundo jamais foi escolhido para ser exterminado.

Por mais difícil que seja para as pessoas modernas e pouco religiosas aceitarem, o judaísmo de Israel é a razão maior para o ódio a ela dedicado. 

Ironicamente, este fato, bem como a obsessão pelos judeus antes da existência de Israel, confirma para este observador o papel divino que os judeus desempenham na História. Poucos judeus se dão conta desse papel e um número ainda menor o deseja. Mas, a não ser pela influência da esquerda, não há outra explicação para a animosidade contra Israel.

No dia 24, o mesmo em que publiquei meu artigo “Como resolver o conflito Israel-Hamas com algodão-doce“, foi a vez do embaixador de Israel, Ron Dermer, detonar a cobertura esquerdista da CNN ao vivo, como também mostrei aqui, com discurso semelhante do qual relembro trechos:

“Eu acho que seria um desserviço aos seus telespectadores que um repórter na Faixa de Gaza não mencionasse que, na última semana, tivemos duas escolas diferentes da ONU, onde tivemos realmente foguetes encontrados nessas escolas e entregues ao Hamas. (…) Erin, eu estive escutando por duas horas os relatos da CNN. Já vi telas divididas, fotos horríveis, fotos horríveis com as quais qualquer ser humano decente ficaria horrorizado. Eu não ouvi uma única pessoa dizer o que eu disse a você agora, e eu acho que isso é um desserviço aos seus telespectadores: não dar a eles o contexto de que necessitam para fazer esses julgamentos. O Hamas está colocando pilhas de mísseis nas escolas, nos hospitais, nas mesquitas, e tem de haver indignação do mundo em relação ao Hamas, para acabar com isso.”

Naquele post, eu havia ficado de comentar a sonsice do secretário-geral da ONU ao mostrar indignação com a notícia dos mísseis encontrados na escola da entidade, mas aproveito que Denis Lerrer Rosenfield já tocou no assunto dessa cumplicidade em sua coluna de hoje no Globo e reproduzo um trecho:

Os episódios protagonizados pela ONU, em Gaza, deveriam escandalizar qualquer pessoa sensata. Em duas escolas da ONU foram encontrados foguetes, lá depositados pelos grupos jihadhistas. Supõe-se que lá não chegaram caminhando sozinhos, mas contaram com uma explícita colaboração de funcionários da própria organização internacional. Trata-se de uma clara violação da lei internacional.

A ONU, curiosamente, não quis fornecer as fotos desses foguetes, pois elas teriam forte impacto midiático, mostrando o pouco caso do Hamas com as crianças e mulheres que diz, para a imprensa internacional, defender. Ou seja, a organização fez o jogo do terror, pretendendo, porém, apresentar-se como neutra. Ademais, posteriormente, entregou os mesmos foguetes para as “autoridades governamentais”, isto é, o próprio Hamas!

Nada muito diferente do que aconteceu na guerra passada. Durante semanas fomos bombardeados, com manchetes, de que uma sede da ONU teria sido bombardeada pelas Forças Armadas de Israel. Era uma mentira deslavada. A própria organização internacional demorou, no entanto, 30 dias para fazer o desmentido. Como assim? O desmentido apareceu um mês depois nas páginas internas de jornais, como uma pequena notícia irrelevante. O estrago midiático foi feito com a colaboração da própria ONU.

Como denunciara também a deputada republicana Ileana Ros-Lehtinen, após o governo Obama anunciar um financiamento – mais um! – de US$ 15 milhões à agência local da ONU (UNRWA), responsável pelas escolas da entidade em Gaza, como parte de uma “ajuda humanitária” de US$ 47 milhões aos civis palestinos:

“A UNRWA há muito extrapolou a sua função e vem atuando como uma entidade política com uma agenda anti-Israel e antissemita, e os Estados Unidos não devem financiá-la de maneira alguma. A UNRWA tem uma longa história de incitamento contra Israel em suas escolas e certamente tem suas mãos sujas com seus laços com o Hamas, à medida que agentes do Hamas dominam os sindicatos da UNRWA.”

O esquerdismo cúmplice do terrorismo está representado atualmente na ONU, na imprensa mundial, no governo Obama, no governo Dilma, em mais uma porção de governos e ditaduras pelo mundo, e nos corações e nas mentes de todos os incautos ou invejosos fracassados que caem em seus engodos, intoxicando-se de ódio contra seus inimigos políticos. Assim como a pequena Honduras já foi anos atrás, o Estado de Israel é hoje o melhor exemplo de como é possível resistir, enfrentar e desmascarar essa cambada de impostores.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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She’s buried chest high / her arms can’t stop the stones that fly / or wipe the tears that have already dried / for a crime she so persistently denied / she’s buried chest deep / the moderates asleep / no matter how hard she weeps / worth half of a man / her testimony’s cheap / Allah subhana wa ta3ala has come up with such a fair rule / dictators of history couldn’t be so cruel / told by Mohammed sallahu 3alhe wa salam / teaching us Allah’s divine referendum / what becomes of those who have a sip of rum / drinks to forget or wants to be numb / or those who play the game of chance / poker buddies escaping the religious trance / allah’s prescribed in his merciful script / their flesh be ripped / their blood be dripped / at the tip of a muslims whip / she’s buried chest high / her arms can’t stop the stones that fly / or wipe the tears that have already dried / for a crime she so persistently denied / and this is Allah’s eternal reply / 1400 years of backwards law / a tragic flaw of the primitive claw / the tribe of homosexuals / koum lot as they say / sharia is clear on how they should pay / the price for their gay display life / doesn’t matter which way / abu baker got them with a tumbling wall / Ali Muhammad’s cousin and son in law / had people burned for their sexual call / an entire village / children and all / she’s buried chest deep / the moderates asleep / no matter how hard she weeps / worth half of a man / her testimony’s cheap / apostates / remember those who have bled / to speak the word Muslims leave unsaid / killed for the sake of those mislead / submit now or be left dead / allah subhana wa ta3ala has come up with such a fair rule / the devil himself couldn’t be so cruel / she’s buried chest high / half way deep / while the moderates are still fast asleep / while the world stands silent / her testimony’s cheap / stones thrown by religious sheep / witches were burned long ago / til the flame of freedom began to glow / and we learned to say the word ‘no’ / no / know that your laws are unjust / not worthy of respect only disgust / beheading those with a knifes thrust / oh but in Allah we so blindly trust / she’s buried head high / in a heap of stones / no more crying / no more moans / all that’s left is skin and bones / Allah has come up with such a fair call / the true justice of sharia law

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Você é contra trabalho infantil e morte de criancinha, mas defende o Hamas? Ao menos 160 crianças morreram cavando túneis para o grupo terrorista, seu bocó

28/07/2014

às 15:09 \ Cultura

Você é contra trabalho infantil e morte de criancinha, mas defende o Hamas? Ao menos 160 crianças morreram cavando túneis para o grupo terrorista, seu bocó

túnelOs mesmos militantes esquerdistas que erguem a voz contra o trabalho infantil até na TV, em programas como o Esquenta, vulgo Esquerda, estão aí defendendo o Hamas, dizendo que ele não é o verdadeiro problema na equação, enquanto condenam Israel com aquele cinismo – veja no post anterior – de tomar o número relativamente baixo de mortos israelenses como sinal de que Israel é muito malvada ao reagir aos ataques sofridos.

Curioso é que pelo menos 160 crianças morreram durante as escavações dos túneis construídos pelo Hamas para atacar os israelenses, de acordo com o relatório “O fenômeno túnel de Gaza: A dinâmica involuntária do cerco de Israel”, do Instituto de Estudos Palestinos, de 2012. Segundo o relatório, o grupo terrorista islâmico – que o Globo chama de “militante” na matéria a respeito, como toda a imprensa mundial pautada pelo manual de etiqueta da ONU – não agiu para acabar com o trabalho infantil.

Captura de Tela 2014-07-28 às 14.47.48Em dezembro de 2011, o autor do estudo, Nicolas Pelham, acompanhou uma patrulha policial em Gaza e, segundo ele, “nada foi feito para impedir o uso de crianças nos túneis”. O Jerusalem Post, em cuja matéria o qual o Globo se baseou, informa ainda que, desde o início da operação Limite Protetor contra o Hamas, há 21 dias, o Exército israelense descobriu 31 ​​túneis do Hamas que levam até Israel.

Pois é. Não é só como escudo humano de terroristas e mísseis que o Hamas obriga as criancinhas a trabalhar. É também – como direi? – cavando o buraco do próprio túmulo.

Que a esquerda sempre indignada com o trabalho infantil coloque o Hamas no mesmo patamar moral ou até acima do de Israel, é apenas a enésima prova da sua cínica vigarice.

Felipe Moura Brasil - http://www.veja.com/felipemourabrasil

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27/07/2014

às 18:31 \ Cultura

“Vocês não são pró-direitos humanos, vocês são apenas anti-Israel” – A sessão da ONU em que Hillel Neuer detona os falsos humanistas do mundo, apesar de tentarem calá-lo

O número baixo de israelenses mortos no atual conflito do Oriente Médio faz parecer a qualquer idiota ludibriado pela imprensa esquerdista que Israel não sofre – ou pelo menos não tanto assim – com os ataques do Hamas e, portanto, para defender e garantir a segurança de seu povo, não precisa reagir, eliminar terroristas, destruir armamentos e enfrentar as duras decisões inerentes a qualquer guerra. Acontece que, em primeiro lugar, não morrem tantos israelenes porque Israel protege seus civis em vez de usá-los de escudos humanos como faz o Hamas. E, em segundo, não é porque não morrem tantos israelenses que eles não sofrem com os ataques do inimigo. Mas Israel teria de deixar seu povo morrer para que lhe dessem alguma razão, sabe como é…

Em sessão da ONU da última quarta-feira, 23 de julho, durante a qual a alta comissária para direitos humanos, Navi Pillay, disse que as ações de Israel podiam configurar “crimes de guerra”, sendo em seguida cinicamente endossada pelos representantes de ditaduras onde os direitos humanos são sistematicamente violados, o diretor da ONG UN Watch, Hillel Neuer, começou seu impecável discurso descrevendo o desespero da população, inclusive dele próprio, ao buscar abrigo em meio à chuva de foguetes disparados pelo Hamas; e acabou detonando aqueles que se calam diante das atrocidades de outros países, inclusive contra os palestinos, mas não perdem a chance de condenar Israel pelas reações aos ataques terroristas.

O vídeo da sessão (original aqui) já foi legendado pelo leitor Renato Grun, mas transcrevo abaixo dele o conteúdo completo, com a devida revisão. É mais uma aula obrigatória de grandeza moral em meio ao cinismo dominante entre os aliados do governo Dilma.

Alta comissária da ONU para direitos humanos, Navi Pillay: “As ações de Israel podem configurar ‘crimes de guerra’.”

Relações Exteriores da PALESTINA: “Seguiremos resistindo a ocupação por todos os meios”.

IRÃ: “Israel agrava a situação, comete crimes de guerra, limpeza étnica e terror de Estado.”

ARGÉLIA: “Os massacres e genocídios que estão sendo realizados.”

VENEZUELA: “Israel está querendo exterminar o povo palestino.”

SÍRIA: “Israel tem uma mentalidade racista e criminosa.”

SUDÃO: “O massacre e o genocídio continuam sendo realizados por Israel.”

Palavra cedida ao diretor da ONG UN Watch, o observador da ONU Hillel Neuer:

Sr. Presidente, acabo de voltar de visita a Israel para relatar a essa Assembleia e ao mundo sobre a grave situação que presenciei e experimentei. Uma nação inteira – povoados, vilas e cidades –, desde o deserto de Negev até a Galileia, da Judeia e das colinas de Jerusalém até o mar de Tel Aviv, tem estado sob ataque brutal e implacável de mais de dois mil morteiros, foguetes e mísseis de longo alcance, disparados de Gaza em direção a civis em todas as partes da Terra Santa. Nunca antes, na história de sete décadas de existência de Israel, seus homens, mulheres e crianças estiveram sob um ataque aéreo tão grande, obrigando-os, ao som de sirenes de ataque aéreo dia e noite, a correr para um abrigo. E nunca, na história moderna das nações, uma sociedade livre e democrática, viveu sob tal bombardeamento de uma organização terrorista, que se esforça abertamente e celebra o assassinato de civis, e que, como sua visão de mundo, glorifica a morte. Será que o mundo alguma vez imaginou que a antiga cidade de Jerusalém, sagrada para o judaísmo, o cristianismo e o Islã, e repleta de lugares sagrados, que são reconhecidos pelas Nações Unidas como locais de patrimônio histórico da humanidade, seriam deliberadamente alvejados por foguetes indiscriminadamente? Mas assim é. Durante um ataque aéreo em Jerusalém, eu corri até o porão de um edifício com crianças chorando traumatizadas. Durante um ataque aéreo em Tel Aviv, os vizinhos de um prédio de apartamentos mostraram grande força de espírito em desafio ao terrorismo chegando a abrigar estranhos, enquanto ouvíamos os estrondos dos foguetes acima. E assim como eu estava no meu avião, prestes a partir e voltar aqui para Genebra, a sirene soou em torno do aeroporto e tivemos que correr para fora do avião para procurar abrigo. Vocês ouviram as notícias hoje: as companhias aéreas internacionais estão agora deixando de voar para Israel por causa deste perigo. Eu acredito que o mundo deveria saudar esta nação aterrorizada, sitiada e aguerrida, que se recusou a se render à desmoralização, ao mostrar coragem, determinação e força de espírito para sobreviver e resistir a esta agressão maciça.

Sr. Presidente, volto-me agora para a resolução sobre a qual este Conselho em breve irá votar. O texto denuncia Israel, nega seu direito à defesa, e desconsidera os crimes de guerra do Hamas. Perguntamos: por que este Conselho se recusa a dizer o que foi dito há suas semanas pelo próprio embaixador palestino?

Em um momento extraordinário de sinceridade, o embaixador palestino Ibrahim Khraishi admitiu na TV Palestina em 9 de julho que “todo e cada míssil palestino lançado contra civis israelenses constitui um crime contra a humanidade”. E que, por outro lado, as ações de resposta de Israel em Gaza “seguem procedimentos legais”, porque, como o porta-voz do Hamas admitiu na TV, “israelenses os advertem para evacuar suas casas antes do bombardeio”, disse ele, porém “os mísseis lançados de nosso lado, nunca avisamos sobre onde esses mísseis vão cair ou sobre as operações que realizamos”. Como pode qualquer entidade da ONU ou indivíduo atuar pelos direitos humanos se eles se recusam a dizer aquilo que foi dito pelo próprio embaixador palestino? É possível que o verdadeiro propósito desta sessão seja silenciar as verdadeiras vítimas e vozes de direitos humanos ao redor do mundo, desviando a atenção dos piores abusos? Pedimos a todos aqueles que abraçam hipocrisia e duplos padrões:

Hilel Neuer 15 julho 2014

O trecho completo, sem as interrupções, em que Hillel detona o duplo padrão moral dos falsos humanistas

Se no ano passado vocês não se manifestaram quando milhares de manifestantes foram mortos e feridos por Turquia, Egito e Líbia; quando mais do que nunca pessoas foram enforcadas pelo Irã; mulheres e crianças no Afeganistão foram bombardeadas; comunidades inteiras foram massacradas no Sudão do Sul; centenas no Paquistão foram mortas por ataques terroristas de jihadistas; 10.000 iraquianos foram executados por terroristas…

INTERRUPÇÃO PELO EGITO.

(Existe uma questão de ordem feita pelo Egito.)

EGITO TENTA SILENCIAR O OBSERVADOR DA ONU: “Eu não vejo que tenhamos razão para discutir outras questões referentes a situações de direitos humanos em outros países”.

EUA DEFENDE O DIREITO DE FALAR DO OBSERVADOR DA ONU: “… o sr. deveria permitir que a ONG continue a falar.”

IRÃ TENTA SILENCIAR OBSERVADOR DA ONU: “Minha delegação gostaria de apoiar inteiramente a questão de ordem feita pela distinta delegação do Egito. Obrigado.”

CANADÁ DEFENDE O DIREITO DE FALAR DO OBSERVADOR DA ONU: “Nós solicitamos que o sr. completasse sua intervenção.”

ISRAEL DEFENDE O DIREITO DE FALAR DO OBSERVADOR DA ONU: “Nós pedimos para que o sr. permita que a ONG continue sua declaração.”

VENEZUELA TENTA SILENCIAR OBSERVADOR DA ONU: “Nós gostaríamos de apoiar a questão de ordem feita pelo Egito.”

PALESTINA TENTA SILENCIAR O BSERVADOR DA ONU: “O palestrante seguirá na mesma linha se não for impedido.”

CUBA TENTA SILENCIAR O OBSERVADOR DA ONU: “É inconcebível que esta organização, uma ONG tenha permissão de vir neste Conselho e distrair-nos com o pouco tempo que temos para debater uma questão de importância tão crucial como o genocídio cometido presentemente contra o povo palestino.”

VOLTA A PALAVRA AO OBSERVADOR DA ONU:

Obrigado, sr. Presidente. Vou apenas observar que houve algumas questões quanto à entrevista do embaixador palestino na TV palestina ser verdadeira ou não, mas vemos que o embaixador palestino acabou de intervir e não foi capaz de negar essas observações. Deixe constar isso no registro. Por fim, perguntamos:

…se vocês se recusam a falar pelos 1800 palestinos, se não mais, que morreram de fome, assassinados por Assad na Síria, e só se manifestam quando Israel pode ser culpado, então vocês não são pró-direitos humanos, vocês são apenas anti-Israel.

INTERRUPÇÃO FEITA PELA SÍRIA:

(Síria tem o direito de falar, por favor.)

Sr. Presidente, estamos acostumados a ouvir esta organização não governamental criar divisões entre os oradores e falando fora de hora, eu espero que o orador não tenha mais permissão de prosseguir com sua declaração. Obrigado.

VOLTA A PALAVRA AO OBSERVADOR DA ONU:

Obrigado sr. Presidente. Deixe o mundo saber que, numa sessão supostamente sobre direitos humanos palestinos, o governo da Síria se opôs a mencionarmos os seus 1800 palestinos que passaram fome e foram assassinados.

Felipe Moura Brasil - http://www.veja.com/felipemourabrasil

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27/07/2014

às 13:21 \ Cultura

Israel é uma ilha de civilização em um mar de barbárie. Assista ao vídeo de Bill Whittle, com minha tradução

Traduzo abaixo o vídeo fundamental “The case for Israel”, de Bill Whittle, que desde maio integra o timaço de David Horowitz no Freedom Center, mas que já aparecera antes aqui no blog, em artigo sobre as mentiras de Obama. Whittle resume os aspectos históricos e morais do conflito no Oriente Médio; mostra quem são os tiranos e agressores por lá; lembra que o Estado de Israel está sujeito a críticas, sim, mas que é impossível avaliar suas ações sem entender o incansável ódio que o circunda; aponta o sentimento que motiva este ódio; e coloca contra a parede os judeus que votam em Barack Obama, cujo governo financia indiretamente o Hamas.

Destaque para o trecho: “Se você é a favor de direitos iguais para as mulheres, proteções legais para os homossexuais, os avanços na ciência, nas artes e na medicina, e acesso político e direitos pessoais garantidos por lei, você definitivamente deve apoiar Boicote, Desinvestimento e Sanções para cada uma das nações na região EXCETO Israel.”

Mais esclarecimentos sobre o BDS no breve vídeo da Prager University no fim deste post. Ainda voltarei ao tema do conflito em outros artigos.

Mesmo antes das recentes operações terrestres e aéreas israelenses na Faixa de Gaza, o movimento BDS – que apoiaria Boicote, Desinvestimento e Sanções – foi ganhando força… não apenas na França, ou na Alemanha, ou em Oman: bem aqui na América.

O BDS está sendo vendido – como tudo de mau e estúpido nos dias de hoje – como um bem moral. O argumento é o seguinte: Israel, uma nação formada em resposta à realidade fria e concreta do extermínio, deixou o seu poder econômico e militar subir à cabeça. Eles agora são os opressores; eles agora são Golias no tanque principal de batalha diante de um valente David palestino com uma pedra na mão; eles agora são os racistas. Eles agora – Israel – são os nazistas.

São eles?

Aqui está Israel, no momento de sua formação pelas Nações Unidas em 1948. Na verdade, você não pode ver o território neste mapa porque é muito pequeno, menor que o estado de Nova Jersey.

Nesse mesmo ano, as nações árabes que cercavam o novo país atacaram o que eram então em maioria pequenas comunidades agrícolas e tentaram conduzir os judeus ao mar.
Mas os israelenses venceram.

Os árabes tentaram fazê-lo novamente em 1967. Os judeus os venceram novamente. Depois, em 1973, os árabes tentaram mais uma vez, lançando um ataque furtivo no mais sagrado feriado judeu – e os judeus venceram novamente.

Os ganhos territoriais de Israel não vieram de Israel atacar os árabes. Eles vieram de Israel ser atacado pelos árabes.

E Israel sempre tentou dar a terra de volta em troca da paz, como fez quando devolveu voluntariamente a Península do Sinai – que é maior do que o próprio terroritório de Israel – aos egípcios que tentaram atacá-los a partir do Sinai; e, da mesma forma, eles devolveram a Faixa de Gaza aos palestinos que os tinham atacado… a partir da faixa de Gaza.

Desde então, milhares – milhares! – de foguetes e morteiros foram disparados contra Israel a partir de pátios escolares e orfanatos e hospitais em… Gaza.

Quantos foguetes e morteiros atirados por vizinhos que estiveram jurando matar você por 65 anos você deixaria cair em sua casa? Quantas vezes alguém vai continuar batendo em você antes de você revidar?

Os palestinos diariamente clamam que os judeus sejam conduzidos ao mar. Os judeus têm uma das forças militares mais sofisticadas do mundo. Eles poderiam conduzir os palestinos ao mar a qualquer hora que eles quisessem. Eles não fazem isso.

No instante em que o Hamas ou o Hezbollah tiverem em suas mãos uma arma nuclear, eles vão fazer com ela o que eles fazem todos os dias com as suas pedras, os seus morteiros e mísseis. Eles vão usá-lo. Contra Israel. Os israelenses têm cerca de 500 armas nucleares e podem destruir os árabes qualquer momento que eles escolham. Eles não fazem isso.

Eles não são nazistas. Eles são pessoas civilizadas, com senso de moralidade.

Israel é uma ilha de civilização em um mar de barbárie, e é por isso que está sendo alvejada. Sentiu-se desconfortável com essas palavras, “civilização” e “barbárie?” Bem, em Israel as mulheres podem fazer o que quiserem – inclusive governar o Estado de Israel. Nos países árabes circundantes, as mulheres são tratadas como bens móveis. Elas são apenas propriedade: útil para a criação de filhos e para carregar coisas.

Em Israel, os homossexuais são tolerados e celebrados como indivíduos – assim, como pessoas reais! Nas nações muçulmanas vizinhas, eles são pendurados em guindastes de construção em praças públicas.

Em Israel, os cientistas da Universidade de Haifa estão estudando a dinâmica de táquions não homogêneos. A mais recente invenção científica no mundo árabe é um sinal sonoro que dispara quando um muçulmano adormece sobre o seu tapete de oração.

Boicote, Desinvestimento e Sanções foi usado, em seu principal sucesso, contra a África do Sul racista. A África do Sul racista usou a força brutal para reprimir as pessoas de acordo com linhas raciais.

Israel, por outro lado, é a única nação em todo o Oriente Médio onde árabes têm uma votação livre e justa. Israel permite que os israelenses de qualquer etnia sejam eleitos para o Knesset, o Parlamento israelense – inclusive árabes. Então: se você é a favor de direitos iguais para as mulheres, proteções legais para os homossexuais, os avanços na ciência, nas artes e na medicina, e acesso político e direitos pessoais garantidos por lei, você definitivamente deve apoiar Boicote, Desinvestimento e Sanções para cada uma das nações na região EXCETO Israel.

Finalmente, eu vou dizer isso – porque isto é realmente o que impulsiona essa coisa toda. É absolutamente verdade que criticar as ações do Estado de Israel não é em si antissemitismo. Israel é tão sujeito a críticas e condenação como qualquer outra nação na Terra.

Mas você não pode entender as ações de Israel sem entender o onipresente e incansável ódio que circunda esse posto avançado da civilização. De foguetes do Hezbollah feitos no Irã a sanções BDS feitas em Berkeley e em Santa Mônica, os ataques contra este país e seu povo não podem ser entendidos sem que se capte a essência do sentimento perverso, tacanho, baixo e mesquinho que impulsiona o antissemitismo.

E este sentimento é a inveja.

Gênesis, capítulo 26, versículos 12 a 16:

12 E semeou Isaque naquela mesma terra, e colheu naquele mesmo ano cem medidas, porque o SENHOR o abençoava.
13 E engrandeceu-se o homem, e ia enriquecendo-se, até que se tornou mui poderoso.
14 E tinha possessão de ovelhas, e possessão de vacas, e muita gente de serviço, de maneira que os filisteus o invejavam.
15 E todos os poços, que os servos de seu pai tinham cavado nos dias de seu pai Abraão, os filisteus entulharam e encheram de terra.
16 Disse também Abimeleque a Isaque: “Aparta-te de nós; porque muito mais poderoso te tens feito do que nós.”

Isto foi milhares de anos antes que houvesse uma religião chamada Islã. E quando os israelenses, como um gesto de paz e boa vontade, transferiram o poder sobre a Faixa de Gaza, em 2005, a primeira coisa que esses filisteus modernos fizeram foi quebrar as janelas das estufas que tinham sido entregues a eles pelo trabalho de outras pessoas. Mais uma vez, eles encheram poços no deserto com areia.

Antes da criação do Estado de Israel, de longe o lar mais seguro que os judeus haviam encontrado era aqui na América. Sem dúvida, havia antissemitismo aqui, mas com algumas exceções, era o antissemitismo de um campo de golfe: vergonhoso, mas longe, muito longe dos pogroms e dos campos de extermínio. Por que a América era um lar tão seguro para os judeus? Bem, porque até muito recentemente – 2008 digamos [ano em que Obama foi eleito] – a inveja não era cultuada aqui na América. A “cobiça” não era vendida aqui como uma virtude, tampouco.

Então, para os judeus americanos que votaram, em números enormes, em um homem que era amigo pessoal de um terrorista palestino, Rhashid Khalidi, para que ele cuidasse de seus filhos; para os judeus americanos que viram e apoiaram o Occupy Wall Street enquanto o movimento quebrava janelas de cristal e denunciava banqueiros judeus; para os judeus Americanos que continuam a votar por um estado mais poderoso do que nunca, quando ninguém no mundo tem mais a temer do que vem de estados poderosos como o do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães [liderado por Hitler] ou da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas [de Stalin]; para aqueles judeus americanos que viram o que houve ao longo das décadas de 1930 e 40 e perguntam: “Como eles podem ter deixado isso acontecer?” Eu simplesmente diria: “Como você pode deixar isso acontecer? Por que tantos de vocês votam para que isso aconteça – pagam para que isto aconteça?”

Os conservadores do Tea Party, como eu, amigos genuínos de Israel e do povo judeu, olhamos para vocês e pensamos: “É óbvio que vocês perderam a cabeça. [Será que] Vocês perderam sua alma também?”

*******

Bill Whittle montagem Israel ObamaFRASES FINAIS DO VÍDEO [que montei na imagem ao lado]:

Em 8 de outubro de 1987, o Departamento de Estado dos EUA declarou que o Hamas é o uma organização terrorista. Atualmente, a Faixa de Gaza é governada por um “Governo de Unidade”, que consiste no Hamas e na Autoridade Palestina. Apesar dos protestos vigorosos do governo israelense, da “grande preocupação” de 88 dos 100 senadores dos EUA, e em violação à lei americana que proíbe ajuda a organizações terroristas, o presidente Barack Obama reservou 400.000.000 de dólares ao Hamas através do “Governo de Unidade”.

Bill Whittle Obama 400

Mais sobre o BDS no vídeo abaixo (em inglês) da Prager University, do qual destaco as frases:

Captura de Tela 2014-07-26 às 18.18.14

Os cidadãos árabes de Israel, que chegam a um quinto da população de Israel, são mais livres que todos os árabes que vivem em países árabes pelo mundo.

Captura de Tela 2014-07-26 às 18.20.47

Os ativistas BDS não se importam em ajudar o mundo. Eles se importam em ferir Israel.

Felipe Moura Brasil - http://www.veja.com/felipemourabrasil

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O bate-boca de Jandira Feghali com Jair Bolsonaro e o conflito Israel-Hamas – Vamos desenhar para a deputada?
Como resolver o conflito Israel-Hamas com algodão-doce
Mark Levin detona Jon Stewart sobre conflito Israel-Hamas. Veja a tradução completa do vídeo
Desproporcional não é só o 7 a 1 [Uma lista das vigarices do PT]
Momento épico! Embaixador de Israel detona CNN no ar! Cadê na mídia a mensagem do secretário-geral da ONU sobre o Hamas usar escolas como depósito de armas?

Mais sobre inveja no item 2 do post:
“Nós estamos enfrentando não é o PT, nós estamos enfrentando séculos de culto da ignorância”

25/07/2014

às 22:26 \ Cultura

Momento épico! Embaixador de Israel detona CNN no ar! Cadê na mídia a mensagem do secretário-geral da ONU sobre o Hamas usar escolas como depósito de armas?

Em uma das melhores performances de um porta-voz israelense desde o começo da Operation Protective Edge (Operação Margem de Proteção)* na Faixa de Gaza, o embaixador de Israel nos EUA, Ron Dermer, detonou a CNN pelo “desserviço aos espectadores” ao ser entrevistado pela âncora Erin Burnett na noite de quinta-feira. Dermer desmascarou a cobertura (esquerdista!) da emissora, que omitiu do público (assim como a imprensa brasileira!) a mensagem de repúdio do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre o Hamas usar escolas como depósito de armas e, portanto, crianças como escudos humanos. (Uma mensagem importante, sim, conquanto sonsa também, no estilo Lula “Eu não sabia de nada”, mas isto fica para outro post.) Ele também culpou a mídia não por mostrar as imagens das crianças mortas em ataques como o desta mesma quinta a uma escola da ONU, mas por não ligar os pontos quanto às responsabilidades do Hamas. Assista ao épico vídeo, que traduzo abaixo. Voltarei ao assunto no fim de semana.

Burnett: O que aconteceu foi horrível e nós não sabemos ainda quantas crianças morreram. Os relatos iniciais indicavam que pelo menos 16 estão mortas. E os relatos iniciais eram de que os ataques tinham vindo de tanques israelenses. Como você sabe, o exército israelense disse que eles podem ter vindo do Hamas em um foguete mal disparado. Você sabe, a essa altura? Você tem mais alguma certeza?

Dermer: Não, eu não sei. Mas eu sei, sim, quem é o responsável por isso. E é o Hamas. Porque eles estão usando escolas como depósitos de armas. E eu acho que seria um desserviço aos seus telespectadores que um repórter na Faixa de Gaza não mencionasse que, na última semana, tivemos duas escolas diferentes da UNRWA, onde tivemos realmente foguetes encontrados nessas escolas e entregues ao Hamas. Eu também penso que é um desserviço -

Burnett (interrompendo): Essas são duas escolas diferentes da ONU, você está dizendo?

Dermer: Correto. Essa é uma informação publicamente disponível. É uma espécie de fato importante para seu repórter mencionar. E, somando-se a isso, ele poderia ter mencionado a declaração feita não pelo embaixador de Israel, não pelo porta-voz da IDF [da sigla em inglês para Forças de Defesa de Israel], mas pelo secretário-geral da ONU… ontem!  Eu quero ler pra você o que ele disse ontem. Não no ano passado: ontem! Ele disse isso:

O secretário-geral está alarmado de saber que os mísseis foram colocados em uma escola da UNRWA* em Gaza e que, posteriormente, estes desapareceram. Ele expressa sua indignação e pesar pela colocação de armas em uma escola administrada pela ONU. Ao fazer isso…

Agora ouça, Erin, exatamente o que ele diz:

Burnett: Uhum.

Dermer: Ao fazer isso, os responsáveis ​​estão transformando as escolas em potenciais alvos militares, e pondo em perigo as vidas de crianças inocentes, funcionários da ONU que trabalham em tais instalações, e qualquer um que usa as escolas da ONU como abrigo. [Dermer interrompe a leitura aqui, mas traduzo o resto da nota oficial:] O secretário-geral observa que isto é inconsistente com a Resolução 1860 (de 2009) do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que apela para a prevenção do contrabando de armas. Ele exige que os grupos militantes responsáveis ​​parem com essas ações e sejam responsabilizados por colocar em perigo a vida de civis desta maneira.

O secretário-geral pediu uma revisão completa de tais incidentes e de como a ONU reage em tais casos. As Nações Unidas estão tomando medidas combinadas para aumentar a sua vigilância na prevenção de tais episódios para que eles não voltem a acontecer. Para este fim, o secretário-geral das Nações Unidas determinou que o Departamento de Proteção e Segurança (DSS) e do Serviço de Ação contra Minas da ONU (UNMAS) desenvolvam de imediato e implementem um plano de segurança eficaz para a manipulação segura de quaisquer armas descobertas nas instalações da ONU. Além disso, ele orientou o UNMAS a organizar e preparar imediatamente o pessoal com experiência para lidar com esta situação.

O secretário-geral convida todos aqueles que têm alguma influência sobre os grupos militantes para enviar uma mensagem inequívoca de que isto é inaceitável.

Por fim, o secretário-geral expressa seu total apoio ao enorme trabalho do pessoal da UNRWA, que continua a operar sob circunstâncias profundamente desafiadoras.

Isto foi ontem! Você não acha que é relevante informar na CNN que o secretário-geral das Nações Unidas advertiu ontem contra o uso de escolas e abrigos da ONU para depósitos de mísseis do Hamas?

Burnett: Embaixador, isto é relevante. E deixe-me perguntar a você isto, por conta do que você disse -

Dermer (interrompendo): Erin, eu estive escutando por duas horas os relatos da CNN. Já vi telas divididas, fotos horríveis, fotos horríveis com as quais qualquer ser humano decente ficaria horrorizado. Eu não ouvi uma única pessoa dizer o que eu disse a você agora, e eu acho que isso é um desserviço aos seus telespectadores: não dar a eles o contexto de que necessitam para fazer esses julgamentos. Hamas está colocando pilhas de mísseis nas escolas, nos hospitais, nas mesquitas, e tem de haver indignação do mundo em relação ao Hamas, para acabar com isso.

Burnett: Mas aqui está a minha pergunta. Também tem isso, que é – e esta é a última informação que nós temos – que é… Vocês fizeram isso: Israel avisou à ONU três dias atrás; vocês disseram que evacuassem a escola, exatamente por causa do que você acabou de dizer - 

Dermer: Correto.

Burnett: Mas aqui está a minha pergunta. A razão pela qual nós estamos mostrando essas fotos [é] porque estas são crianças mortas. Será que Israel teve tempo para confirmar que as crianças estavam fora da escola antes de disparar – mandar alguém para olhar – ou você acha que está tudo bem se você emitiu o aviso e, em seguida, simplesmente foi em frente e disparou, e, se houver crianças lá, é problema delas?

Dermer: Bem, acho que você não tem nenhuma base para fazer a afirmação que você acabou de fazer. É claro que não iríamos disparar diretamente. Mas eu não sei o que aconteceu naquela escola. O que eu entendo é que demos às pessoas dias para sair da área. Isto é no norte da Faixa de Gaza. Há uma boa chance de que tenha sido um foguete do Hamas a atingi-la. Eu não sei se um combatente do Hamas disparou diretamente daquela escola contra as nossas forças armadas que estão operando lá e então nós reagimos a esses disparos. Eu não sei os fatos. Eu sei, sim, que essas crianças [morreram e se feriram]… Não me entenda mal. Não estou culpando a mídia por mostrar as imagens. Eu estou culpando a mídia é por não ligar os pontos. Os pontos indicam a responsabilidade do Hamas por usar escolas como depósitos de armas e esconderijos para o Hamas. É inaceitável! E a indignação do mundo tem de se voltar contra o Hamas. Este é o secretário-geral da ONU falando ontem! Ontem, avisando que isto poderia acontecer.

* Assista ao vídeo legendado com 7 fatos sobre a Operação Margem de Proteção (original aqui):

** UNRWA é a sigla em inglês para a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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Veja também meus artigos sobre o conflito no Oriente Médio:
⎯ O bate-boca de Jandira Feghali com Jair Bolsonaro e o conflito Israel-Hamas – Vamos desenhar para a deputada?
⎯ Como resolver o conflito Israel-Hamas com algodão-doce
⎯ Mark Levin detona Jon Stewart sobre conflito Israel-Hamas. Veja a tradução completa do vídeo
⎯ Desproporcional não é só o 7 a 1

25/07/2014

às 16:47 \ Cultura

Desproporcional não é só o 7 a 1

RTEmagicC_Israel7a1_01.jpgDesproporcional é o 7 a 1, como bem disse ao Jornal Nacional o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, ironizando as críticas feitas pelo governo brasileiro do PT em relação ao uso “desproporcional” da força israelense na Faixa de Gaza. Mas desproporcional não é só o 7 a 1.

São também:

⎯ o 7% de inflação a 1% de crescimento na economia;

⎯ os 60 mil homicídios por ano, com mais de 90% deles impunes;

⎯ o aumento da taxa de homicídios nos estados governados pelo PT, como comprova o mapa da violência;

⎯ o assassinato de Celso Daniel e de 7(!) testemunhas do caso;

⎯ a compra do Congresso através do esquema do mensalão;

⎯ o abrigo e a proteção política a organizações terroristas e a quadrilhas de narcotraficantes e sequestradores através do Foro de São Paulo, criado por Lula e Fidel Castro e ocultado pela imprensa esquerdista por quase 20 anos;

⎯ o apoio do governo às ditaduras socialistas de Cuba (onde os que tentam fugir são até fuzilados) e da Venezuela (onde as milícias patrocinadas pelo governo matam manifestantes que exigem democracia), além da afinidade com o Irã de Ahmadinejad (onde homossexuais são enforcados em praça pública);

⎯ o financiamento da construção do Porto de Mariel, em Cuba, de onde saíam armas para abastecer a ditadura comunista da Coreia do Norte;

⎯ o decreto 8.243, que disciplina a participação no governo federal brasileiro dos “movimentos sociais” controlados e financiados pelo partido, subordinando o povo e a gestão pública a uma falsa “sociedade civil” constituída pela companheirada petista;

mst6⎯ O convite da presidente Dilma aos líderes do MST para um encontro em Brasília depois da tentativa de invasão do STF que deixou trinta policiais feridos, sendo que, no dia seguinte, num ato político do movimento, estiveram presentes representantes do PT, do PSB, do PSOL e do próprio governo federal.

⎯ o uso de 52 quartos de hotel de luxo em Roma pela comitiva de Dilma com o dinheiro do povo, sendo cerca de R$ 7,7 mil o preço da suíte presidencial;

⎯ a censura à apresentadora do SBT Rachel Sheherazade por emitir a sua opinião, depois distorcida e amplificada pela militância do partido e dos testas-de-ferro do PSOL e PCdoB;

- a lista negra do PT contra os jornalistas e até humoristas que se opõem ao seu governo, incentivando o ódio contra os supostos inimigos da pátria, enquanto o partido finge apreço pela liberdade de imprensa e de expressão.

⎯ o “limpador de estrume de elefante no Zoológico de São Paulo” Lulinha ficar multimilionário quando papai estava no poder;

⎯ a amiga íntima do ex-presidente petista, Rosemary Noronha, gozar do avião presidencial;

⎯ o volume de recursos federais da União pagos à construtora Delta do príncipe do PAC Fernando Cavendish crescer cerca de 1.400%, como noticiado em 2012;

⎯ a declaração de ódio, aplaudida por Lula, da “filósofa” petista Marilena Chauí à classe média brasileira;

⎯ o ódio à “elite branca” manifestado pelos petistas após o episódio do Itaquerão na Copa do Mundo, em mais uma das inúmeras tentativas de dividir a sociedade entre “nós e eles”;

⎯ o proselitismo ideológico e a incompetência de órgãos governamentais aparelhados pelo petismo como o IPEA, cujas pesquisas embusteiras sobre a violência sexual contra a mulher e os crimes contra negros igualmente buscaram dividir a sociedade através de conclusões dissociadas da coleta de dados, ela mesmo nebulosa;

⎯ o PT ter indicado 13(!) ministros do Supremo Tribunal Federal, número só comparável às 15 indicações ⎯ cada ⎯ feitas por Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto no início da República;

⎯ A campanha sórdida da militância real e virtual petista ⎯ com destaque para a monstruosidade de Emir Sader ⎯ contra Joaquim Barbosa, que obriga o ministro a se precaver para não virar outro Celso Daniel;

⎯ os prováveis 11 minutos de propaganda eleitoral de Dilma, sempre carregada de engodos, contra apenas 4 de Aécio na campanha para a presidência;

⎯ a presidente Dilma acusar Aécio de “oportunismo do mais deslavado nível” por querer fazer o que os petistas fizeram no governo Lula: remodelar programas existentes – no caso do PT, o Bolsa-Família, em cujo lançamento o próprio Lula admitira ter sido criação tucana: “Vou lembrar aqui o governador Marconi Perillo [do PSDB]… foi o companheiro que, na primeira reunião que tivemos de governador, SUGERIU A IDEIA DA UNIFICAÇÃO DAS POLÍTICAS SOCIAIS DESSE PAÍS”;

⎯ o rótulo de “pessimista” atribuído à imprensa pelo PT, com a ingratidão de quem se vinga do favor recebido, por ela ter exercido o seu dever de cobrar que as obras atrasadas para a Copa do Mundo ficassem em dia;

⎯ os xingamentos de José de Abreu, o ator global, militante petista do tipo que vai morar em Paris em vez de Cuba e forte candidato a “Puxa-saco do ano de José Dirceu”, contra a deputada e cadeirante Mara Gabrilli (PSDB-SP), chamada de “safada sem vergonha” e “venal” por conta de seu relato sobre as mordomias do mensaleiro após visita ao presídio;

⎯ o exército, sustentado com dinheiro público, de blogs sujos e de MAVs, os militantes da Mobilização em Ambientes Virtuais do PT, treinados até em “camping digital”, que entram todos os dias em nossos blogs e perfis pessoais – como farão neste mesmo post – nos xingando, distorcendo o que está escrito e depois dizendo que não aceitamos críticas, como se tivessem feito alguma, e que julgamos MAVs qualquer um que “discorde” de nós, como se aquilo ⎯ ou qualquer “HAHAHA” e “KKKKKK” ⎯ fosse uma “discordância”.

…e por aí vai, entre aloprados, erenices, reuniões com PCC (Luiz Moura), Black Blocs (Gilberto Carvalho) e tutti quanti.

O partido que liderava o “Movimento pela Ética na Política” sepultou de vez a ética em seus três mandatos; e se, neste terceiro, o governo de uma presidente que afirmava “Não interferimos na vida dos outros países” interfere vergonhosamente na vida de Israel, eis aí mais uma prova de que desproporcional não é só o 7 a 1.

Desproporcional, desigual, díspar é tudo que o PT faz em relação ao que o próprio PT fala. Com esta gente cínica no poder, o Brasil sempre perderá de goleada.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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Veja também meus artigos sobre o conflito no Oriente Médio:
⎯ O bate-boca de Jandira Feghali com Jair Bolsonaro e o conflito Israel-Hamas – Vamos desenhar para a deputada?
⎯ Como resolver o conflito Israel-Hamas com algodão-doce
Mark Levin detona Jon Stewart sobre conflito Israel-Hamas. Veja a tradução completa do vídeo

24/07/2014

às 15:11 \ Cultura

Mark Levin detona Jon Stewart sobre conflito Israel-Hamas. Veja a tradução completa do vídeo

O radialista americano Mark Levin esteve no programa de Sean Hannity na Fox News na noite de terça-feira, onde detonou a “desinformação” e a “propaganda em forma de piadas” do apresentador e comediante – que ele chamou de “palhaço” – Jon Stewart sobre o conflito Israel-Hamas e, também, a fraqueza do presidente Barack Obama. Assista ao vídeo, que traduzo abaixo (sempre na pressa do dia), acrescentando tuítes de Ann Coulter e Ben Shapiro.

Meus artigos recentes sobre o assunto estão aqui e aqui. Volto no fim deste post.

SEAN HANNITY: Meu próximo convidado, Mark Levin, “o grande”, fez um discurso épico na semana passada sobre a crítica de Jon Stewart aos ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza. E ontem à noite, Stewart, bem, meio que finalmente teve a coragem de responder. Só não teve ainda a coragem de mencionar “o grande” pelo nome. Dê uma olhada.

Clipe de “The Daily Show”:

JON STEWART: Vamos começar esta noite no Oriente Médio, onde Israel…

HOMEM: O quê? Israel não pode se defender?

MULHER: Ah, sim! Se o México bombardear o Texas, vamos exercer a moderação?

HOMEM: Que outros países são mantidos com o mesmo padrão de Israel!?

HOMEM: Quatro mil anos! Quatro mil anos!

Judeu auto-odiento!

(Risos)

STEWART: Isso foi estranho.

De volta ao programa “Hannity”:

HANNITY: Aqui, com a reação, o próprio homem, “o grande”, Mark Levin, apresentador de rádio nacionalmente retransmitido.

Você sabe, olha, eu entendo que ele é um comediante, mas há uma parte… Você realmente partiu duro pra cima dele. Muito poucas pessoas na mídia, Mark, estão dispostas a fazer isso. Por quê?

MARK LEVIN: Primeiro de tudo, aquilo pareceu a MSNBC por um momento.

(Risos)

LEVIN: Eu vou te dizer por quê. Porque ele é tido como um cara muito inteligente, ele é tido como um comediante brilhante. Ele não é um cara inteligente. Ele tem 10 escritores. Ele é um palhaço.

HANNITY: Dez? Ele tem 30!

LEVIN: E esse segmento específico – eu não vejo seu programa, mas eu assisti a isso – bem, eu assisti a este segmento na internet, e a desinformação e a propaganda que ele estava colocando no ar em forma de piadas era ultrajante! E eu só diria ao sr. Stewart que realmente não é preciso muita coragem para criticar Israel e detonar Israel. Isto é feito o tempo todo. É feito pelos, entre aspas, “vizinhos” de Israel. Isto é feito na Europa agora, onde lojas de judeus e outras coisas estão sendo incendiadas e há tumultos por lá. É feito em Boston e Nova York, onde a polícia teve de sair e proteger comícios pró-Israel e assim por diante. Então você não é realmente um cara durão. Você não está realmente inovando.

E o fato, sr. Stewart, é que se o Hamas tivesse o armamento que Israel tem, armas nucleares e outras armas, Israel deixaria de existir. E se Israel quisesse varrer do mapa comunidades inteiras em Gaza, ou toda a Faixa de Gaza, poderia fazê-lo em cerca de 30 minutos. E isso não acontece.

Este é o único país que eu conheço onde chovem milhares de mísseis, mísseis vindos do Irã através do Hezbollah para o Hamas; um país que concorda com um cessar-fogo que foi negociado pelo Egito e pela Liga Árabe, e ainda tem de tolerar esses ataques. E mesmo hoje, Sean, um míssil caiu muito perto do aeroporto Ben-Gurion. Eles fecharam o aeroporto agora para o tráfego internacional. Os Estados Unidos fizeram isso. Então, agora Israel está isolado neste sentido.

Você pode imaginar? A Faixa de Gaza é relativamente distante do aeroporto de Ben-Gurion. A Cisjordânia está muito próxima. Então, o que isso demonstra é que Israel nunca deve se desmilitarizar ou desistir da Cisjordânia, porque vai acabar perdendo todo o controle sobre a sua segurança!

Então eu… eu pensei que Jon Stewart… eu não acho que ele é engraçado. Eu não acho que ele é inteligente. Como ele pode ser, com dez, trinta roteiristas? Mas eu achei este segmento específico realmente podre.

HANNITY: Deixe-me [falar uma coisa]… Há um lado sério de tudo isso, que é que eu acho que está faltando ao mundo alguma clareza moral aqui. E com isso quero dizer – você está certo, o antissemitismo na Europa, o antissemitismo é agora – você sabe, nós estamos vendo sinais disso aqui nos EUA, em Nova York, Boston. Vimos sinais no Canadá hoje mais cedo.

E, no entanto, John Kerry e outros estão esperando que Israel… Quando você tem 1.600 foguetes disparados em cidades israelenses, o que eles esperam que eles façam? Quero dizer, e se um foguete for disparado em um município ou uma cidade ou um estado aqui nos EUA? Eu sei o que eu esperararia que o nosso presidente fizesse: eliminar o responsável. Eu não entendo por que eles são… isso não é uma questão moralmente clara para todos.

LEVIN: Bem, está moralmente claro. É por isso que aqueles que agora fingem que há uma equivalência moral ou relativismo moral são absolutamente tolos. E é para eles serem ignorados ou se envergonharem.

O fato é que Israel não está em guerra com o Egito porque o Egito não está disparando mísseis contra Israel. Não está em guerra com a Jordânia. A Jordânia não está disparando mísseis contra Israel. Não é uma guerra com a Arábia Saudita. A Arábia Saudita não está disparando mísseis contra Israel!

Israel esperou e esperou e esperou, míssil após míssil após míssil, e mesmo depois deste cessar-fogo, concordou com ele e, em seguida, alertou o Hamas: se continuar isso, você pode ver que estamos elevando nossas tropas terrestres. Este é o único país que eu saiba ao qual não é permitido ganhar!

Se eles não acabarem com o Hamas e com as bases de mísseis do Hamas, isto nunca vai acabar! E eu gostaria de educar Jon Stewart e o seu público de estúdio que lhe dá chancela com aplausos para que eles saibam que o Hamas é uma ramificação da Irmandade Muçulmana. O Hamas também era parte da OLP [Organização para a Libertação da Palestina]. A história da OLP remonta ao mufti, ao Terceiro Reich, a solução final. Vá estudar, moleque da Ivy League! Tentar descobrir exatamente o que está acontecendo antes de contar suas piadas estúpidas!

HANNITY: Bem, o Hamas também tem uma escritura, e nessa escritura, convida à destruição de Israel.

Deixe-me girar aqui e perguntar a você sobre o presidente. Ele está angariando fundos. Ele está jogando golfe. Suas férias grandes estão planejadas com 180 rodadas de golfe. Enquanto isso, você sabe, John Kerry está pressionando Israel para não se defender. O presidente fala a respeito da boca pra fora. E então, no que concerne a Rússia e Ucrânia, parece que o presidente não está disposto a realmente tomar uma posição forte, mesmo sabendo que esses mísseis Buk vieram da Rússia. Aqueles técnicos também vieram da Rússia que dispararam contra aquele avião comercial.

LEVIN: Olha, todo mundo sabe, principalmente os nossos inimigos e aliados no exterior, o quão fraco é este presidente. Este presidente não consegue concentrar-se em suas responsabilidades. Ele acha que fazendo um discurso está realmente fazendo alguma coisa. Ele pensa que umas tantas punições aqui e ali de algumas empresas ou algo parecido vão fazer alguma coisa, enquanto ele está esvaziando o poder militar dos Estados Unidos, enquanto o sul da nossa fronteira está aberto para amigos e inimigos.

Este homem é uma desgraça, um sem-vergonha. Ele vai ser sair de férias para Martha’s Vineyard [uma ilha para veraneio na costa nordeste dos EUA, ao sul de Cape Cod, no estado de Massachusetts, no Condado de Dukes], para onde, a meu ver, eles não estão enviando os estrangeiros ilegais.

Claro, Putin vai tirar vantagem de Obama. Ele vê Obama como fraco. Ele o vê como uma espécie de Neville Chamberlain. E eu também!

Por outro lado, Putin é um fascista. Ele é um velho brutamontes da KGB. Ele está interessado em expandir o poder da Rússia, e ele está fazendo isso. E ele não está sozinho. Nossos inimigos no Oriente Médio – você vê o califado se formando lá. Você vê a China vermelha assumindo mais e mais o controle sobre o Mar do Sul, onde as Filipinas, o Japão e até o Vietnã estão nos pedindo ajuda.

Quando os nossos inimigos veem fraqueza, eles se movem. Quando nossos aliados veem fraqueza, eles temem o que está acontecendo no mundo. Estes são tempo muito, muito difíceis, com um presidente incompetente, desfocado e movido por ideologia.

HANNITY: Tudo certo, Mark Levin, “o grande”, nacionalmente retransmitido, obrigado por estar conosco. Agradeço.

*******

Ann Coulter detona Obama sobre avião abatido por Putin

Obama diz que Putin está impedindo as investigações. Quando se trata de impedir investigações, o presidente Obama sabe do que está falando.

Shapiro traduz Obama sobre avião abatido eu acho

Resumindo Obama: Cara, eu estou tão furioso, eu estou tão furiosamente fora do controle, eu estou tão, tão, tão furioso que eu vou… Ok, pessoal, cuido de vocês depois.

Shapiro sobre governo Obama amar ou odiar judeus

Diga-me de novo que esta administração que assina cheques para o Hamas e diz a Israel que pare de atirar neles ama judeus.

Shapiro sobre mídia e Israel

A mídia não está se voltando contra Israel. Ela nunca esteve do lado de Israel. Ela disfarçou para estabelecer credibilidade antes de se “voltar”.

A propósito:

Captura de Tela 2014-07-24 às 15.33.09

* Artigo citado: O mínimo para você não ser medíocre

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Veja também meus artigos recentes:
- O bate-boca de Jandira Feghali com Jair Bolsonaro e o conflito Israel-Hamas – Vamos desenhar para a deputada?
Como resolver o conflito Israel-Hamas com algodão-doce.

24/07/2014

às 10:14 \ Cultura

Como resolver o conflito Israel-Hamas com algodão-doce

Desculpem a demora. Fui resolver o conflito Israel-Hamas.

Não dava para esperar a paz através do reconhecimento do Estado de Israel pelos terroristas. Em 2011, o líder Khaled Meshaal já havia prometido que “nunca reconheceremos a legitimidade da ocupação de nossa terra”. Não dava, tampouco, para explicar dia após dia que a morte de civis israelenses e palestinos é desejada pelo Hamas, esclarecendo que a dos primeiros é seu próprio objetivo; e a dos segundos – que eles usam como escudos humanos para si próprios e para seus mísseis, providencialmente escondidos em escolas, hospitais e mesquitas – permite que eles culpem os judeus, com a colaboração da imprensa mundial e suas manchetes sonsas com os números de mortos de cada lado, induzindo o público a debitá-los do lado oposto.

Cansei. Se o maior problema para os jornalistas é a morte de criancinhas palestinas nas reações do exército de Israel aos (2.000) mísseis (só nas duas últimas semanas) disparados pelo Hamas contra as cidades israelenses, a questão é uma só: ainda não há tecnologia bélica suficientemente avançada para prender ou exterminar os terroristas e tomar ou destruir seus armamentos sem causar eventualmente as mortes civis em que eles investem. Eu não gosto de ver criancinhas mortas. Israel não gosta de ver criancinhas mortas. Mas o Hamas gosta e a imprensa lhe é cúmplice. Como resolver isso, se os jornalistas não querem aprender a fazer manchetes sobre o número de mortos palestinos sem reforçar a propaganda do terror?

SeuCreyssonPor um momento, encontrei a solução. Projetei a primeira MT-MAD, a máquina de transformar mísseis em algodão-doce. Isso mesmo: os problemas de Israel estavam com os dias contados. Com a MT-MAD, bastaria ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu apertar um botão de seu gabinete que os mísseis escondidos nas escolas palestinas transformar-se-iam rapidamente em algodão-doce prontinho para consumo da criançada no recreio. Cessar-fogo para quê? Os civis palestinos desejariam diariamente esse bombardeio açucarado, para o qual haveria até fila de espera nos corredores. A MT-MAD seria usada igualmente para derrubar os mísseis disparados contra Israel, provocando assim uma deliciosa neve de algodão-doce. O Oriente Médio seria uma linda festa junina; e eu estava mesmo muito feliz e orgulhoso da minha invenção, até que me dei conta do resultado prático: a obesidade infantil. O Hamas, a imprensa mundial e o governo Dilma jamais perdoariam os judeus por engordar as crianças palestinas.

Tive de mudar meu projeto. Em termos de tecnologia, seria até mais fácil transformar mísseis em cerveja, por exemplo, mas aí todos implicariam com o álcool servido para as crianças – e eu não desejo exportar a blitz da Lei Seca para ninguém. Ademais, cerveja tem glúten, um inimigo decerto mais perigoso para a imprensa mundial do que qualquer antissemita ao lado de um hospital disparando mísseis contra a “judeuzada”. Descartei então a hipótese de alimentos e bebidas, já que todos fazem mal se alguém disser que faz. Pensei em algo caro aos jornalistas de esquerda, mas o problema de transformar os mísseis em livros do Che Guevara é que as criancinhas teriam mais uma fonte de ódio ao inimigo apontado pelos pais. Finalmente tive um insight: camisinhas! Não tinha como a imprensa não gostar. Os mísseis virariam um baú com camisinhas de vários tamanhos, para que ninguém pudesse falar em reação desproporcional. As crianças palestinas teriam basicamente a mesma educação sexual das brasileiras, com forte incentivo ao sexo casual – e, se os casos de Aids aumentassem por lá, como aqui, bem… Aí a culpa da Aids no mundo inteiro seria dos judeus e meu projeto, um fracasso.

É, não tem jeito. A paz no Oriente Médio depende do reconhecimento do Estado de Israel ou do avanço tecnológico que lhe permita destruir o Hamas e seus armamentos, sem deixar mais vítimas civis – nem coisa alguma em seu lugar: de preferência, nem mesmo estilhaços para não sujar a rua. Enquanto isso, o jeito é cuidar de um projeto bem menos ambicioso: o de transformar os engodos da esquerda dominante na imprensa em algodão-doce para os meus leitores.

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Veja também aqui no blog: O bate-boca de Jandira Feghali com Jair Bolsonaro e o conflito Israel-Hamas – Vamos desenhar para a deputada?

22/07/2014

às 14:47 \ Cultura

Esposa de Paulo Coelho “não concorda” comigo sobre Zuenir Ventura na ABL? Obrigado! Está tudo em seu lugar

Se xingamento de MAV (militante da Mobilização em Ambientes Virtuais do PT), pra mim, é tributo, o que seria esta “discordância” vinda da esposa do imortal – acredite – Paulo Coelho?

Veja só que fofinho o comentário da artista plástica em defesa de Zuenir, no Facebook de uma leitora que compartilhou meu artigo

Captura de Tela 2014-07-22 às 13.35.23

No Brasil, dizer que alguém é “excelente”, “maravilhoso”, “do bem” é tido até como “argumento”, “contraposição de ideias”, “refutação” talvez. Eu expus os métodos – conscientes ou inconscientes – do colunista militante do Globo para ludibriar seus leitores, sua linguagem elíptica e hiperbólica, sua dificuldade de expressão, sua incapacidade de análise, sua característica confessa de “profeta (nem sempre certo) do passado”, mas sabe como é: se não dá para defendê-lo de seus erros, proselitismos e limitações, melhor dizer “não concordo”, ele é um cara legal, “isso é injusto!”, poxa vida… Este espírito de patota já resultou em equívocos irreparáveis para a Academia Brasileira de Letras. Espero que, dessa vez, os acadêmicos não deem uma de Christina Oiticica. Chega de magos na ABL. Chega de chapa-branca imortal.

Recordar é viver:

Paulo Coelho

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21/07/2014

às 23:26 \ Cultura

O lado “reaça” de Ubaldo: “Então, Lula não é elite? De que mais se precisa para ser elite?” Autor também condenava desarmamento, Lei da Palmada, cotas e outras vigarices

No dia que o escritor João Ubaldo Ribeiro morreu, o Jornal Nacional informou: “A última crônica já está no site do jornal e traz a irreverência de sempre para falar do cotidiano.” Dito assim, parecia se tratar de mais um texto sobre caminhadas no Leblon, conversas de bar e outros temas leves do dia a dia presentes durante anos em sua coluna dominical no Globo.

Não sei se o repórter se limitou a ler o título – “O correto uso do papel higiênico” – e imaginou, sei lá, um manual de toalete, ou se o Jornal Nacional é que não quis revelar o verdadeiro conteúdo: uma crítica ao Estado Babá; ao paternalismo estatal; a “todas as medidas que agora vivem tomando, para nos proteger dos muitos perigos que nos rondam, inclusive nossos próprios hábitos e preferências pessoais”; ao “espírito desmiolado, arrogante, pretensioso, inconsequente, desrespeitoso, irresponsável e ignorante com que esse tipo de coisa vem prosperando entre nós, com gente estabelecendo regras para o que nos permitem ver nos balcões das farmácias, policiando o que dizemos em voz alta ou publicamos e podendo punir até uma risada que alguém considere hostil ou desrespeitosa para com alguma categoria social”. O imortal começava imaginando a tragicomédia de uma legislação sobre o papel higiênico para depois ironizar a Lei da Palmada e os planos de “proibir que os fabricantes de gulodices para crianças ofereçam brinquedinhos de brinde”.

Ubaldo podia dizer essas coisas sem ser tachado (com “ch”, sim, senhor) como troglodita de direita, fascista, nazista e demais epítetos atribuídos a ‘nozes’, porque, para além de certa imunidade que sua obra literária lhe garante, ele era um cronista político eventual que, mantendo a leveza habitual de seus escritos, geralmente se limitava a ironizar medidas, chavões, bobagens repetidas por aí, sem atribuí-las a determinada corrente político-ideológica nem desmascarar as pessoas responsáveis por elas, ainda que tenha criticado tanto FHC quanto Lula em seus governos, o que, neste último caso, rendeu-lhe a acusação básica de estar a serviço do PSDB.

Quando VEJA o entrevistou em 2005, ele explicou como reagia a isso:

Eu sou uma pessoa totalmente destituída de rabo preso. Nunca roubei ninguém, não tenho antecedentes criminais, nunca fui dedo-duro, é difícil desencavar em meu passado algo mais grave do que ter enganado uma namorada, e assim mesmo muito eventualmente. Quando eu falo mal do governo, recebo cartas iradas dizendo: “Mas o que o PSDB faria neste caso?”. Como se tudo o que eu escrevi contra o PSDB não valesse nada. No Brasil, sempre se acredita que a imprensa vive no bolso de alguém. Eu convivi com Roberto Marinho episodicamente por causa de nossa condição de integrantes da Academia Brasileira de Letras. Por ter comparecido a três ou quatro jantares na casa do dono da Globo, fui acusado de conspirar com ele. Você imagina que Roberto Marinho iria chamar um colunista de jornal para que ambos, juntos, manobrassem os cordões que gerem esta República? As pessoas têm essa convicção porque estão acostumadas ao ambiente de corrupção que reina no Brasil.  

De nove anos atrás para cá, Ubaldo pode até ter incomodado o PT mais um pouco, mas, com o aumento de uma oposição intelectual mais incisiva, já estava muito longe de constar na lista negra do partido e, para a esquerda em geral, essas críticas ao governo petista reforçaram apenas o elogio póstumo à sua “independência”. Nelson Rodrigues, para citar outro autor de vasta obra ficcional no mínimo tolerado pela esquerda, era um reacionário assumido e, mesmo assim, este seu lado – de reagir a tudo que não presta, como ele dizia – até hoje é um tanto desconhecido do grande público. João Ubaldo não era Nelson, mas convém não deixar morrer tampouco, sob a imagem do cordial escritor de livros que falava com irreverência do cotidiano nos jornais de domingo, o seu lado “reaça”, o qual nada mais é que a sua visão intelectual independente sobre a realidade das coisas por trás das mentiras oficiais de cada dia.

Seguem alguns trechos memoráveis de seus artigos. Os subtítulos são meus.

Lula é de elite:

Outra palavra que já merece uma pesquisa semântica é “elite”. Lula também faz embaixadinhas com ela a torto e a direito e é preciso estar atento. Assim mesmo, é difícil entendê-la, a começar pela circunstância de que, desde a época em que foi chamado como promissor talento para a temporada universitária patrocinada pela AFL-CIO, formadora de quadros sindicais presente, respeitada e temida em todo o mundo, ele é elite. Foi elite dos sindicalistas, é elite do partido que está no poder, exerceu o posto mais alto da elite governante, num país onde o presidente da República é um monarca tratado com subserviência e vassalagem, viaja esplendidamente para palestras e lobbying, come do bom, bebe do melhor, é amigo pessoal e companheiro de lazer de ricos e poderosos, se trata nos mais respeitados hospitais com os mais renomados médicos, não entra em filas, não pega transporte público, não paga aluguel de casa nem prestação de carro, não se aporrinha com providências do cotidiano, não tem preocupação com o futuro, ganha mais do que todos os professores do primeiro grau da rede pública do Maranhão juntos, manda para lá, desmanda para lá e, ainda por cima, é cultuado por grande parte do povo. Então, ele não é elite? De que mais se precisa para ser elite?

[Ver mais - AQUI.]

Contra o desarmamento:

(…) em cidades onde morre mais gente baleada do que em países em guerra, só podemos ser uma espécie de faroeste. Já nos acostumamos e por isso mal notamos. (…)

(…) agora o plano é desarmar os cidadãos, proibindo terminantemente o porte de armas, mesmo que exclusivamente dentro de casa.

(…) Mas o bandido? Ah, este estará de agora em diante perdido, porque o novo dispositivo legal cerceará sua ação criminosa. Verdade que terá certeza de que poderá entrar na casa de qualquer cidadão ordeiro, porque esse cidadão não contará com uma arma para defender-se. Mas o bandido poderá ser facilmente vencido. Basta que se guarde um exemplar da nova lei para mostrar ao assaltante: “Olhe aí, diz aqui que é proibido o porte de armas.” “Ah, desculpe”, dirá o assaltante, pedindo licença para retirar-se e saindo sem bater a porta. “Foi mal, eu não tinha sido informado.”

João Ubaldo armas

[Ver mais - AQUI.]

Sobre a censura por racismo e a falsa “popularização” dos clássicos:

Não sei se vocês lembram, ou que fim levou, aquela história de censurarem, expurgarem ou proibirem um livro infantil de Monteiro Lobato, por aspectos considerados racistas. De vez em quando, fico um pouco impaciente e pergunto por que não proíbem logo “Os Sertões”, com tanto racismo contido na parte que todo mundo diz que leu, mas não leu, a referente ao homem. (…)

Mas, no caso de Machado, dizem as novidades, não se trata de racismo, trata-se da elaboração, com a chancela e o apoio do Estado, de versões populares, ou acessíveis à maioria, de obras dele. (…)

“Ela [a norma culta da língua] é necessária para preservar e aprimorar a precisão da linguagem científica e filosófica, para refinar a linguagem emocional e descritiva, para conservar a índole da língua, sua identidade e, consequentemente, sua originalidade. Ao contrário do que entendi de certas opiniões que li sobre o assunto, a norma culta não tem nada de elitista, é ou devia ser patrimônio e orgulho comuns a todos. Elitismo é deixá-la ao alcance de poucos, como tem sido nossa política”.

[Ver mais - AQUI.]

O besteirol do descobrimento:

(…) quem fomos invadidos? Todos nós, salvante os mais ou menos 400 mil índios que sobraram por aí, somos descendentes dos invasores, inclusive os negros, que não vieram por livre e espontânea vontade, mas também não viviam aqui na época de Cabral e hoje constituem parte indissolúvel de nossa, digamos assim, identidade. Imagino que haja quem pense que, diante de uma delegação portuguesa, algum diplomata ou general índio tenha argumentado que se tratava da ocupação ilegal de um Estado soberano do Oiapoque ao Chuí e que aquilo não estava certo, cabendo talvez a intervenção das Nações Unidas. (…)

Vamos supor, já jogando no terreno da absoluta impossibilidade, que o chamado mundo civilizado ignorasse a existência destas terras até hoje. Teríamos aqui, não o Brasil, mas uns 4 milhões de nativos de beiço furado e pintados de urucu e jenipapo (nada contra, até porque furamos as orelhas, nos tatuamos e usamos batom, é uma questão de estilo), que não falavam as línguas uns dos outros, matavam-se entre si com alguma regularidade e cuja tecnologia não era propriamente da era informática. Brasil mesmo, nenhum.

Mas está ficando politicamente correto, suspeito eu que por motivos incorretíssimos, abraçar a tese da invasão do Brasil. (…) Como é que se diz “babaquice” em tupi-guarani?

[Ver mais - AQUI.]

Sobre o sistema de cotas e a escravidão:

Eu vejo essa ideia com profunda desconfiança e muito desagrado. Em minha opinião, ela representa um esforço para dividir este país, pela primeira vez, em linhas raciais. Tenho amigos diretores e donos de colégios que estão sendo obrigados a classificar os alunos por raça. Que retrocesso é esse? Já me chamaram e me chamam de vez em quando de negro. Eu me recuso a ser chamado de negro. Não porque tenha vergonha. Eu sou filho de uma família portuguesa pelo lado da mãe, neto de um português pelo lado do pai. A mulher do meu avô paterno era uma mulata acaboclada. O que significa que eu tenho sangue negro. Mas eu me recuso a usar o critério americano que diz que é negro todo mundo que tem uma gota de sangue negro. Ou seja, se o sujeito é filho de um zulu com uma sueca, por que a metade zulu tem de prevalecer? E aí vem o governo com essa bobagem de que não se pode usar a palavra “mulato” porque vem de mula. Vou dizer algo politicamente incorreto: Lula é mulato. Se bem me lembro, o cabelo dele era crespo, encarapinhado, no tempo em que era líder metalúrgico. Já hoje, presidente da República, ele tem cabelos sedosos.

(…) Eu acho muito complicado classificar as pessoas por raças no Brasil. (…) Essa ideia das cotas embute, no fundo, uma visão equivocada: aquela que enxerga a questão da escravidão como um problema de origem racial.

(…) Não existe nada mais falso do que isso. Ao longo da história, os escravos sempre foram os vencidos, e não necessariamente os negros. Na maior parte das civilizações, os escravos eram brancos. Os hebreus foram escravos dos egípcios, por exemplo. Não foram os portugueses que escravizaram os africanos. Eles trouxeram nos navios negreiros pessoas que já haviam sido escravizadas em sua nação de origem. Eram negros escravizando negros. As nações da África do início do ciclo das grandes navegações nunca tinham ouvido falar na existência dos brancos. Acreditavam que a humanidade era negra. Achavam-se, assim, tão diferentes dos vizinhos que falavam outra língua, cultuavam outros deuses e comiam outra comida quanto um inglês se acha diferente de um francês, de um alemão ou de um napolitano. A suposta irmandade entre os negros passou a existir quando eles foram unificados na categoria de escravos.

[Ver mais - AQUI.]

* João Ubaldo foi também um dos signatários da “Carta dos 113 cidadãos antirracistas contra as cotas raciais”, entregue ao STF em 2008.

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Minha homenagem aos MAVs do PT e companhia iletrada:

Montagem Ubaldo crop

Ubaldo e eu:Captura de Tela 2014-07-21 às 19.23.15

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