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Enquanto o mundo se mobiliza contra o terror islâmico, jornalistas estatizados pelo governo lulopetista envergonham o Brasil com a reedição do espetáculo do cinismo

O tom burocrático da nota divulgada pela presidente Dilma Rousseff escancara a inexistência de indignação real. Decididamente, o governo brasileiro não enxerga ─ ou não quer enxergar, o que dá no mesmo ─ as reais dimensões da carnificina que dizimou a redação do semanário Charlie Hebdo. Foi uma das mais chocantes operações terroristas registradas num […]

Georges Wolinski O tom burocrático da nota divulgada pela presidente Dilma Rousseff escancara a inexistência de indignação real. Decididamente, o governo brasileiro não enxerga ─ ou não quer enxergar, o que dá no mesmo ─ as reais dimensões da carnificina que dizimou a redação do semanário Charlie Hebdo. Foi uma das mais chocantes operações terroristas registradas num planeta que ainda convalesce do 11 de Setembro de 2001.

Foi também a mais insolente ação do gênero ocorrida na França desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Foi o mais selvagem ataque à liberdade de expressão desde a invenção da imprensa.  E foi a prova definitiva de que os guerreiros de Maomé decidiram revogar a bala tanto fronteiras geográficas quanto limites impostos por leis e valores que escavaram um portentoso abismo entre a civilização e o primitivismo.

Enquanto a onda de indignação nascida na Paris ensanguentada por fanáticos islâmicos se espalhava pelo mundo, entidades que deveriam defender o jornalismo e a preservação de direitos sem os quais tal profissão é só mais uma fraude voltaram a envergonhar o Brasil que presta com a reedição do espetáculo do cinismo.

Alguns sindicatos optaram pelo silêncio, como se as rajadas de balas fossem uma retomada extemporânea do foguetório que saudou a virada do ano. Outros prolongaram os lamentos pela presença entre os mortos de cartunistas famosos, como Wolinski (foto acima), para forjar desde já o álibi: cobrados, alegarão que só não se assombraram com o atrevimento dos matadores por falta de espaço.

Dois ou três comunicados até ousaram  enxergar um atentado ao direito de expressâo, mas trataram os liberticidas patológicos com a brandura recomendada a companheiros de luta contra o imperialismo ianque. Na visão caolha do governo e dos seus sabujos fantasiados de dirigentes sindicais ou blogueiros progressistas, qualquer país, partido ou bando que se oponha aos Estados Unidos merece o tratamento de amigo de infância.

Foi assim com os aiatolás atômicos, com o doido de pedra Muammar Khadaff, louvado por Lula como “irmão e líder” enquanto arrastava a Líbia de volta ao tempo das cavernas. É assim com genocidas africanos, com tiranetes cucarachas e até com o Estado Islâmico, um viveiro de degoladores que Dilma Rousseff acha possível regenerar com meia dúzia de diálogos amáveis e muito carinho. É natural que seja assim com os psicopatas a serviço do Islã.

No universo dos países democráticos, os jornalistas brasileiros a serviço do lulopetismo são os únicos que lutam pelo extermínio da liberdade de imprensa e pela implantação da censura, escondida sob codinomes bisonhos como “controle social da mídia”, “regulação dos meios de comunicação” ou  “democratização da mídia”. Seja qual for o disfarce, o que esses incapazes capazes de tudo buscam é algum atalho que encurte a distância que os separa do poder perpétuo e absoluto.

Eles sabem que a materialização desse sonho abjeto passa pela eliminação do jornalismo independente. No paraíso imaginado por intolerantes de todos os sotaques, prisioneiros voluntários de velharias ideológicas ou religiosas, não há lugar para quem ama a verdade acima de todas as coisas. Para obter o mesmo resultado que o PT persegue cavalgando a censura com codinome, e aplaudindo a milícia que tentaram invadir o prédio da Editora Abril, os soldados de Maomé usaram armas pesadas.

Tudo somado, a diferença entre a companheirada e os matadores de cartunistas é que os celebrantes de missa negra não aceitam ser recompensados depois da chegada ao paraíso com a posse de uma das 11 mil virgens. Os devotos de Lula preferem receber o pagamento neste mundo e o quanto antes. De preferência, em dinheiro vivo.

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  1. Comentado por:

    henrique

    Caro leitor, as normas para publicação de comentários no blog não aceitam textos escritos somente em maiúsculas. Confira as regras no link http://wp.me/pJJki-3jS5.

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  2. Comentado por:

    Wilson Ribeiro

    É, compadre, não é mole não!

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  3. Comentado por:

    Ronaldo força

    Os professores e jornalistas egressos do mundo árabe teimam em dizer que a maioria dos muçulmanos é de gente pacífica e que, através do alcorão prega a paz e a submissão. Afirmam que Maomé era um homem santo, puro e pregador da paz. Que no mundo existem 1.5 milhões de muçulmanos e que somente uma pequena parte seria de radicais – os xiitas. Ora no mundo existe um décimo de xiitas, portanto seriam 150 milhões de radicais e quem lê a história sabe que Maomé impôs a religião pela espada, além de incentivar a conquista dos impérios vizinhos para ficar com as suas riquezas. Aos que estivessem contra decretou a Jihad com o fim de obrigá-los a conversão ou a morte. Existe uma luta fraticida entre os sunitas e os xiitas onde quer que vivam. O que contradiz que o Islamismo prega a paz. Pelo contrário prega a violência e a guerra ao ocidente. Os grandes líderes conhecidos como o aiatolá Khomeini e o atual Ali Kameney só pregam ou pregaram o ódio e lançaram ordens de matança a quem escrevesse qualquer coisa que os contrariassem. Só vemos nas suas faces a ira e o ódio. Nunca saem de suas tocas a não ser para destilar venenno e desamor ao Ocidente. Nunca se viu um líder religioso muçulmano visitando um país estrangeiro e sendo recebido como o papa Francisco nas Filipinas com cantos e glórias. É realmente uma religião sem risos, cantos e alegria estampadas nas faces do seus seguidores. São imagens raivosas, iradas e sob a égide da espada nos dentes. Que Deus ou Alá os perdoem!

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  4. Comentado por:

    AREOBALDO TERUEL

    ESSA IMPRENSA “PAGA”, AINDA VAI TER DE SAIR CORRENDO DO PAIS.- A CHAPA ESTA ESQWUENTANDO.- TODO LUGAR QUE CONVERSO ME ANIMA.- O PT ESTA EM DECADENCIA.- QUE, SE ESTIVER AINDA NO PODER EM 2018, QUE VENHA O LULA.- NÃO GANHA MESMO.- QUALQUER OPOSITOR AO QUE ESTA AI, GANHA.- “LULA VOLTA ACABOU”, A IMPRENSA MARROM ACABA.-QUANTO A ESSA BABOSEIRA DE RELIGIÃO, ACHO INCRIVEL QUE AINDA EXISTA UM POVO TÃO IGNORANTE QUE ACREDITE NUM DEUS SUPERIOR……SERA QUE NÃO VEEM AS COISAS ACONTECENDO AO SEU REDOR???? E QUE EXISTISSE UMA MERDA COMO MAOME OU DEUS, ISTO NÃO PODERIA ACONTECER??? AGORA É O FIM DA IGNORANCIA ACHAR QUE EU SOU INFIEL, POR NÃO CRER NAS BESTEIRAS DAQUELE POVO ATRAZADO, QUE VIVE NO SECULO VII EM PLENO SECULO 21….É O ATRAZO QUERENDO SE CONFRONTAR COM AS MODERNIDADES,…..MAS PARAECE QUE TEM ALGUNS IMBECIS DA IMPRENSA QUE PREFERE FINGIR QUE ACREDITA EM RELIGIÃO, QUANDO SABEMOS QUE É MENTIRA……

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  5. Comentado por:

    José Coutinho

    Augusto. Na minha opinião, tanto as declarações da Pres. Dilma na ONU, como toda essa omissão, tem um motivo : Medo.
    Medo de ataques terroristas nas Olimpíadas de 2016. Alguém acredita que o Brasil tenha condições de bancar a segurança de um evento desses ? Infelizmente, acho até sensta essa posição, mas não sei se vai adiantar.

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