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United Airlines vai substituir canudos de plásticos nas aeronaves

Latas de alumínio, papel, incluindo jornais e revistas, bem como produtos de plástico a bordo dos aviões já são reciclados pela aérea

Por Redação - Atualizado em 27 set 2018, 17h53 - Publicado em 27 set 2018, 15h38

A companhia aérea United Airlines anunciou nesta quinta-feira (27) que vai trocar os canudos de plástico usados em suas aeronaves por uma alternativa ecológica feita de bambu.

O novo produto começará a ser disponibilizado a partir de novembro. A empresa ainda informou que estuda novas opções sustentáveis para as operações de alimentações a bordo.

Só nos Estados Unidos, 500 milhões de canudos são usados e descartados diariamente. Com uma vida útil de dez minutos — o tempo que se gasta para tomar um refrigerante —, o plástico demora 500 anos para se decompor na natureza.

Segundo a United Airlines, latas de alumínio, papel, incluindo jornais e revistas, bem como produtos de plástico a bordo dos aviões já são reciclados pela companhia.

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Outras empresas também anunciaram ação similar neste ano. Starbucks vai banir os canudos de plástico de suas lojas até 2020. Enquanto isso, o McDonald’s no Brasil deixou de entregar espontaneamente canudinhos em agosto.

O Bob’s também entrou na guerra contra os canudinhos. A rede vai trocar os produtos por uma versão comestível nos milk-shakes. Para outras bebidas, são utilizadas versões recicláveis e biodegradáveis do canudo.

O Grupo AccorHotels, que conta com mais de 4.300 residências, também lançou uma campanha para desestimular o uso do plástico. No ano passado, a empresa consumiu cerca de 54 milhões de canudinhos na América do Sul. Com a ação, a AccorHotels diminuiu o uso do plástico em 20% até junho.

Guerra contra os canudos

A guerra contra o produto começou há três anos, quando o vídeo de uma tartaruga viralizou na internet. O animal tinha um canudinho entalado nas narinas. No Brasil, a produção de canudos plásticos foi de 2.800 toneladas em 2015, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Desde que a produção de canudinhos em larga escala teve início, nos anos 60, estima-se que vaguem por aí, como detritos, 8,3 bilhões de toneladas de objetos feitos de plástico. Além disso, a indústria do poliestireno colabora para o agravamento do aquecimento global e emissão de gás carbônico na atmosfera, polui ecossistemas e ameaça a sobrevivência de animais em risco de extinção, como algumas das espécies de tartarugas marinhas.

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