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Serviços crescem 0,8% em outubro, a maior alta para o mês desde 2012

Quatro das cinco atividades pesquisadas apresentaram crescimento no mês, com destaque para serviços de informação e comunicação, segundo o IBGE

Por da Redação - Atualizado em 12 dez 2019, 10h33 - Publicado em 12 dez 2019, 10h25

O volume de serviços no Brasil cresceu 0,8% em outubro na comparação com setembro, quando a taxa registrou o maior aumento do ano até agora, de 1,5%. Com a segunda alta consecutiva, o setor acumula ganho de 2,2% no período, de acordo com levantamento do IBGE divulgado nesta quinta-feira, 12. Em relação a outubro de 2018, o avanço foi de 2,7%. A alta de outubro foi a maior para o mês desde 2012, quando o setor registrou 0,9%. No acumulado de janeiro a outubro deste ano, o volume de serviços cresceu 0,8%, mesmo resultado para a taxa dos últimos 12 meses.

“O setor de serviços assinala um crescimento acumulado de 3% entre julho e outubro deste ano, revertendo a perda de 1,8% observada no período janeiro-junho de 2019 e avançando 1,2% frente ao patamar de dezembro de 2018. Vale observar que, com a alta registrada neste mês, o setor atinge o patamar mais elevado desde julho de 2016, quando se encontrava 9,2% abaixo do ponto mais alto da série”, afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Na passagem de setembro para outubro, o avanço do volume de serviços foi acompanhado por quatro das cinco atividades pesquisadas, com destaque para o setor de serviços de informação e comunicação (1,8%), impulsionado pelo segmento de tecnologia da informação e pelos audiovisuais. “Destaco também a edição integrada à impressão de livros, que cresceu com a demanda do governo por livros didáticos para atender ao próximo ano letivo”, acrescentou Lobo.

Outro avanço veio do setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,1%), com maior influência das concessionárias de rodovias, correios e transporte rodoviário de cargas. No setor de serviços prestados às famílias (1,5%), o impacto maior foi dos hotéis e restaurantes. Já em serviços profissionais, administrativos e complementares (0,1%), o resultado foi puxado por serviços de engenharia.

Lobo observou que, em contrapartida, o setor de outros serviços (-0,3%) assinalou a única taxa negativa de outubro, eliminando, portanto, parte do avanço de 0,5% observado em setembro. “O recuo foi influenciado pela coleta de lixo e a gestão de redes esgoto.”

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