ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Por que o mercado espera (mais uma) manutenção na Selic

Reunião do Federal Reserve, nos EUA, pode colocar mais pressão sobre os ombros de Campos Neto

Por Pedro Gil Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 Maio 2023, 15h32 | Atualizado em 3 Maio 2023, 02h30
Por que o mercado espera (mais uma) manutenção na Selic Priorize VEJA no Google

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central  se reúne nesta terça e quarta-feira, dias 2 e 3, para definir a taxa básica de juros, a Selic, a vigorar para os próximos 45 dias. A projeção dos economistas do mercado financeiro é de uma nova manutenção da taxa em 13,75% ao ano, o maior patamar em seis anos e meio. Também representa a maior taxa real do mundo. “A questão fiscal ainda é um tema, a tramitação do arcabouço ainda é uma dificuldade”, afirmou a VEJA Bruno Mori, economista e sócio fundador da consultoria Sarfin. “Muita expectativa sobre o comunicado para saber o que que o Banco Central está enxergando para o horizonte de longo prazo”, completou.

Os dados do IPCA-15, a prévia da inflação, mostraram inflação menor em abril, mas com núcleos ainda pressionados e trazendo menos chances do BC iniciar cortes na taxa Selic a curto prazo. O índice subiu 0,57% em abril, depois de avançar 0,69% em março. Já o núcleo de serviços ficou em 0,52%. “O índice cheio está dentro do limite do teto para o ano, mas isso não não garante uma queda já nessa reunião, dado que os núcleos ainda tem dificuldade de cair com mais força”, disse Mori.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira, 2, que o Copom já poderia iniciar o processo de corte dos juros básicos da economia nesta semana. “Dá, né?”, respondeu ao ser questionado por jornalistas se já seria viável baixar a taxa Selic. “Seria uma mudança muito abrupta sair de uma comunicação falando que pode voltar a subir para cortar, mas a apresentação do arcabouço fiscal e número melhores de inflação justificam uma mudança no comunicado”, afirmou Helena Veronese, economista-chefe da B.Side Investimentos.

Na última reunião, o comunicado veio sem uma sinalização sobre o início de queda da Selic e com a repetição da “ameaça” de voltar a aumentar a taxa básica de juros em caso de descontrole da inflação. 

Continua após a publicidade

Outro ponto de atenção do mercado é a próxima reunião do Federal Reserve, o banco central norte-americano, que também está reunido nesta semana. O aumento esperado de 0,25 ponto percentual na quarta-feira colocará a taxa na faixa de 5% a 5,25%, a taxa mais alta em quase 16 anos. “A gente vai começar a olhar para corte de juros uma vez que os EUA parem de subir juros, o que deve acontecer agora”, disse Thiago Calestine, economista e sócio da DOM Investimentos. “A taxa vai ser mantida, mas estamos em um nível muito restritivo. O discurso do Powell pode colocar mais pressão sob Campos Neto para cortar taxas”, completou.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Essencial

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ESQUENTA 10.10

Revista em Casa + Digital Premium

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Premium
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).