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Petrobras sustenta Ibovespa, que volta aos 57 mil pontos

Mudança de discurso do governo, explicitada pelo ministro Edison Lobão, cria expectativa de que haverá reajuste nos preços dos combustíveis

Por Da Redação - 19 jun 2012, 17h31

A Petrobras passou de ‘vilã’ a ‘mocinha’ e fez a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrar a terceira alta seguida nesta terça-feira. Com ganho de 1,78%, o índice da bolsa paulista (Ibovespa) atingiu 57.195,49 pontos. Desde 14 de maio o indicador não ultrapassava a barreira dos 57 mil pontos. O bom humor com as ações da estatal é atribuído à expectativa de que haverá reajuste nos preços dos combustíveis no país.

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O avanço do Ibovespa nesta terça também se deve aos rumores de que, com o fim da reunião do banco central americano (Fed) nesta quarta-feira, pode ser anunciada uma nova injeção de dólares na economia do país. Na máxima, o índice atingiu 57.567 pontos (+2,44%) e, na mínima, 56.210 pontos (+),03%).

Com o ganho do dia, a Bolsa passou a registrar valorização de 0,78% no ano. No mês, o ganho foi ampliado para 4,97%. O giro financeiro ficou em 7,99 bilhões de reais. Segundo operadores, grande parte desse volume é atribuído à volta dos estrangeiros ao mercado brasileiro.

Petrobras – A ação ordinária (ON) da Petrobras subiu 4,82% e a preferencial (PN), 3,97%. O desempenho dos papeis tem relação direta com a mudança de discurso do governo sobre a possibilidade de aumento nos preços dos combustíveis no país.

Mais cedo, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que há preocupação do governo com os efeitos do congelamento dos preços dos combustíveis para o caixa da Petrobras. Na semana anterior, ele havia negado essa hipótese. Nesta sexta-feira, a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, voltou a afirmar a necessidade de que a companhia promova um reajuste.

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Fontes ouvidas pela Agência Estado afirmaram que o plano de negócios da Petrobras recomenda um reajuste de 15% na remuneração que a companhia recebe por seus combustíveis. “Quem vendeu agora está correndo atrás do papel”, disse um operador, referindo-se ao fato de que após o anúncio dos planos da estatal, muitos investidores resolveram se desfazer de suas ações, preocupados com o aumento do investimento em capital fixo (Capex).

As ações da Vale também fizeram bonito nesta terça e encerraram com ganho de 2,41% a ON e 2,58% a PNA. Do lado negativo, o destaque do Ibovespa foram os papéis da BM&F que caíram 2,02%. Segundo profissionais, as ações reagem a possibilidade de a Bolsa ter uma concorrente.

“Hoje o mercado viveu de expectativa. Nada de concreto aconteceu”, disse um experiente profissional, destacando ainda a angústia do mercado por boas notícias. “O mercado está carente, querendo algo de bom para poder ir às compras e puxar esta Bolsa para cima”, disse.

Estados Unidos – No exterior, os investidores esperam que o Fed anuncie, nesta quarta-feira, ao fim da reunião, medidas de estímulo à economia norte-americana. A cada novo indicador negativo, aumentam as esperanças de que isso deve acontecer.

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Nesta terça-feira as atenções estão voltadas para o término do encontro de líderes do G-20. Os participantes querem convencer a Alemanha a aceitar a implementação de medidas para o favorecer o crescimento global. No México, a chanceler Angela Merkel defendeu ações de estímulo, mas ponderou que “crescimento não é apenas dinheiro”. “A tarefa agora é assegurar que os recursos que temos para crescimento sejam usados de maneira eficaz”, disse Merkel.

Em Nova York, o índice Dow Jones fechou com ganho de 0,75%, o S&P 500 subiu 0,98% e o Nasdaq avançou 1,19%.

(com Agência Estado)

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