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Parlamento Europeu limita bonificações

Nova lei prevê que corretores recebam 60% de seus bônus de maneira imediata e pelo menos 40% depois de um período de ao menos três anos

Por Da Redação - 7 jul 2010, 11h03

Pelo menos 50% do total dos bônus deverá ser concedido em ações e o resto em dinheiro

O Parlamento Europeu aprovou nesta quarta-feira uma legislação para limitar a partir do próximo ano as bonificações de corretores da bolsa e banqueiros na Europa, cujos excessivos montantes são questionados desde a explosão da crise financeira mundial.

A legislação prevê que os corretores recebam no futuro 60% de sua remuneração variável (bônus) de maneira imediata, e uma parte substancial, de pelo menos 40%, depois de um período de pelo menos três anos, de modo que levem em conta os riscos de longo prazo das operações.

Além disso, pelo menos 50% do total dos bônus deverá ser concedido em ações e o resto em dinheiro.

Os países da União Europeia (UE) e o Parlamento Europeu haviam chegado a esse acordo no último dia 30.

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“O Parlamento Europeu confia que o acordo estabelecerá regras rígidas e eficazes, que cobrirão todos os bônus concedidos ou pagos a partir de 2011”, indicou a instituição em um comunicado na ocasião.

Dois anos depois de se desencadear a crise financeira mundial, esta nova norma “transformará a cultura dos bônus e porá fim aos incentivos das tomadas de riscos excessivas”, elogiou a deputada socialista britânica Arlene McCarthy.

Segundo o francês Pascal Canfin, do Grupo dos Verdes, com este acordo “70% dos bônus estarão relacionadas com os resultados a longo prazo dos bancos”.

Por outro lado, o acordo inclui a supressão da remuneração variável dos dirigentes bancários enquanto suas entidades não tiverem devolvido as ajudas estatais, a não ser que seja justificado, anunciou Canfin.

(com AFP)

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