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Minoritários querem bloqueio de bens de Eike Batista

Grupo chamado de Unax tenta reunir procurações de investidores locais e estrangeiros. Em paralelo, outro grupo de acionistas convoca uma reunião para dia 13

Por Da Redação 8 jul 2013, 15h12

Acionistas minoritários das empresas X criaram uma associação, a Unax, para tentar preservar seus direitos em meio à derrocada das ações de companhias como OGX e OSX. Liderada pelo advogado Adriano Mezzomo, do Rio de Janeiro, a Unax tenta reunir procurações de investidores locais e estrangeiros para ter representatividade junto às empresas e a entidades como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Em comunicado, o grupo diz que “estuda medidas judiciais e administrativas visando ao bloqueio de bens do senhor Eike Fuhrken Batista“. “Precisamos analisar os fatos para então tomar as providências cabíveis. O que nos estranha é a rápida deterioração do grupo. Queremos entender o motivo”, diz Mezzomo, que também é acionista.

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A associação pretende protocolar em bloco as procurações obtidas de investidores e tentar convocar assembleias extraordinárias. Um dos objetivos é instaurar conselhos fiscais em empresas do grupo, proposta que foi vetada na assembleia geral ordinária da OGX, realizada em abril.

Além das empresas X, da CVM e da ANP, a Unax também busca esclarecimentos de agências de classificação de risco e auditorias independentes. Segundo Mezzomo, há um descompasso entre os relatórios dessas empresas e a situação real das companhias de Eike Batista.

A iniciativa da Unax é paralela a outra que é organizada por meio do Twitter pelo acionista da OGX, Willian Magalhães. O grupo deve se reunir em 13 de julho, em São Paulo. O objetivo do encontro é debater o futuro da petroleira e aumentar a influência dos minoritários nas próximas decisões. Os movimentos prometem, ser no mínimo, mais uma dor de cabeça para Eike.

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(com Estadão Conteúdo)

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