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Mantega confirma medidas de incentivo ao crédito privado

O ministro previu um crescimento de 0,5% a 1% para o PIB do Brasil no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano

Por Da Redação 30 ago 2010, 15h39

Segundo o ministro, apesar de as economias americana e europeia estarem crescendo a taxas lentas, a partir de 2012 e 2013 haverá recuperação mais consistente no exterior

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-hoje que o anúncio das medidas de incentivo ao financiamento privado de longo prazo será feito em um mês e meio. Ele ressaltou que entre as medidas estão a modernização do sistema financeiro e a redução do spread, da taxa de juros e dos impostos. De acordo com Mantega, já existe no governo uma proposta de reforma tributária, que só não foi colocada em votação por conta do período eleitoral.

Ele destacou ainda que, entre os desafios do próximo governo, estão a continuidade da desoneração, a redução do custo Brasil e da burocracia. Na avaliação do ministro, o governo atual está criando condições para que a próxima gestão possa avançar no processo de crescimento sustentável da economia brasileira.

Em sua participação no 7º Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizado nesta segunda-feira em São Paulo, o ministro fez questão de destacar que a economia brasileira passa por uma nova era. Ele fez menção à tranquilidade pela qual passa a economia brasileira em pleno período eleitoral – o que, segundo ele, é incomum no País.

O ministro acrescentou que o fato de o Brasil ter uma das taxas de juros mais altas do mundo, além de uma taxa de investimento no mercado imobiliário de apenas 4% do Produto Interno Bruto (PIB), o credencia a permanecer crescendo. “O (Ben) Bernanke (presidente do banco central dos Estados Unidos) anda preocupado, porque ele não tem mais como fazer política monetária e nós podemos reduzir a taxa de juros”, avaliou o ministro.

Ainda segundo ele, apesar de as economias americana e europeia estarem crescendo a taxas lentas, a partir de 2012 e 2013 haverá uma recuperação mais consistente no exterior, o que será benéfico para o Brasil. “Claro que não vamos ficar olhando para esta situação. Vamos agir e vamos tomar algumas decisões”, comentou o ministro, citando o “envelhecimento da política concorrencial”.

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Mantega lembrou que o Ministério da Fazenda já aprovou um pacote de medidas antidumping para evitar, por exemplo, a triangulação nas exportações de outros países para o Brasil. “Nós temos que tomar cuidado para evitar protecionismo, o que não é bom para ninguém. Mas também não vamos ser bobos”, disse Mantega, referindo-se ao anúncio do governo norte-americano de que tomará medidas para evitar a concorrência desleal.

PIB – Mantega previu um crescimento de 0,5% a 1% para o PIB do Brasil no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano. O resultado será divulgado oficialmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na próxima sexta-feira.

Mantega afirmou que a economia brasileira certamente crescerá a uma taxa menor que a observada no primeiro trimestre deste ano – que foi de 2,7% em relação ao quarto trimestre de 2009 e de 9% ante o primeiro trimestre do ano passado. “Eu não vou cravar o número aqui, prefiro trabalhar com o intervalo de 0,5% a 1%”, disse o ministro.

Segundo ele, o mercado estava pessimista em relação ao PIB de 2010, mas agora já crava expectativas em torno de 7%, mesmo prognóstico do Ministério da Fazenda – na pesquisa Focus divulgada hoje, o índice previsto pelo mercado é de 7,09%. “Esta será a maior taxa de crescimento dos últimos 24 anos. Só em 1986 tivemos um crescimento parecido”, afirmou.

Para o período de 2011 a 2014, o ministro acredita que a economia brasileira tem condições de crescer a uma taxa média anual de 5,8%. “Para 2011, acreditamos num crescimento em torno de 5%. Nós acreditamos em crescimento sustentado e com qualidade”, disse.

(Agência Estado)

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