Clique e assine a partir de 9,90/mês

Levy diz que conta de luz pode começar a cair nos próximos meses

De acordo com ministro, queda vem após melhora na situação das chuvas e com o realinhamento tarifário colocado em prática pelo governo

Por Da Redação - 17 jul 2015, 17h39

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta sexta-feira que os preços de energia elétrica “talvez possam” começar a cair nos próximos meses, com o aumento das chuvas e o realinhamento tarifário colocado em prática pelo governo. “Muitas coisas da economia começam a dar um sinal de resultados. A própria hidrologia e o clima ajudaram a questão do setor elétrico. De um lado houve uma ação do governo de realinhamento de preços e realismo tarifário, e por outro as chuvas estão melhores”, afirmou Levy. “Então a gente talvez até comece a ver nos próximos meses uma redução do preço da eletricidade.”

Os preços da energia vêm ajudando a manter a inflação sob pressão desde o início do ano, após uma série de aumentos de impostos e tarifas do setor. Na última pesquisa Focus do Banco Central, os especialistas consultados projetam que os preços administrados irão encerrar este ano com alta de 14,9%, com o IPCA a 9,12%, em boa parte devido aos custos da energia.

Leia também:

Aneel aprova aumento médio de 15,23% nas tarifas da Eletropaulo

Continua após a publicidade

Chinesa State Grid vence leilão do 2º linhão de Belo Monte

Em junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou a 0,79%, acumulando em 12 meses avanço de 8,89%. Ao sair de reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), no Rio de Janeiro, Levy também disse a jornalistas que o governo não pode continuar mantendo as despesas com a desoneração e que a demora em votar a redução traz incertezas ao setor produtivo e “acaba esticando o período de ajuste”.

“Esta despesa que o governo tem feito é de 25 bilhões de reais, duas vezes o Minha Casa Minha Vida, é uma despesa que o governo não pode continuar fazendo. Nós havíamos proposto reduzir esta despesa pela metade”, disse ele. “Quanto mais demora, mais o período de ajuste aumenta. Gostaríamos de ter feito um período de ajuste menor possível para poder acelerar o crescimento”.

(Com agência Reuters)

Publicidade