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Infraero tem prejuízo de R$ 1,22 bilhão em 2013

No primeiro ano após a privatização dos aeroportos de Cumbica, Viracopos e Brasília, estatal sai do azul e seu caixa despenca

Por Da Redação 28 mar 2014, 14h45

A estatal aeroportuária Infraero registrou perdas de 1,224 bilhão de reais em 2013, no primeiro ano após a privatização de três dos principais aeroportos do país: Cumbica, Viracopos e Brasília. No ano anterior, a empresa havia acumulado ganhos 398,9 milhões de reais. Quando são contabilizados os investimentos feitos pela estatal nos aeroportos privatizados, o resultado negativo se torna ainda maior: 2,654 bilhões de reais.

O prejuízo é resultado não só da perda de receita com os três aeroportos – a participação da estatal passou de 100% para 49% após os leilões -, mas também da necessidade de investimentos. A Infraero precisa investir em cada aeroporto um porcentual condizente com sua participação no negócio. Além disso, houve perdas de 191 milhões de reais com o programa de demissão voluntária e o fim do Ataero, que correspondia a uma taxa aeroportuária que era direcionada à estatal, mas agora pertence ao Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac).

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Além da perda de receita com os três aeroportos mais rentáveis, a Infraero também deixará de contar com a totalidade dos ganhos de Galeão e Confins, leiloados no ano passado, mas que ainda não foram assumidos pela iniciativa privada. A participação da estatal também caiu de 100% para 49% em ambos os casos. Como resultado, o caixa da empresa, que estava em 221,6 milhões de reais no final de 2012, recuou para 47 milhões no final do ano passado.

Diante das dificuldades em produzir resultados suficientes para financiar os investimentos para os cinco aeroportos privatizados, a Infraero se verá obrigada, em 2014, a pedir recursos ao Tesouro. O presidente da estatal, Gustavo Vale, já afirmou que a abertura de capital da empresa na bolsa será uma alternativa de captação. Contudo, a estreia está prevista somente para 2016. Até lá, o lucro é perspectiva remota – e a União terá de bancar.

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