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Ibovespa sobe 1,96% e dólar volta a encostar em R$ 3,90

Moeda americana fechou sessão em alta de 0,21%, a R$ 3,8837, enquanto pregão foi marcado por forte valorização de ações do setor financeiro e de commodities

O dólar voltou a subir e encostar na casa dos R$ 3,90 nesta quinta-feira (12), após operar desde a abertura em queda, acompanhando o movimento da moeda norte-americana ante as divisas de emergentes. O real foi a única moeda entre os principais mercados emergentes a perder valor ante o dólar nesta quinta. Operadores de câmbio ressaltam que houve saída de recursos para o exterior nesta tarde, principalmente do mercado de renda fixa, o que pressionou a divisa.

Mesmo na falta de uma notícia nova capaz de catalisar a virada do dólar, os profissionais dizem que o ambiente doméstico segue incerto, por causa das eleições, e de renovadas preocupações com a situação fiscal do Brasil, com Congresso aprovando medidas que podem ter impacto relevante nas contas públicas, pois aumentam despesas e/ou abrem mão de receitas para o governo. O dólar à vista fechou a sessão em alta de 0,21%, a R$ 3,8837.

O Índice Bovespa, por sua vez, minimizou ruídos do cenário doméstico e terminou o dia com alta de 1,96%, aos 75.856,22 pontos. O pregão foi marcado por forte valorização de ações do setor financeiro e de commodities, com indícios de ingresso de recursos externos, segundo avaliação corrente nas mesas de negociação. Os negócios somaram R$ 9,6 bilhões.

As altas das bolsas da Europa e de Nova York foram determinantes para o bom desempenho da Bolsa brasileira, principalmente no período da tarde, quando o Ibovespa ampliou os ganhos e chegou a subir mais de 2% (máxima de 75.897,89 pontos), na contramão do viés negativo dos mercados de câmbio e juros. As bolsas de Nova York subiram com a melhora na tensão comercial e com a inflação no varejo abaixo do esperado em junho.

No Brasil, as ações do setor financeiro repetiram os ganhos da véspera e subiram em bloco, com altas de até 5%. A expectativa em pelo início da safra de balanços corporativos foi um dos fatores apontados para justificar o comportamento desses papéis. As units do Santander terminaram o dia com alta de 5,64%, seguidas por B3 ON (+3,04%), Bradesco PN (+2,93%) e Banco do Brasil ON (+1,91%).

Também foram destaque os papéis ligados a commodities, como Petrobras, Vale e siderúrgicas, todos reagindo à melhora do apetite por risco no exterior. Petrobras ON e PN avançaram 2,90% e 3,10%, nesta ordem. Vale ON avançou 3,25%, seguindo a valorização dos preços do minério de ferro no mercado à vista chinês.