Ibovespa renova máxima histórica após divulgação da ata do Copom
Documento da autoridade monetária indica disposição para iniciar ciclo de corte de juros em março
O Ibovespa fechou em alta de 1,58% nesta terça-feira, 3, avançando e renovando a sua máxima histórica para os 185,6 mil pontos. O recorde intradiário foi impulsionado principalmente pela ata do Copom. O dólar, por sua vez, encerrou em baixa, cotado a 5,23 reais.
No cenário doméstico, os investidores reagem positivamente à divulgação da ata referente à última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. No documento, a autoridade monetária informou que está disposta a começar o ciclo de corte de juros a partir de março, mas que manterá a “restrição adequada” para assegurar a convergência da inflação à meta de 3% ao ano. A leitura é de que a taxa Selic pode começar a baixar em doses modestas.
“O tom é semelhante ao do comunicado divulgado logo após a decisão e reforça que a trajetória da Selic é de queda, estimulando a tomada de bolsa no país enquanto o diferencial de juros permanece consideravelmente elevado entre Brasil e Estados Unidos”, analisa Paula Zogbi, estrategista-chefe Nomad. O diferencial de juros entre os dois países é vantajoso para o mercado brasileiro, uma vez que atrai fluxo de capital estrangeiro para os ativos locais.
Hoje, a agenda econômica também contou com os dados da produção industrial brasileira, que recuou 1,2% em dezembro ante o mês anterior. No entanto, o setor fechou 2025 com crescimento acumulado de 0,6% e tende a voltar ao ritmo de crescimento com a queda da inflação e, posteriormente, da taxa básica de juros, segundo analistas.
Entre as ações de maior peso no principal índice da B3, os bancos operaram com desempenho majoritariamente positivo, acompanhando a alta do principal índice da B3. O Banco do Brasil (BBAS3) liderou os ganhos, com alta de 1,54%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que avançou 0,57%. O Bradesco (BBDC4) subiu 0,46%, enquanto o Santander (SANB11) nadou em direção contrária e teve desvalorização de 2,39%.
No exterior, o câmbio refletiu o aumento do apetite por risco após o acordo comercial entre Estados Unidos e Índia, o que ajudou a sustentar fluxo positivo para mercados emergentes. Na véspera, Donald Trump anunciou a redução das tarifas recíprocas para o país asiático de 25% para 18%.
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