Produção industrial cai 1,2% em dezembro, no maior tombo desde julho de 2024
Com o resultado, a indústria encerra 2025 com um crescimento acumulado de 0,6%
Em dezembro, a produção industrial brasileira recuou 1,2% na comparação com novembro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trata-se do maior tombo mensal desde julho de 2024, quando o indicador caiu 1,5%. Em relação a dezembro de 2024, a indústria cresceu 0,4%. Com isso, no acumulado de todo o ano de 2025, a produção industrial cresceu 0,6%. A perda de fôlego do setor é vista também na média móvel trimestral que, em dezembro, indicou retração de 0,5%.
No mês retrasado, dezessete dos vinte e cinco ramos industriais pesquisados pelo IBGE apresentaram nível de atividade menor que o de novembro. Os maiores tombos foram reportados pelo setor automotivo (-8,7%), produtos químicos (-6,2%) e metalurgia (-5,4%). De acordo com o IBGE, dezembro foi o segundo mês consecutivo de queda da produção automotiva e química. Com isso, esses ramos acumularam uma retração de 10,4% e 7,4% no período respectivamente.
Na ponta dos segmentos que apresentaram alta, o destaque é a produção de derivados de petróleo e biocombustíveis, com um crescimento de 5,4%. O desempenho interrompeu três meses seguidos de retração do setor. A indústria farmacêutica também se destacou positivamente com incremento de 6,7%.
Quando se olha para as categorias econômicas, a produção de bens de capital tombou 8,3% de novembro para dezembro, interrompendo três meses consecutivos de crescimento. A produção de bens de consumo duráveis, como móveis e eletrodomésticos, caiu 4,4% em dezembro. Com isso, essa categoria intensificou o ritmo de deterioração, já que havia recuado 3% em novembro. As outras duas grandes categorias econômicas – bens intermediários e bens semi e não duráveis – completaram o tombo da indústria no mês retrasado com -1,1% e -0,7% respectivamente.
No acumulado de 2025, a produção industrial cresceu 0,6%. Os destaques positivos foram a produção de bens duráveis (+2,5%) e de bens intermediários (+1,5%). Os bens semi e não duráveis encerraram o ano com queda acumulada de 1,7%, seguidos pelos bens de capital (-1,5%).
Quinze dos vinte e cinco ramos industriais pesquisados fecharam o ano com crescimento, sendo as principais influências positivas: a indústria extrativa (+4,9%) e a produção de alimentos (1,5%). Os destaques negativos foram a produção de derivados de petróleo e biocombustíveis (-5,3%), bebidas (-2,6%) e produtos de metal (-2,2%).





