Clique e assine a partir de 8,90/mês

Ibovespa recupera 107 mil pontos com alta expressiva da Petrobras

Relatórios de bancos estrangeiros com tom positivo também ajudaram o mercado acionário brasileiro

Por Da Redação - 21 nov 2019, 18h40

O principal índice de ações da Bolsa de São Paulo, o Ibovespa, fechou com surpreendente alta de 1,54%, elevando o indicador a 107.496 pontos, nesta quinta-feira, 21. O Ibovespa havia perdido o patamar de 107.000 pontos no dia 12 de novembro. O anúncio de que a Petrobras fechou um acordo para arrendar fábricas de fertilizantes à Proquigel Química ajudou o índice a dar um salto no fim do pregão. A ação da estatal fechou com alta de 3,72%, cotada a 29,85 reais.

A volta do feriado do Dia da Consciência Negra foi marcada também pela repercussão de relatórios de bancos estrangeiros com tom positivo para o mercado acionário brasileiro. O banco suíço UBS, por exemplo, classificou o Brasil como “overweight”, ou seja, sugeriu que os investidores aumentem sua exposição à bolsa brasileira. O mesmo se deu com o banco americano Goldman Sachs.

O principal motivo para o tom positivo está na agenda de reformas do governo — apesar de desafiadora. Um relatório da Moody’s, uma das três principais agências de avaliação de risco soberano do mundo, indicou que o Brasil pode ter sua nota de crédito elevada caso consiga aprovar as reformas que estão em tramitação no Congresso. Nas últimas semanas, quatro importantes projetos foram encaminhados pelo Ministério da Economia. Três são Propostas de Emendas Constitucionais (PECs): PEC do Pacto Federativo, PEC Emergencial e PEC dos Fundos. O quarto item é a Medida Provisória do Emprego Verde e Amarelo.

“As iniciativas de reforma são complexas em termos do que pretendem alcançar e do processo legal necessário para sua aprovação. Um prazo apertado para aprovar as reformas antes do início da campanha para as eleições locais em meados de 2020 também representa um desafio”, pontuou a agência em relatório divulgado nesta quinta.

Dólar

O dólar fechou em leve queda pela segunda sessão consecutiva nesta quinta, ficando abaixo do patamar de 4,20 reais, depois de oscilar entre ligeiras altas e baixas num pregão de volta de feriado local e de noticiário conflituoso sobre Estados Unidos e China no exterior.

O dólar à vista caiu 0,15%, a 4,1927 reais na venda. A cotação oscilou entre 4,2250 reais na venda e 4,1841 reais. Na B3, onde os negócios vão até as 18h15, o contrato de dólar futuro com maior liquidez ficou próximo da estabilidade, cotado a 4,1975 reais.

(Com Reuters)

Continua após a publicidade
Publicidade