Ibovespa deve fechar setembro com alta de mais de 3%
A manutenção do otimismo depende do que vão mostrar os dados dos indicadores
O Ibovespa caminha para fechar setembro com alta de mais de 3%, apesar da volatilidade eleitoral e da instabilidade causada pela crise dos títulos públicos americanos. E a tendência para a quarta-feira é de alta. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, opera no azul no pré-mercado.
Em parte, o fundo conta com apoio dos futuros das bolsas americanas, que voltam para o positivo enquanto esperam a divulgação de dados cruciais sobre a economia dos EUA. Nesta quarta serão revelados o PCE, o indicador de inflação usado pelo Fed para decidir o futuro das taxas de juros no país, e o relatório ADP de criação de vagas no setor privado na nação de Donald Trump.
O PCE atingiu o pico de 4,1% em maio e, nos meses seguintes, ficou em 3,7%. Ainda assim, está distante da inflação de 2% perseguida pelo Banco Central americano, o que justifica a alta de juros no país. Por outro lado, a desaceleração do mercado de trabalho poderia deixar o Fed mais cauteloso em suas medidas de combate à inflação.
A manutenção do otimismo depende do que vão mostrar os dados dos indicadores – e também do movimento no mercado de Treasuries, que registram leve queda nesta quarta.
No Brasil, o principal indicador econômico é o resultado fiscal consolidado do setor público. Ainda que relevante, o dado deve ter pouca força ante o impacto dos EUA e dos desdobramentos políticos faltando poucos dias para as eleições.





