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Governo quer eficiência energética de carros nacionais

Montadoras resistem e querem mais tempo para atingir a meta de emissões de no máximo 135 gramas de CO2 por quilômetro rodado

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou nesta quarta-feira que considera bastante razoável exigir das montadoras instaladas no Brasil o mesmo índice de eficiência energética praticado na Europa.

O governo federal, por meio da regulamentação do novo regime automotivo que entra em vigor em 2013, quer exigir emissões de no máximo 135 gramas de gás carbônico (CO2) por quilômetro rodado. No entanto, as montadoras resistem e querem mais tempo para atingir a meta. “Sempre vão querer mais prazos, em situação mais confortáveis, mas nós estamos trabalhando no interesse público”, disse Pimentel após solenidade para lançamento do Programa de Investimentos em Logística.

“Queremos alcançar os índices de eficiência energética em 2017 – índices que as mesmas montadoras que estão no Brasil praticam na Europa hoje. Queremos que até 2017 elas alcancem este índice. Acho que é muito razoável”, disse.

O cumprimento do índice de eficiência energética é uma das exigências para que as empresas consigam redução na alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). As emissões e a eficiência energética são os pontos em aberto na negociação com o Palácio do Planalto para definir a regulamentação do novo regime automotivo, aprovado na semana passada pelo Congresso.

Para as empresas, o limite de emissão deve ser menos rigoroso, já que os carros brasileiros usam combustíveis diferentes, como o etanol e a própria gasolina com mistura de etanol. Na Europa, boa parte da frota usa diesel.

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(com Agência Estado)