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Fictor: quem é a empresa que tentou comprar o Master, patrocina o Palmeiras e entrou em RJ

Atualmente, o grupo possui diversas frentes de negócios, como setor financeiro, tecnologia, energia e agronegócio

Por Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 fev 2026, 09h55 • Atualizado em 2 fev 2026, 10h32
  • O Grupo Fictor, que tentou comprar o Banco Master, entrou em recuperação judicial neste domingo, 1, com mais de 4 bilhões de reais em dívidas. O pedido contempla as operações da Fictor Holding e Fictor Invest. Segundo comunicado da companhia, a solicitação é decorrente de uma crise de liquidez iniciada no fim do ano passado, quando o Banco Central (BC) decretou a liquidação do Banco Master.

    No documento, a empresa afirmou que pretende pagar as dívidas integralmente, por isso, não deve buscar um deságio, algo que é feito comumente, quando as empresas entram em RJ.

    No pedido de recuperação judicial, foi solicitada tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios por um período inicial de 180 dias, reduzindo o risco de corridas individuais que pressionem ainda mais a liquidez e prejudiquem uma solução coletiva e equânime.

    Atualmente, o grupo possui diversas frentes de negócios, como setor financeiro, tecnologia, energia e agronegócio. A companhia iniciou suas operações no Brasil em 2007, como uma empresa de soluções para o setor de tecnologia. A empresa teve sua primeira chamada de capital em 2013. Em 2018, a Fictor passou a expandir sua área de atuação, entrando no agronegócio como uma trading de commodities do segmento.

    No ano de 2023, o grupo entrou no setor elétrico, com foco na geração de energia solar. Em 2024, um novo braço da empresa entrou em ascensão com a entrada da empresa no setor financeiro com o FictorPay. No mesmo ano, foi realizado o IPO da Fictor Alimentos, na B3 e nos últimos dois anos foram realizadas aberturas de escritórios pela empresa no exterior, um deles fica em Miami, nos Estados Unidos.

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    No último dia 30 de janeiro, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou o bloqueio cautelar de 150 milhões de reais pertencentes ao Grupo Fictor.

    A desembargadora Maria Lúcia Pizzotti fundamentou a decisão na ausência das garantias financeiras previstas em contrato para a atuação da Fictor no mercado de cartões de crédito. Mesmo após a tentativa de revisão da medida, prevaleceu o entendimento de que houve esvaziamento patrimonial da empresa em um período sensível, imediatamente após a sinalização de interesse na aquisição do Banco Master.

    A Fictor anunciou que compraria o Banco Master um dia antes da liquidação do banco pelo Banco Central, mas, por causa da liquidação, a compra não foi realizada. Vale lembrar também que a companhia é patrocinadora do Palmeiras, time de futebol da capital paulista.

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