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Fictor pede recuperação judicial e diz que perdeu liquidez por causa de notícias sobre o Master

O valor dos compromissos totaliza, aproximadamente, 4 bilhões de reais

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 fev 2026, 08h03 • Atualizado em 2 fev 2026, 08h13
  • O Grupo Fictor protocolou, neste domingo, um pedido de recuperação judicial para a Fictor Holding e Fictor Invest no Tribunal de Justiça de São Paulo. No fim do ano passado, o Fictor fez proposta de compra do banco Master, numa operação que envolveria investidores árabes. O negócio não ocorreu porque o banco de Daniel Vorcaro acabou liquidado pelo Banco Central, na esteira do escândalo bilionário envolvendo a venda do Master ao Banco Regional de Brasília.

    O grupo diz, no comunicado, que o pedido de recuperação judicial é consequência da “crise de liquidez momentânea” originada a partir de 18 de novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master.

    “Um consórcio liderado pelo sócio do Grupo Fictor fez uma oferta para a aquisição e transferência de controle do Master, mas com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz o texto.

    Segundo comunicado emitido ao mercado, o movimento tem objetivo de “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros, com foco nos sócios participantes – que representam a grande maioria dos credores”.

    “A medida busca criar um ambiente de negociação estruturada e com tratamento isonômico, que possa garantir a continuidade das atividades de forma sustentável”, diz o comunicado.

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    O valor dos compromissos totaliza, aproximadamente, 4 bilhões de reais e o Grupo Fictor pretende realizar a quitação sem nenhum deságio.

    No pedido de recuperação judicial, foi solicitado tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios por um período inicial de 180 dias, reduzindo o risco de corridas individuais que pressionem ainda mais a liquidez e prejudiquem uma solução coletiva e equanime.

    “Nesse período, pela lei, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento de seus compromissos, sem interromper as operações e, consequentemente, preservando mais de 10.000 empregos diretos e indiretos”, diz o Fictor.

    “Importante ressaltar que desde que a Fictor iniciou operações não haviam sido registrados atrasos de nenhuma natureza”, diz o comunicado.

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