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Energia hidráulica terá menor peso na matriz energética até 2018, segundo ONS

Estimativas do Operador Nacional do Sistema Elétrico indicam que a participação das hidrelétricas cairá para 70,5%

Por Da Redação - 26 maio 2014, 12h32

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) espera que a energia hidráulica reduza sua participação na matriz energética nacional de 74,8% para 70,5% no período de 2013 a 2018, disse o assessor da diretoria-geral do ONS, Marcelo Prais, nesta segunda-feira.

Segundo projeções do operador, neste mesmo período, a participação da energia eólica terá forte alta de 1,9% para 8,6%, enquanto a das térmicas a óleo passará de 3,8% para 3%. A participação da energia de biomassa também será reduzida de 5,4% para 4,9%. Para as térmicas a gás cairão, a queda será de 9,2% para 8,1%. No caso das térmicas a carvão, a baixa será de 2,6% para 2%. A participação da energia nuclear, por sua vez, deverá subir de 1,6% para 2,1% com a entrada em operação de Angra 3.

Durante evento para o setor termelétrico no Rio de Janeiro, Prais explicou que a queda da matriz hidráulica ocorrerá apesar da entrada em operação das novas hidrelétricas em construção. “Ainda há dois leilões de A-3 com entrada prevista para 2017 e 2018. Temos possibilidade de agregar mais à matriz energética”, disse ele, referindo-se ao leilão que trará fontes como gás, biomassa e eólica, com exceção de hidráulica, que não faz parte desse certame. “O desafio é bastante grande”, afirmou. “A carga continua crescendo a uma taxa média no período de 2013 a 2018 de 4,2% ao ano”, acrescentou.

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Prais também afirmou que apesar de a capacidade da hidráulica atingir 20.555 MW em 2018 com a entrada em operação de novas usinas, somente 1% desse total representa reservatórios, o que considera “um fator preocupante”.

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Para ele, é necessária uma rediscussão na sociedade para constituição de novos reservatórios com capacidade de acumulação. “Não existe solução que possa prescindir dos reservatórios para conseguir crescimento sustentável do país”, afirmou. “A intensificação do uso de fontes renováveis não convencionais intermitentes (eólicas e solares) é uma questão que consideramos importante, desde que não seja somente elas e que sejam acompanhadas dos pontos precedentes”, completou.

(com agência Reuters)

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