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Emprego na indústria recua 0,2% em junho, segundo IBGE

Este é o quarto resultado negativo consecutivo na passagem de maio para junho; isso resultou em queda acumulada de 1,2%.

O emprego na indústria recuou 0,2% na passagem de maio para junho, na série livre de influências sazonais, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o quarto resultado negativo consecutivo registrado pelo IBGE, resultando em um acumulado de perda de 1,2%.Na comparação com junho de 2011, o emprego industrial apontou uma queda 1,8% em junho deste ano. Em 12 meses, o emprego industrial acumulou queda de 0,6%.

Na comparação anual,o estado que mais teve impacto negativo foi São Paulo (-3,5%). No estado, quatorze dos dezoito setores investigados tiveram taxas negativas. A maiores quedas foram observadoas na indústria de produtos de metal (-14,7%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-10,2%), metalurgia básica (-16,9%), meios de transporte (-4,2%), vestuário (-8,7%) e têxtil (-8,2%).

Outras regiões também apresentaram resultado negativo. Na Região Nordeste, o índice de emprego na indústria recuou -2,7%,influenciado pelas quedas nos setores de calçados e couro (-5,0%), vestuário (-6,2%) e têxtil (-10,3%). No Rio Grande do Sul,a queda foi de -2,6%, por conta das perdas registradas em calçados e couro (-8,2%), borracha e plástico (-11,9%), outros produtos da indústria de transformação (-5,4%) e fumo (-16,4%). Em Santa Catarina o recuo foi de -1,4%, principalmente pelas reduções vindas de vestuário (-10,1%), madeira (-14,5%) e calçados e couro (-20,6%). A indústria baiana recuou -4,0%, impactada especialmente pelas quedas em calçados e couro (-12,9%), alimentos e bebidas (-5,1%) e outros produtos da indústria de transformação (-16,2%). O Ceará teve queda de -3,2% em função dos recuos no pessoal ocupado nas indústrias de vestuário (-6,2%), têxtil (-8,8%) e calçados e couro (-2,3%).

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Por outro lado, Paraná (1,8%) e Minas Gerais (0,3%) apontaram as contribuições positivas sobre o emprego industrial do país, com destaque para os ramos de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (38,1%) e alimentos e bebidas (5,4%), na indústria paranaense, e de produtos de metal (6,8%) e indústrias extrativas (8,6%), no setor industrial mineiro.

Por setor – Setorialmente, ainda no índice mensal, o total do pessoal ocupado assalariado recuou em treze dos dezoito ramos pesquisados, com destaque para as pressões negativas vindas de vestuário (-8,6%), produtos de metal (-4,8%), calçados e couro (-5,9%), têxtil (-5,8%), papel e gráfica (-4,2%), outros produtos da indústria de transformação (-4,2%), meios de transporte (-2,1%), madeira (-7,3%), metalurgia básica (-4,2%) e borracha e plástico (-2,6%). Por outro lado, os principais impactos positivos sobre a média da indústria foram observados nos setores de alimentos e bebidas (3,5%), indústrias extrativas (4,3%) e máquinas e equipamentos (0,8%).

Salários- O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, caiu 0,3% de maio para junho, quarta taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período perda de 2,9%. Ante junho do ano anterior, a queda de 2,6% do número de horas pagas foi a décima taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto.

Na comparação com iguais períodos do ano anterior, o IBGE registrou queda tanto no fechamento do segundo trimestre de 2012 (-2,5%), como no índice acumulado dos seis primeiros meses do ano (-1,9%). O índice acumulado nos últimos 12 meses, de -1,4% em junho de 2012, permaneceu com a trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2011 (4,5%).

Em junho comparado a igual mês do ano anterior, 12 dos 14 locais e 15 dos 18 ramos pesquisados apresentaram resultados negativos. Em termos setoriais, as principais influências negativas vieram de vestuário (-9,7%), calçados e couro (-7,9%), produtos de metal (-5,0%), meios de transporte (-3,8%), outros produtos da indústria de transformação (-5,4%), borracha e plástico (-4,3%) e papel e gráfica (-4,1%).

São Paulo, com queda de 4,4%, registrou a principal influência negativa sobre o total do País, “pressionado em grande parte pela redução no número de horas pagas nos setores de produtos de metal (-13,8%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-10,5%), meios de transporte (-6,6%), metalurgia básica (-19,5%), vestuário (-10,2%), têxtil (-4,9%), borracha e plástico (-3,6%) e papel e gráfica (-4,0%)”, segundo o IBGE.

Em sentido contrário, alimentos e bebidas (1,8%), indústrias extrativas (4,8%) e produtos químicos (2,4%) assinalaram os resultados positivos no mês.

(com Agência Estado)