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Dona da cerveja Proibida é investigada por fraude no ICMS

A fraude causou prejuízo de 100 milhões de reais aos cofres públicos em menos de dois anos, segundo a Fazenda paulista

Por Redação - Atualizado em 26 set 2018, 21h58 - Publicado em 26 set 2018, 18h37

A Companhia Brasileira de Bebidas Premium, fabricante da cerveja Proibida, está sendo investigada pela Secretaria da Fazenda de São Paulo por suposto esquema para burlar o pagamento do ICMS. A fraude causou prejuízo de 100 milhões de reais aos cofres públicos em menos de dois anos, segundo o governo paulista.

A partir do cruzamento de dados com as informações declaradas em notas eletrônicas, a Fazenda identificou divergências na circulação da mercadoria correspondente àquelas indicadas nos documentos fiscais. O Fisco suspeita que, para driblar o pagamento dos tributos, a empresa simulou dois tipos de operações de venda.

Na primeira, a interestadual, teriam ocorrido simulações de saídas para supostas “empresas de fachada” nos estados da Bahia, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. A suspeita é que essas operações teriam sido feitas para acobertar vendas internas desacompanhadas de documento fiscal ou para “consumir” o estoque gerado por devoluções fictícias.

Na segunda teria havido simulação de operações de devolução de mercadorias, quando na verdade o destino final são atacadistas localizados. Foram identificadas que essas devoluções estavam sendo recorrentes e alcançando um montante considerável de produtos, representando 36% das vendas.

Em nota, o Grupo Morizono, que controla cervejaria, informa que ‘não teve acesso aos autos, estando impossibilitado de comentar a ação fiscal’.“Consciente de agir sempre dentro da lei, o grupo cooperará com os órgãos competentes para o esclarecimento dos fatos”, afirma.

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