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Dólar cai pelo terceiro dia e fecha semana com queda de 2,4%

Novas apostas de que o banco central dos EUA precisará cortar novamente a taxa de juros impactam mercados; Ibovespa sobe 1% nesta sexta-feira

Novas apostas do mercado financeiro de que o banco central dos EUA (o Federal Reserve) precisará cortar novamente a taxa de juros do país levaram o dólar a fechar em queda pelo terceiro pregão consecutivo nesta sexta-feira, 4. A moeda americana caiu 0,8%, sendo negociada, em média, a 4,06 reais para a venda, a menor cotação dede 21 de agosto (4,03 reais). Na semana, a divisa acumulou queda de 2,4% – a maior desvalorização semanal em mais de oito meses (semana encerrada em 1º de fevereiro de 2019 teve queda de 2,9%).

A fraqueza recente da moeda americana tem sido causada pela avaliação de que a economia dos Estados Unidos começa a sentir os efeitos nocivos de uma guerra comercial com a China. A série recente de indicadores abaixo do esperado acabou reforçando apostas do mercado de que o Fed precisará cortar novamente os juros, movimento que melhoraria as condições para emergentes atraírem capital – o que aumentaria a liquidez e ajudaria a baixar o preço do dólar.

Os dados de emprego nos EUA divulgados nesta sexta – menor taxa de desemprego em 50 anos – trouxeram algum alívio sobre os riscos à economia, mas não chegaram a enfraquecer o debate sobre novos cortes de juros. No Brasil, a atração de capital tende a melhorar, em meio a já esperados ingressos de recursos na esteira de operações de empresas e da rodada de licitações de áreas petrolíferas do excedente da cessão onerosa, prevista para 6 de novembro.

Após uma manhã de instabilidade, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, pegou carona na aceleração dos ganhos das bolsas americanas ao longo da tarde e conseguiu emendar o segundo dia consecutivo de valorização. Com renovação de sucessivas máximas na última hora de negócios nesta sexta-feira, o principal índice da B3 encerrou a sessão com alta de 1,02%, aos 102.551 pontos. Apesar da recuperação nos últimos dois dias, o Ibovespa amargou desvalorização de 2,4% na primeira semana de outubro.

O comportamento do índice nesta sexta-feira não representa uma tendência firme de valorização, mas sim uma recuperação parcial das perdas nos primeiro três pregões da semana. “A alta mais forte de Nova York ajudou o Ibovespa e fez muita gente correr para zerar posição vendida”, disse Ariovaldo Ferreira, gerente da mesa de renda variável da corretora H. Commcor.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)