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Dólar abre último pregão em queda, mas opera instável

Moeda americana começou a sexta-feira com 0,34% de queda, a 2,1260 reais, mas sobe 0,4%, a 2,14 reais

O dólar – novo foco de atenção e preocupação do governo – começou o último pregão de uma das semanas mais voláteis do ano com queda de 0,34%, cotado a 2,1260 reais. A moeda americana mostrou-se no início da sessão firme na trajetória de queda, mas, por volta de 9h50 entrou no campo de alta, cotado a 2,1245 reais (+0,05%). Às 12h50, operava em alta de 0,4% a 2,1412 reais.

Na quinta-feira, o dólar também fechou em queda. O fim da cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em derivativos cambiais, anunciado na noite de quarta-feira pelo governo, abriu espaço para a queda de 0,96%, cotado a 2,1334 reais no mercado à vista de balcão. No exterior, a moeda americana também recuou ante outras divisas. Para profissionais do mercado, a queda do imposto permitirá que, quando a tendência global de valorização do dólar diminua, a cotação também ceda mais no Brasil.

Na quarta-feira, o dólar chegou a bater a maior cotação dos últimos quatro anos (2,1541 reais), o que motivou o BC zerar IOF. No início da semana, o BC já havia promovido leilões de swap cambial para controlar a alta da moeda. Na semana passada o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já havia anunciado o fim do imposto para investimentos estrangeiros em títulos de renda fixa.

A volatilidade foi a marca do mercado de câmbio nesta semana. Analistas já preveem que novas medidas podem ser feitas se a alta não for totalmente controlada. O analista Pedro Galdi, da corretora SLW, disse ao site de VEJA na quarta à noite que uma nova desoneração pode estar a caminho. “A Fazenda pode retirar, por exemplo, o IOF sobre o depósito compulsório para evitar que os bancos fiquem especulando com a variação cambial”, afirma.

O compulsório é um recolhimento que obriga os bancos a depositar parte dos recursos captados dos clientes numa conta do Banco Central. Parte do dinheiro do compulsório pode ser aplicada em dólar. Em 2011, quando o real estava valorizado, o BC criou uma trava para reduzir a posição de câmbio “vendida” dos bancos – ou seja, aquelas que apostavam na queda da moeda americana.