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Confiança do comércio cai 3,0% no trimestre

O resultado foi afetado pela inflação elevada e crescimento de apenas 0,5% no mês de abril

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 3,0% na média do trimestre encerrado em junho, em comparação ao mesmo período do ano passado, ao passar de 126,4 pontos para 122,5 pontos, informou nesta sexta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar da queda, a FGV destaca que a leitura mostra uma melhora, uma vez que em maio o indicador havia mostrado queda de 3,6%, marcando o quinto mês seguido de piora do resultado.

“A recuperação foi determinada inteiramente pela melhora de expectativas em relação aos meses seguintes, sugerindo ritmo ainda moderado de atividade no segundo trimestre com aceleração gradual do nível de atividade econômica no terceiro trimestre”, afirmou a FGV.

O indicador do estudo que mede a percepção do setor em relação à demanda no momento atual – o Índice de Situação Atual (ISA-COM) médio – registrou 94,9 pontos, queda de 3,9% em relação ao obtido no mesmo período do ano anterior, ante recuo de 2,6% em maio. Já o indicador trimestral do Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 2,5% em junho em comparação com um ano antes, para 150,0 pontos, ante queda de 4,3% no mês anterior.

Por sua vez, o setor de varejo restrito teve baixa de 5,7% no trimestre concluído em junho em relação ao mesmo período do ano passado, ante queda de 6,2% em maio. No varejo ampliado, que inclui veículos, motocicletas, partes e peças, a confiança recuou 4,2% no indicador trimestral até junho, após ter registrado queda de 4,5% no período de três meses encerrado em maio. Já no atacado, o índice de confiança caiu 0,7% no trimestre até junho, depois de perder 1,9% no resultado de três meses antes.

As vendas no varejo brasileiro foram afetadas recentemente pela inflação elevada e crescimento de apenas 0,5% em abril, mostrando retração nas vendas de supermercados. Na quinta-feira, o Banco Central piorou sua visão sobre o crescimento da economia, estimando alta de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, ante os 3,1% previstos até anteriormente.

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(com agência Reuters)