Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Com a crise, 40% dos bares e restaurantes de SP podem fechar, diz pesquisa

Apenas 11,9% disseram ter conseguido um dos financiamentos anunciados pelo governo e 45,2% julgam necessária a obtenção de financiamentos a juros reduzidos

Por Agência Brasil
Atualizado em 19 jun 2020, 22h15 - Publicado em 19 jun 2020, 22h09

Pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) divulgada nesta sexta-feira, 19, revelou que 40% dos bares e restaurantes da cidade de São Paulo devem fechar permanentemente devido à crise provocada pela pandemia de Covid-19, conforme avaliação dos empresários entrevistados. Apenas 11,9% disseram ter conseguido algum dos financiamentos anunciados pelo governo e 45,2% julgam necessária a obtenção de financiamentos a juros reduzidos.

Mais da metade dos estabelecimentos (57,1%) demitiram funcionários e 83,3% utilizaram a suspensão do contrato de trabalho durante a pandemia para manter equipes ou reduzir demissões. A redução de jornada e salário (45,2%) e férias coletivas (33,3%) foram as outras alternativas para manter parte ou toda a equipe empregada.

A maioria (65,5%) dos empresários do setor avaliavam como prioridade a aprovação da Medida Provisória (MP) 936, que visa reduzir os impactos econômicos e as demissões durante a pandemia do novo coronavírus. A MP permite a redução de salários e da jornada de trabalho ou a suspensão do contrato trabalhista, garantindo o pagamento de benefício emergencial do governo ao trabalhador. A pesquisa foi realizada no período entre 5 e 12 de junho, ou seja, antes da aprovação da MP.

Nove em cada dez (92,9%) empresários acreditam que, com a continuidade da pandemia, haverá recessão até o final do ano. Em 67% dos estabelecimentos, os empresários conseguiram negociar redução do aluguel. No entanto, 66,7% afirmaram que estão sendo cobrados pela média de consumo de energia elétrica dos meses anteriores à pandemia e 11,8% sofreram algum tipo de abuso, como juros abusivos, protesto sem aviso prévio e prazo curto para informar o consumo.

Continua após a publicidade

Em relação ao serviço de delivery, 73,5% estão trabalhando com entregas. Desses, 80% estão insatisfeitos com o atendimento dos aplicativos, como taxas abusivas e retirada de muitos estabelecimentos do sistema de entrega em horários de grande movimento, impedindo o cliente faça o pedido.

Reabertura

Em 57,5% dos casos, os empresários mostraram-se cautelosos e preferem pressionar para abertura mais gradual e segura; 25,9% concordam em não pressionar e esperar pela decisão das autoridades ou aguardar o arrefecimento da pandemia com a diminuição do risco de contágio e com clientes mais seguros para frequentar os estabelecimentos; e 19% desejam a abertura imediata.

Sobre a expectativa dos entrevistados, 70,2% estão preparados para a reabertura e 26,2% ainda não, sendo que, dentre esses, 13,1% justificam o risco de não haver clientes pelo receio de contaminação.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.