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China corta taxa de juros de referência pelo 2º mês seguido

Queda foi tímida, de 4,25% para 4,20% ao ano; preocupação é estimular a economia em meio a guerra comercial contra os EUA

Por Larissa Quintino Atualizado em 20 set 2019, 11h54 - Publicado em 20 set 2019, 10h09

O Banco Central da China anunciou nesta sexta-feira, 20, o corte na taxa de juros de referência. Foi o segundo corte consecutivo da autoridade monetária, que tentar reduzir os custos de empréstimos e apoiar a economia enquanto a guerra comercial entre o país e os Estados Unidos se arrasta.

O corte foi tímido, de 0,05 ponto porcentual, passando de 4,25% para 4,2% ao ano. A medida foi muito mais branda do que as flexibilizações de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central Europeu (BCE) deste mês, sugerindo que os formuladores de política monetária da China continuam relutantes em se juntar a uma onda de estímulo global devido a preocupações com o aumento da dívida. No Brasil, o Comitê de Política Monetária cortou de 6% para 5,5% a Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, o menor da série histórica.

A China mudou em agosto a fórmula como são calculadas as taxas de juros da economia. O BC chinês explicou que as taxas de juros de referência serão substituídas pelas taxas de empréstimos oferecidos pelos bancos comerciais do país aos seus clientes. O custo de empréstimo dos bancos é chamado de “taxa de empréstimo prime (LPR, da sigla em inglês)”. A alteração, inicialmente, permitiu uma redução na taxa de juros de 4,31% para 4,25%. Agora, o patamar é de 4,20%. 

Ainda assim, analistas dizem que a restrição de Pequim está sendo posta à prova, já que a piora dos dados econômicos em agosto levantou temores de que o crescimento no terceiro trimestre poderia cair abaixo de 6%, aquém do limite inferior da meta do governo para 2019.

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Com as tarifas mais altas dos EUA se aproximando, muitos observadores da China acreditam que medidas mais vigorosas serão necessárias em breve para evitar uma desaceleração mais acentuada.

O aumento da atividade econômica, porém, deve ser leve. O corte baixo reflete as preocupações de autoridades chinesas de que crédito muito mais barato poderia levar a investimentos improdutivos e bolhas no mercado imobiliário. De fato, a taxa de referência de cinco anos, que provavelmente será usada para hipotecas, permaneceu inalterada em 4,85%.

“Como a nova taxa é relativamente não testada, o PBOC (Banco do Povo da China, o BC chinês) parece estar adotando uma abordagem calculada no início”, disse em nota Julian Evans-Pritchard, economista sênior para a China na Capital Economics.

“No entanto, como a atividade econômica provavelmente sofrerá mais pressão nos próximos trimestres e a flexibilização monetária até agora não gerou uma recuperação considerável no crescimento do crédito, acreditamos que o PBOC precisará começar a projetar quedas maiores em breve.”

(Com Reuters)

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