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Centrais sindicais fazem ato unificado de 1º de Maio no centro de SP

Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, diz que movimento não tem como parar reforma da Previdência, mas pode ganhar apoio para impor ajustes

Por da Redação - Atualizado em 1 Maio 2019, 15h48 - Publicado em 1 Maio 2019, 15h46

O Vale do Anhangabaú, na região central de São Paulo, é palco nesta tarde de quarta-feira de um ato unificado de 1º de Maio das centrais sindicais de todo o país contra a reforma da Previdência e o governo Jair Bolsonaro. A estimativa dos sindicatos é receber em torno de 100.000 pessoas.

O ato foi organizado em conjunto pelas centrais CUT, Força Sindical, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Nova Central, CGTB, CSB e UGT, além das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. Entre as atrações musicais previstas estão Ludmilla, Leci Brandão, Marília Cecília e Rodolfo, Roberta Miranda e Felipe Araújo. 

A manifestação tenta marcar uma união dos sindicalistas. O presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP), destacou que o movimento sindical passa por um momento difícil, com redução das suas receitas após o fim da contribuição sindical obrigatória aprovada no governo Bolsonaro. “Essa é uma tentativa para nos prepararmos para uma coisa maior”, disse, em referência à greve geral marcada para o dia 14 de junho. “Isso nos dá força de negociação. Nós que estamos no Congresso temos de usar as ruas para negociar com o governo e com o próprio Congresso”, defendeu.

Sobre a tentativa de unidade das centrais sindicais, Paulinho disse que isso é possível. E frisou: “Aqui embaixo as coisas estão mais fáceis do que lá em cima (no Congresso). Em cima há uma diferença entre os partidos. Os mais à esquerda têm diferenças com o PT. A gente não consegue fazer uma unidade para valer lá”.

Ele admitiu que a esquerda e os principais opositores ao governo, porém. não têm força para parar a reforma da Previdência e que, portanto, o objetivo é ganhar tempo. “Se não temos força para parar a reforma, eu acho que as ruas nos darão força de negociação para fazer uma reforma justa, na qual o trabalhador sairá ganhando. É possível passar uma reforma da Previdência, mas que mantenha os direitos e combata os privilégios”, emendou.

As manifestações de 1º de Maio acontecem também em outras capitais brasileiras, como no Rio de Janeiro e Curitiba, e ao redor do mundo.

(Com Estadão Conteúdo)

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