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Crise pode causar aumento no preço do combustível, diz Bolsonaro

Presidente afirmou que Brasil pode ter problemas com reflexos de embargos ao petróleo da Venezuela, 'dada a política da Petrobras' de não intervenção

O presidente Jair Bolsonaro manifestou “preocupação” nesta quarta-feira, 1º, com a possibilidade de que a crise na Venezuela provoque um aumento no preço do combustível no Brasil. Em breve entrevista depois de reunião no Ministério da Defesa, o governante comentou os possíveis reflexos na Petrobras da alta no valor do petróleo, causado pelo embargo ao óleo venezuelano no mercado internacional, sobretudo dos Estados Unidos.

“Com essa ação, com embargos, o preço do petróleo a princípio sobe, temos que nos preparar. Dada a política da Petrobras, de não intervenção da nossa parte, poderemos ter um problema sério dentro do Brasil, como efeito colateral do que acontece lá”, avaliou.

Energia

Bolsonaro também citou “problema sério” e “situação emergencial” no abastecimento de energia elétrica em Roraima, única unidade da federação não interligada ao sistema elétrico nacional, já que a usina venezuelana de Guri não fornece mais energia ao estado. “Não é nenhum boicote, é porque, ao não fazer a manutenção das redes de transmissão, não recebemos mais energia da Venezuela”, afirmou o presidente, que ressaltou o gasto de 1 milhão de litros de óleo diesel por dia em termelétricas locais para suprir a demanda de Roraima.

Bolsonaro voltou a apontar como solução à importação de energia venezuelana e às caras termelétricas a construção de uma linha de transmissão de energia que inclua o estado no sistema nacional. O linhão teve a licitação concluída em 2011, mas ainda não obteve licença ambiental e enfrenta resistência de indígenas que vive na região.

“Estamos há seis anos para conseguir um linhão de Manaus para Boa Vista, questão indigenista. Reunimos o Conselho de Defesa há poucas semanas e foi unanime o sinal verde para que nós viéssemos a construir mais rapidamente esse linhão. Aceitamos um questionamento da Funai, de modo que até o dia 15 agora teremos ou não um sinal verde por parte das comunidades indígenas”, relatou.