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Bovespa encerra o ano no vermelho e dólar sobe 13%

No último pregão do ano, o Ibovespa caiu 0,90%, acumulando perdas de 2,66% em 2014. Moeda americana fecha ano cotada a R$ 2,6587

Nos quatro anos do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff o dólar acumulou alta de 60% ante o real

O último pregão do ano na BM&FBovespa foi marcado por uma série de fatores negativos e uma postura cautelosa do investidor. Às 17h, o Ibovespa, principal índice da Bolsa encerrou suas atividades de 2014 com queda de 0,90%, aos 50.138 pontos. Com isso, no acumulado do ano, o indicador rendeu uma amarga queda de 2,66% aos investidores. Este é o segundo ano consecutivo que o o índice fecha no vermelho – em 2013, o Ibovespa encerrou o ano com recuo de 15,5%.

Nesta terça-feira, além de novas notícias ruins envolvendo a Petrobras e a queda do preço do petróleo no exterior, que podem afetar as negociações com os papéis da estatal, o dia também foi marcado por uma queda sasonal no mercado internacional, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa. Com a chegada dos feriados, os números de negócios caem e acabam impactando negativamente as bolsas. Em dezembro, o Ibovespa acumulou queda de 8,38%, fechando o quarto trimestre em baixa de 7,35%.

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A Petrobras segue no olho do furacão. A estatal informou na segunda-feira que divulgará seus resultados no terceiro trimestre deste ano em janeiro de 2015 sem o relatório de revisão do seu auditor externo, a PricewaterhouseCoopers (PwC). A empresa anunciou ainda que vai bloquear o acesso de 23 empresas citadas na Operação Lava Jato às suas licitações e contratos. Para ‘ajudar’, os mercados reagiram à notícia de que o fundo de hedge Aurelius convocou os detentores de bônus da Petrobras a formalizar uma notificação de quebra de contrato, por não ter publicado o balanço do terceiro trimestre em prazo que se encerrou na segunda-feira. Segundo o fundo, uma cláusula da emissão dos bônus previa a divulgação do demonstrativo financeiro não auditado 90 dias após 30 de setembro.

As ações ordinárias da Petrobras (ON) caíram 2,33% no dia, fechando o ano cotada a 9,64 reais. No acumulado de 2014 esses papéis perderam 37,56%, quase o mesmo que as ações preferenciais (PN) da estatal, que recuaram 37,25% desde 2 de janeiro de 2014 até agora. Na sexta, os papéis PN fecharam a 10,07 reais, queda de 2,04%.

Câmbio – Apesar da forte e constante atuação do Banco Central, o dólar fechou 2014 em alta de 12,69% ante o real, no quarto ano seguido de avanço, e deve continuar subindo no ano que vem, com a expectativa de aumento dos juros nos Estados Unidos e redução gradual da presença da autoridade monetária brasileira no mercado cambial.

Nos quatro anos do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff o dólar acumulou alta de 60% ante o real. A moeda norte-americana também saltou pelo quarto mês consecutivo, avançando 3,39% em dezembro e marcando ganho de 8,61% no trimestre.

Nesta sessão, contudo, o dólar recuou 1,79%, a 2,6587 reais na venda, em meio a ajustes após a escalada recente e ao baixo volume de negócios.

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(Com Estadão Conteúdo)