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BMW deve anunciar fábrica no Brasil nos próximos dias, diz Pimentel

Segundo ministro do Planejamento, outras empresas estão avaliando entrar no país, mas não quis citar outros nomes.

Por Da Redação 18 out 2012, 11h41

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse, nesta quinta-feira, que a montadora alemã de carros de luxo BMW deve anunciar nos próximos dias a instalação de uma fábrica no Brasil. Ele citou a BMW ao dizer que o novo regime automotivo, regulamentado no início deste mês, irá aumentar a concorrência.

“Estamos atraindo com o regime automotivo novas empresas que não tinham planta aqui, empresas chinesas como a JAC e a Chery e empresas europeias como a BMW, que deve anunciar nos próximos dias a primeira fábrica dela fora da Europa, que vai ser no Brasil”, afirmou Pimentel ao programa Bom Dia Ministro, da Empresa Brasileira de Comunicação. Ele acrescentou que outras empresas estão consultando o governo sobre instalação de fábricas no Brasil, mas não citou nomes.

A BMW, por meio de sua assessoria de imprensa, confirmou que tem a intenção de abrir uma fábrica de veículos no Brasil, mas ainda aguarda a decisão da matriz, na Alemanha, para dar início ao processo de construção da unidade. Dois estados disputam a produção da BMW no Brasil: Santa Catarina e São Paulo.

A assessoria de imprensa informou ainda que o desejo da BMW de produzir veículos em território nacional é conhecido desde antes da regulamentação do novo regime automotivo, o Inovar-Auto, e que depois que o decreto com o detalhamento do programa foi publicado, em 3 de outubro, houve um “reforço dessa intenção”. “A marca se compromete a cumprir os critérios estipulados pelo Inovar-Auto”, informou.

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Críticas – O ministro do Desenvolvimento rebateu críticas ao novo regime automotivo dizendo que o estímulo à inovação, apesar de significar um aumento do custo no curto prazo, vai baratear os produtos. Pimentel comparou o barateamento dos carros com o fenômeno de massificação e redução de preços nos telefones celulares.

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“Não procede que inovação encarece o produto, ela massifica e barateia. Como aconteceu na indústria de celular vai acontecer nas outras indústrias, inclusive na automotiva”, disse.

Para se enquadrar ao novo regime automotivo, as montadoras terão que produzir veículos que na média de cada empresa tenham um consumo de combustível pelo menos 13,6% menor em 2017. Analistas afirmam que além de carrocerias mais leves, a exigência vai cobrar uso de motores mais eficientes, que podem elevar o preço dos carros.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o regime automotivo Inovar-Auto vai exigir investimentos em pesquisa, desenvolvimento e engenharia da ordem de 13,8 bilhões de reais até 2017.

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(com agência Reuters)

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