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BC detalha intervenções no câmbio para 2014

Anúncio da venda diária de 200 milhões de dólares até junho de 2014 acontece poucas horas depois de do BC dos EUA anunciar redução nos estímulos econômicos, medida que tem impacto direto no câmbio

Por Da Redação 19 dez 2013, 11h44

O Banco Central anunciou nesta quarta-feira a extensão do programa de intervenção no mercado de câmbio até, pelo menos, 30 de junho de 2014. Segundo o BC, serão ofertados diariamente 200 milhões de dólares em swaps cambiais – equivalente à venda de dólares no mercado futuro.

O BC disse ainda que os leilões de venda de dólares no mercado à vista com compromisso de recompra serão realizados de acordo com a situação de liquidez do mercado de câmbio. “Sempre que julgar necessário, o Banco Central do Brasil poderá realizar operações adicionais de venda de dólares através dos instrumentos ao seu alcance”, disse o BC em comunicado.

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A especificação do programa acontece logo depois de o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) anunciar que vai diminuir o ritmo dos estímulos à economia norte-americana. Para tentar reanimar o crescimento econômico, o Fed vem comprando mensalmente ativos desde setembro de 2012. Atualmente, o volume injetado no mercado era de 85 bilhões de dólares por mês. A partir de janeiro, o valor será reduzido em 10 bilhões de dólares, para 75 bilhões de dólares mensais.

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Uma redução dos estímulos do BC norte-americano tem impacto direto na cotação do dólar, que tende a subir ante o real. Os efeitos ainda não puderam ser sentidos no pregão desta quarta-feira já que o anúncio do Fed coincidiu com o fechamento do mercado nacional, às 17 horas (Brasília).

Intervenções – O BC vem fazendo intervenções diárias no mercado de câmbio regularmente desde o final de agosto, quando anunciou um programa especificando o tamanho de sua ação para tentar controlar a alta volatilidade do dólar desde que o Fed sinalizou que poderia diminuir o ritmo de sua compra mensal de ativos. O temor do fim do programa do BC norte-americano trouxe pânico aos mercados ao longo de 2013, especialmente aos emergentes. No Brasil, por exemplo, o dólar saiu de uma cotação próxima aos 2 reais no início do ano para o pico de 2,45 reais em agosto.

Ao especificar quais serão suas ações no mercado de câmbio, o BC brasileira consegue visa dar mais previsibilidade aos investidores e tenta proteger o mercado brasileiro de fortes turbulências provocadas pela variação cambial. A continuidade do programa, que se encerraria em dezembro, já havia sido anunciada pelo presidente do BC, Alexandre Tombini, que não forneceu mais detalhes à época.

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(com agência Reuters)

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