Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Ata avalia que confiança de empresários continua alta

Por Célia Froufe e Fernando Nakagawa

Brasília – A ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada esta manhã, voltou a ressaltar que a confiança dos empresários brasileiros continua elevada, embora agora esteja em “menor escala”, o que se configura como um canal de contaminação da crise internacional para a economia doméstica. Apesar de a expansão da demanda doméstica ter se moderado, na avaliação do colegiado, são favoráveis as perspectivas para a atividade econômica neste e nos próximos semestres, com alguma assimetria entre os diversos setores.

“Essa avaliação encontra suporte em sinais que apontam expansão moderada da oferta de crédito tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas, e no fato de a confiança de consumidores e, em menor escala, de empresários se encontrar em níveis elevados”, trouxe o documento.

A perspectiva do colegiado é a de que a atividade doméstica continuará a ser favorecida pelas transferências públicas e pelo vigor do mercado de trabalho, que, conforme o Comitê, se reflete em taxas de desemprego historicamente baixas e em crescimento dos salários. Os diretores fizeram essa avaliação, apesar de salientarem que existe certa acomodação na margem.

Para o Copom, aumentam as evidências de que a transmissão dos desenvolvimentos externos para a economia brasileira se materializa por intermédio de diversos canais. Entre eles estão moderação da corrente de comércio, moderação do fluxo de investimentos e condições de crédito mais restritivas. “Também constitui canal de transmissão de grande importância a repercussão sobre a confiança de empresários.”

O comitê considerou ainda que os efeitos da complexidade que cerca o ambiente internacional se somaram aos da moderação da atividade doméstica. “Dito de outra forma, o processo de moderação em que se encontrava a economia brasileira já no primeiro semestre do ano passado foi potencializado pela fragilidade da economia global.”