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Após rebaixamento, Petrobras diz que sua dívida ‘é equilibrada’

Petroleira enviou comunicado à CVM nesta sexta-feira, um dia depois de sua nota de crédito ter sido rebaixada pela agência de classificação de risco Moody's

Por Da Redação - 4 out 2013, 16h02

A Petrobras disse nesta sexta-feira que seu programa de investimentos é robusto e que o perfil atual de vencimento de sua dívida está bem distribuído e balanceado com a geração futura de caixa. O pronunciamento da estatal foi feito em resposta ao rebaixamento de sua nota de crédito, anunciado na quinta-feira pela agência de classificação de risco Moody’s.

A petroleira enviou comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) dizendo que possui, atualmente, um rigor maior na aprovação de novos projetos e que a prova desse fato é que não houve a inclusão de nenhum novo projeto na carteira de investimentos da estatal em seu Plano de Negócios e Gestão (PGN) para o período de 2012 a 2016 e de 2013 a 2017. “A Petrobras manteve o mesmo nível de investimento focando na conclusão dos projetos em execução sem alteração de seus escopos”, segundo nota da estatal.

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Ainda no comunicado, a companhia destaca que a realização de seu plano de investimentos criará para a empresa um “aumento significativo de sua produção de petróleo e gás natural atingindo 3,4 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) em 2017 e 5,2 milhões de boed em 2020”.

A empresa informou ainda que a maior parte de seus financiamentos, já contratados neste ano, tem prazo de vencimento médio igual ou superior a sete anos e, por isso, “compatível com a maturidade dos projetos de investimento e consequente crescimento da geração de caixa da companhia”.

Segundo a Moody’s, o rebaixamento da nota da empresa reflete sua elevada alavancagem financeira – que é o grau de endividamento em relação ao dinheiro em caixa. A Moody’s cita também a expectativa de que a empresa deverá continuar a ter grande fluxo de caixa negativo nos próximos anos, à medida que conduz seu programa de investimentos para explorar a camada pré-sal. A perspectiva para a nota permanece negativa.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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