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Após medidas do Fed, bolsas desabam nesta quinta-feira

Europa opera com baixas superiores a 4%; BC dos EUA fez previsões sombrias

A quinta-feira começou pesada para os mercados mundiais. As Bolsas da Ásia recuaram forte, com baixas superiores a 2%. As incertezas e o pessimismo sobre a economia global foram amplificados pela queda em Wall Street e pelas previsões sombrias do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) sobre os riscos e perspectivas da economia americana. O mercado europeu abriu com fortes perdas, que quedas superiores a 4%.

Às 7h55, o índice CAC 40, da Bolsa de Paris, recuava 4,57%. Já a Bolsa de Londres apresentava queda de 4,56%. Em Frankfurt, as perdas chegavam a 4,04%, enquanto Madri caia 4,49%.

Na quarta, o Fed anunciou que, até o final de junho de 2012, venderá 400 bilhões de dólares em bônus do Tesouro para comprar um montante equivalente mas com vencimentos mais prolongados, como forma de fazer baixar as taxas de juros de longo prazo, uma alternativa que havia sido considerada por vários especialistas. As taxas de juros poderiam seguir em seus níveis atuais até meados de 2013 caso seja preciso, disse o BC americano. Segundo a instituição, “o crescimento econômico continua lento” e a inflação ficará abaixo do nível consistente com seu duplo mandato.

Mercado asiático – Na Ásia, os fatores externos, aliados a indicadores preliminares da atividade manufatureira na China que mostram declínio em setembro, derrubaram a Bolsa de Hong Kong para o menor patamar em 26 meses. O índice Hang Seng caiu 912,22 pontos, ou 4,85%, e encerrou aos 17.911,95 pontos, o pior fechamento desde 14 de julho de 2009.

As Bolsas da China também fecharam em forte queda, no embalo das perdas em Nova York e dos números sobre a atividade manufatureira local, que apontam para a redução do crescimento econômico. O índice Xangai Composto perdeu 2,8% e encerrou aos 2.443,06 pontos. O índice Shenzhen Composto recuou 2,9% e terminou aos 1.070,78 pontos. O yuan se desvalorizou sobre o dólar, em meio ao rali da moeda norte-americana em relação às unidades regionais. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,3877 yuans, de 6,3823 yuans ontem.

Já a Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, também caiu por conta da realização de lucros por parte de investidores estrangeiros e da valorização do dólar. O índice Kospi perdeu 2,90% e encerrou aos 1.800,55 pontos. Em Taiwan, a Bolsa de Taipé encerrou em baixa, influenciada pela debilidade de Wall Street e dos mercados regionais. O índice Taiwan Weighted retrocedeu 3,06% e fechou aos 7.305,50 pontos. No mesmo sentido, a Bolsa de Sydney, na Austrália, sofreu a maior queda da semana, atingindo a menor pontuação em seis semanas. O índice S&P/ASX 200 teve baixa de 2,63% e fechou aos 3.964,90 pontos.

Nas Filipinas, a Bolsa de Manila também fechou em baixa. O índice PSEi recuou 2,57% e terminou aos 4.096,10 pontos. A Bolsa de Cingapura teve forte baixa, com os investidores reagindo à avaliação pessimista do Fed sobre a economia dos EUA. Outro fator a pesar foi o declínio da atividade industrial da China em setembro. O índice Straits Times perdeu 2,6% e fechou aos 2.720,53 pontos.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, recuou 8,9% e fechou aos 3.369,14 pontos, com os fundos estrangeiros reduzindo suas posições em meio a preocupações de que a desvalorização da rupia pode provocar explosão da inflação e afetar os lucros das empresas e a economia. O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, acompanhou o movimento das demais asiáticas e cedeu 3,8%, fechando aos 990,59 pontos. O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, cedeu 2,2% e fechou aos 1.387,81 pontos, afetado pelo cenário traçado pelo Fed e preocupações com a crise da dívida europeia.

(com Agência Estado)