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Após Copom, dólar cai ao menor nível em quase 4 meses

A decisão de manter o ritmo do aperto monetário atraiu investidores, favorecendo a entrada da moeda norte-americana

Por Da Redação - 10 out 2013, 20h23

O dólar caiu mais de 1% nesta quinta-feira, ao menor nível em quase quatro meses, após o Banco Central (BC) sinalizar que o ritmo do aperto monetário mais intenso continuará, abrindo possibilidade de atrair mais investidores de fora. A moeda norte-americana recuou 1,13%, para 2,1815 reais na venda, menor nível desde 18 de junho, quando ficou em 2,1782 reais. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,5 bilhão de dólares, um pouco melhor do que o visto nos últimos pregões.

Mesmo com a forte queda, o BC continuou com seu programa de forte intervenção nos mercados de câmbio, vendendo a oferta total de 10 mil swaps tradicionais em sua atuação diária desta sessão. Os contratos, que equivalem a venda futura de dólares, vencem em 5 de março de 2014.

Na noite de quarta-feira, o BC elevou a Selic em 0,5 ponto percentual, para 9,5%, e indicou que deverá manter o atual ritmo de aperto, levantando expectativas de que a taxa básica de juros possa chegar a 10% no fim do ano. A decisão torna os ativos brasileiros mais atrativos, favorecendo a entrada de dólar no país.

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A queda desta sessão levou o dólar abaixo de 2,20 reais, considerado por parte do mercado como possível piso informal. A moeda norte-americana chegou a flertar com esse patamar nas últimas semanas, mas não foi capaz de consolidar sua posição abaixo desse nível. Mesmo assim, analistas afirmaram que as cotações não devem se afastar muito dos patamares atuais, pelo menos enquanto a resolução do impasse orçamentário nos EUA não estiver definida.

Nos EUA, a paralisação do governo federal chegou ao décimo dia, e investidores lembram que ela também contamina as discussões sobre a elevação do teto da dívida do país que, caso não seja aprovado até a próxima semana, pode levar a um default norte-americano.

Apesar de os republicanos terem apresentado um plano para elevar o teto da dívida por um breve período – a fim de dar tempo para as discussões -, o acordo não foi aprovado pelo presidente Barack Obama.

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(com agência Reuters)

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