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‘Supersemana’ econômica com reforma tributária traz ganhos ao Ibovespa

Em uma semana, Fazenda emplaca reforma tributária, voto de qualidade no Carf e Galípolo no BC, mas arcabouço fica para agosto

Por Felipe Erlich Atualizado em 4 jun 2024, 10h17 - Publicado em 8 jul 2023, 09h40

VEJA Mercado | Fechamento da semana | 3 a 7 de julho

O segundo semestre de 2023 começou em grande estilo para a agenda econômica do país, com a “supersemana” patrocinada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Lira adiantou que pretendia colocar em votação três pautas de grande relevância para a economia: a reforma tributária, o voto de qualidade no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf) e o arcabouço fiscal. Dessas, emplacou a reforma tributária com ampla margem — foram 375 deputados favoráveis em votação histórica — e a volta do voto de qualidade no Carf, mas a aprovação definitiva do arcabouço fiscal pela Câmara acabou ficando para agosto, após o recesso parlamentar. Sobre a reforma tributária, considerada uma das medidas de maior impacto da história recente do país, o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia salientou o papel de Lira na aprovação. “Foi a figura mais relevante da reforma tributária”, disse em entrevista em vídeo ao Radar Econômico.

Em meio à grande agitação em Brasília, o Ibovespa operou em alta durante quase toda a semana, registrando queda significativa apenas na quinta-feira, 6, dia da votação da reforma, quanto a volatilidade política transmitiu-se para o mercado. Já na sexta, com o texto aprovado e algumas incertezas amenizadas, a bolsa fechou em alta de 1,25%. No saldo da “supersemana”, houve um ganho de 0,68% no índice da B3. Já o dólar ganhou força em relação ao real durante a primeira semana de julho, indo da cotação de 4,79 reais para 4,86 reais. Como o Ibovespa, teve seu pior resultado conforme a reforma tributária se aproximava — chegando a 4,92 reais — mas recuperou boa parte das perdas após o texto ser, enfim, aprovado.

No Senado, repercutiu a chancela de Gabriel Galípolo, ex-número dois do Ministério da Fazenda, para a diretoria de política monetária do Banco Central (BC). Foram 39 senadores favoráveis e 12 contrários à aprovação do economista para um dos postos mais importantes da autoridade monetária do país. “(Galípolo) é um grande reforço para o Banco Central, com sua capacidade de construir consensos e relações”, disse o secretário de Política Econômica e ex-colega na Fazenda, Guilherme Mello. Dentro do BC, Galípolo viverá de perto uma realidade que pode ficar sob seu comando em 2025, caso venha a substituir Roberto Campos Neto — como é especulado nos bastidores de Brasília e pelo mercado.

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De todo modo, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhará um aliado estratégico nas reuniões que definem os rumos da taxa-básica de juros, hoje em 13,75% ao ano e foco de ataques de petistas desde o início do governo. Galípolo será, entretanto, apenas um entre membros votantes, que têm sido unânimes na manutenção dos juros até o momento. O ex-número dois encontrará um cenário relativamente favorável ao discurso de corte nos juros independente das deliberações anteriores do BC, como ele mesmo pontuou em entrevista às Páginas Amarelas da última edição de VEJA. “Curva de juros local e inflação foram vistos como os fatores mais importantes para o Brasil no mercado”, diz um comunicado do Itaú BBA enviado a clientes nesta semana, corroborando para a previsão de melhora da inflação e um alívio monetário iminente.

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