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Em condomínio de luxo, PF prende empresário suspeito de locaute

Investigação apontou administrador de grande transportadora como responsável por coagir caminhoneiros a abandonarem o trabalho no Rio Grande do Sul

Por suspeita de locaute (quando o empregador impede o trabalho dos funcionários) durante a greve dos caminhoneiros da última semana, um empresário foi preso na manhã desta quinta-feira, 31, no Rio Grande do Sul.
A prisão temporária ocorreu em um condomínio de luxo na cidade litorânea de Xangri-lá e faz parte da operação Unlocked da Polícia Federal (PF). O nome da operação significa “desbloqueado”, em inglês.

Como o empresário é investigado e ainda não foi indiciado e julgado, a PF não divulgou seu nome. A prisão pode ser a primeira por locaute no país em decorrência da paralisação dos últimos dias. Além da prisão, 60 policiais cumpriram três mandados de busca e apreensão nas cidades Vale Real e Caxias do Sul, na serra gaúcha.

Segundo a PF, o inquérito foi instaurado na quarta-feira, 30, a partir de denúncias recebidas e da análise das informações que chegaram ao órgão. Os policiais descobriram que o administrador de uma grande transportadora ameaçava caminhoneiros para que não realizassem transporte de cargas. A empresa também coagia os motoristas a desembarcarem dos caminhões e abandonarem em postos de combustíveis.

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, divulgou na última quarta-feira que a PF abriu pelo menos 54 inquéritos para investigar suspeitas de locaute no país.

O locaute teria acontecido, segundo a investigação, nas rodovias RS-122, RS-452 e BR-116, na região dos municípios de Bom Princípio, Feliz e Vila Cristina.

Os crimes investigados são de atentado contra a liberdade de trabalho (Art. 197, II do CP) e associação criminosa (Art. 288 do CP).

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  1. A mente esquerdopata predominante no País, não dispensa, jamais, de mencionar a palavra luxo para associar o qualificativo ao sujeito da operação policial. Se o carro é mais menos, se a residência é mais ou menos (quer esteja em nome ou não do sujeito) o jornalista acrescenta a palavra luxo, para dar ênfase ao ato criminoso.

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  2. Ainda se usa a expressão bode expiatório?

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