Vaia a Dilma engrossa nas redes sociais

Citações a "panelaço" crescem dez vezes em um dia. "Análise de sentimento" de postagens mostra insatisfação crescente com a presidente

O pronunciamento de Dilma Rousseff em rádio e TV, no último domingo, durou 16 minutos. Mas a reação à fala da presidente continuou reverberando no Twitter e no Facebook.

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Segundo relatório da Scup, empresa de monitoramento, gestão e análise de mídias sociais, o número de postagens nas duas redes associando o nome da presidente a termos como “impeachment”, “panelaço”, “pronunciamento” ou “discurso” disparou a partir da segunda-feira. Entre 0h do domingo e 12h30 da segunda, foram encontradas nas duas redes 11.200 postagens obedecendo àqueles critérios, número que saltou para 106.800 no período compreendido entre 12h30 de segunda e 16h desta terça.

Entre todas as mensagens analisadas, os termos mais citados são “panelaço” e a hashtag #VaiaDilma. “Panelaço” liderou a lista nos dois períodos. No primeiro (h0 de domingo a 12h30 da segunda), o termo aparecia em 83% das mensagens; no segundo, em 52%. Em termos numéricos, contudo, a evolução foi substancial, passando de 9.300 para 61.000 menções – um crescimento de mais de 550%. A parcela de posts que usaram a hashtag #VaiaDilma se manteve idêntico, 23%, mas também cresceu em termos absolutos, passando de 2.500 para 27.000 – crescimento de quase onze vezes.

Também foram citados nas postagens termos como “PT”, “Lula”, “FHC”, “Petrobras”, “PSDB” e “Aécio”. No segundo período analisado, eles aparecem, respectivamente, em 9,5%, 3,3%, 2,3%, 1,9%, 1,4% e 1,2% dos posts. É possível que um mesmo post fizesse menção a mais de um termo.

Além de revelar que aumentou a gritaria virtual contra Dilma, o monitoramente da Scup realizou a chamada “análise de sentimento” das postagens. No primeiro período, cerca de 60% dos posts eram críticos à presidente (e 40% favoráveis), cifra que subiu para 87% no segundo. Para a análise de sentimento, o monitoramento identifica automaticamente termos usados para demonstrar apoio ou rejeição a Dilma. Nos casos em que há dúvida, a avaliação é feita manualmente por uma analista.