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Facebook: ações encerram 1º dia na bolsa com alta de 0,6%

Resultado divide avaliação de analistas do mercado financeiro

Aguardada com ansiedade pelo mercado, a entrada na bolsa do Facebook, nesta sexta-feira, provocou momentos de euforia, mas terminou com discrição. Os papéis da companhia foram lançados ao valor de 38 dólares, saltaram a 42 dólares e fecharam seu primeiro dia de vida cotados a 38,23, alta de apenas 0,6%, segundo informações da Dow Jones. Foram comercializadas 421 milhões de ações, o que elevou o valor de mercado da companhia a 104 bilhões de dólares. Com a abertura de capital, a companhia captou no mercado 16,02 bilhões de dólares.

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As avaliações sobre o primeiro dia do Facebook na Nasdaq, bolsa de valores de tecnologia, se dividiram. Para o analista de mercado Marcelo Silva, da consultoria americana Frost & Sullivan, o desempendo da rede foi positiva. “As ações começaram em alta por causa da demanda exagerada, mas acabaram fechando um pouco acima do seu preço original”, diz. “Isso mostra que os bancos fizeram um ótimo trabalho ao precificar os papéis de forma adequada.” O especialista afasta a hipótese de fracasso.

Para Gerard Hoberg, economista da Universidade de Maryland, alguns compradores se mostraram entusiasmados e outros, principalmente os profissionais da bolsa, um tanto céticos. “Os profissionais em contato direto com as cifras por trás do Facebook têm mais dúvidas e isso está esfriando essa euforia”, disse Hoberg.

Alguns analistas são cautelosos quanto à valorização da empresa, uma vez que a capitalização proveniente da bolsa representa mais de 60 vezes o lucro esperado para este ano. Em média, o valor das empresas cotadas na Nasdaq e na Bolsa de Nova York representa até 20 vezes o lucro anual da companhia. O coeficiente de capitalização do Google, competidor direto do Facebook, é de 18,5.

Além disso, a explosão do uso da internet móvel é um desafio para a mais nova empresa da bolsa, que deve tentar ampliar seus ganhos através de sua presença nas pequenas telas dos telefones móveis e tablets. O Facebook, que gera a maior parte de seu capital através da publicidade, afirma que mais da metade de seus 901 milhões de usuários acessam seus serviços através de um telefone móvel ou um tablet. Destes, 83 milhões utilizam apenas dispositivos móveis.

Apesar de 82% da renda da empresa ser oriunda de anúncios publicitários, a rede reconhece que a participação dos aparelhos móveis nesse ganho ainda é pequena.

(Com agência France-Presse)