Zika assusta imprensa mundial: ‘A Olimpíada sobrevive?’

Depois do alerta da OMS, jornais internacionais destacam o pânico causado pelo vírus e pela microcefalia e os temores de que a Rio-2016 ajude a espalhar a doença pelo mundo.

No dia em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou o mundo que o zika se propaga “de maneira explosiva” e pode infectar até 4 milhões de pessoas nas Américas, a imprensa internacional destacou nesta quinta-feira o pânico provocado pelo vírus – principalmente por sua relação com a microcefalia. E lembrou que o Brasil, sede dos Jogos Olímpicos de 2016, é o país mais afetado pela epidemia.

“O vírus zika pode ser a sentença de morte para a Olimpíada?”, pergunta o jornal britânico Daily Mail na manchete principal de seu site. No texto, a publicação explica que o pânico em torno do zika se espalhou “depois que o vírus foi relacionado a milhares de casos de microcefalia, que deixam recém-nascidos com cabeças pequenas e cérebros pouco desenvolvidos”.

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Para o Daily Mail, o surto do vírus e o temor da microcefalia deixam a Olimpíada do Rio “à beira do desastre”. O jornal lembrou que muitos países aconselharam mulheres em idade fértil a reconsiderar os planos de viajar para o Brasil e citou os casos das delegações da Rússia e da Austrália na Rio-2016, que expressaram publicamente preocupações com a saúde de seus competidores olímpicos. “Faltando menos de 200 dias para a cerimônia de abertura, os Jogos enfrentam uma crise, com países de todo o mundo começando a temer não apenas pelos torcedores, mas também pelos seus atletas”, relata o jornal, que questiona: “A Olimpíada vai conseguir sobreviver ao surto?”.

O New York Times também repercutiu a preocupação mundial com o surto, em uma reportagem sobre os temores de que a Rio-2016 ajude a espalhar o zika. “Com mais de 500.000 turistas esperados para a Olimpíada no Brasil, pesquisadores lutam para descobrir o tamanho do risco que os Jogos representam na disseminação do vírus pelo mundo”, escreve o NYT.

O jornal destaca que até 200.000 turistas americanos devem viajar ao Rio para os Jogos em agosto – quando será inverno no Brasil e verão nos Estados Unidos. “Quando eles retornarem para o hemisfério norte e para o calor do verão, haverá muito mais mosquitos por aí para potencialmente transmitir o vírus no país.”

(Da redação)