Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Padilha vai ao Congresso para conversar com deputados sobre MP do Mais Médicos

Expectativa é de que o relatório seja votado em duas semanas e, depois, apreciado pelos plenários da Câmara e do Senado em 30 dias

Os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Aloizio Mercadante (Educação) se reuniram nesta terça-feira com líderes da base governista na Câmara dos Deputados para discutir o relatório final da Medida Provisória que trata do Programa Mais Médicos, a ser apresentado nesta quarta-feira, na Comissão Especial Mista. A expectativa é de que a votação do relatório ocorra em duas semanas e, a partir daí, seja apreciado pelos plenários da Câmara e do Senado em 30 dia. Ainda nesta terça-feira, os parlamentares promoverão a última audiência pública sobre a MP.

Padilha saiu do encontro confiante na aprovação do relatório, que será submetido ao crivo do Ministério da Saúde antes de ir à votação. “Estou muito otimista. Existe a sensibilidade de deputados e senadores de que o Programa Mais Médicos é o primeiro passo para mudar a realidade de saúde do País”, afirmou. Padilha disse que seu “trabalho de formiguinha” refletirá na aprovação do projeto. “A base está convencida da importância deste programa”, avaliou o relator Rogério Carvalho (PT-SE).

Um dos pontos em discussão é a universalização da residência para todos os formados em medicina. O objetivo é tornar obrigatório para quem quer se especializar um ano da residência no Sistema Único de Saúde (SUS) com foco em atendimento na atenção básica (urgências e emergências). “É o resgate da prática geral da Medicina, que há muitos anos se perdeu no Brasil”, disse o relator.

O relator também deve incluir no relatório a realização de um teste obrigatório de progresso dos estudantes de medicina. Na proposta, o aluno seria submetido a cada dois anos a uma avaliação (três ao longo de seis anos do curso) e, na especialização, faria outras duas provas para avaliar o “ganho de competência”.

Leia também:

AGU ataca entidades médicas na defesa de estrangeiros

Inscritos no programa rejeitam cidades sem profissionais

Apenas 400 brasileiros confirmam participação na segunda rodada de inscrições

Estrangeiro reprovado no Mais Médicos passará por ‘recuperação’

Boicote – Padilha e Mercadante saíram da reunião com a base aliada ressaltando o apoio da maioria da população revelado pelas pesquisas. “Acho que as entidades médicas deveriam dialogar com esse sentimento da população”, disse Mercadante.

O ministro da Saúde reclamou das tentativas de boicote na fase de inscrição dos médicos brasileiros, das ações judiciais, da desistência dos profissionais brasileiros ao assumir as vagas e das ameaças contra tutores e supervisores do programa. Ele enfatizou, no entanto, que está disposto a confrontar todas as contestações contra o programa que não tenham base técnica e jurídica.

Padilha também negou que o programa tenha cunho eleitoreiro, como critica a oposição. De acordo com ele, o estado do Pará, governado pelo PSDB, recebeu o maior contingente de médicos cubanos. “É a demonstração de que este programa não tem nenhuma motivação eleitoral”, respondeu.

(Com Estadão Conteúdo)