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Meu filho é trans

Os transgêneros fazem parte do cotidiano brasileiro, e já não se pode fingir que não existem, apenas por não combinarem com o padrão

As cenas com a atriz Carol Duarte na pele do extraordinário personagem transgênero ultrapassou por mais de uma vez os  40 pontos de Ibope em A Força do Querer, novela da Globo. Na próxima sexta-feira (20), a trama chega ao fim – termina a ficção, mas de modo algum o tema que ajudou a iluminar, comprovação da excelência do faro da autora Glória Perez.

Os transgêneros fazem parte do cotidiano brasileiro, e já não se pode fingir que não existem, apenas por não combinarem com o padrão. Nem são muitos – 0,5% da população mundial –, mas a dificuldade de aceitação os faz envoltos em preconceito e um mar de dúvidas. Na idade adulta, invariavelmente resulta em isolamento social. Na infância, pode ser ainda mais dramático, se não for bem compreendido.

VEJA acompanhou durante semanas o cotidiano de famílias em que há meninas que não se enxergam no corpo feminino e meninos que não estão confortáveis com o corpo masculino – conversou também com pais de transgêneros já crescidos. Alguns são realmente pequenos, de apenas 6 anos de idade. Da conversa com psicólogos, psiquiatras, endocrinologistas e educadores, brota um retrato nem sempre muito nítido. Há mais cuidado, hoje – e a novela é constatação desse avanço –, mas as dificuldades de relacionamento são imensas.

Como freio para o sofrimento, de modo a oferecer um pouco de luz na escuridão, a Sociedade Brasileira de Pediatria lançou recentemente um manual que pretende assegurar o atendimento e o acompanhamento correto de crianças e adolescentes com sinais de transtorno de gênero na rede de saúde. Em maio deste ano, a Universidade Harvard, nos Estados Unidos, entrevistou 29 responsáveis por crianças e adolescentes trans de  7 e 18 anos para saber como eles lidaram com a condição do filho, sobretudo no início da descoberta.

Enxergar como pais e filhos lidam com isso é flagrar a história em seu berço. É também um modo de, aos poucos, ainda que lentamente, barrar a intolerância.

 

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Comentários

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  1. Alex Cardozo

    Boicotem, trans isso ou aquilo e transtorno psicologico nao imponham isso aos seus filhos. Chega! Tenha vergonha VEJA!

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  2. Peter Mariano Gomes

    #VejaLixo

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  3. Sanches Brasilio

    Mas como que isso pode ter aparecido só agora?
    Se fosse uma condição humana, sempre teria existido.
    É óbvio que isso é modismo.

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  4. colocar a imagem de uma criança como transexual na capa de uma revista é crime

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  5. Leonan S. Machado

    Giulia Vidale, realmente sua cabeça pode ser comparada a mesma de alguém em um manicômio assim como o pai desta criança.

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  6. LEONARDO LIMA CORDEIRO

    VEJA acabou. É incrível como a pauta da esquerda dominou completamente a revista. Perdemos um dos últimos bastiões conservadores do país. Triste ver como a mídia hoje é de esquerda ou de extrema esquerda.

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  7. Nilmar Ferreira

    Lixo, lixo, lixo! A Veja virou esquerdista! Não concordo com a exaltação da ideologia de gênero nem com o fato de expor uma criança na capa da revista com essa matéria! Acabei de cancelar minha assinatura! #Vejalixo

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