Guia de sobrevivência para o Carnaval

Calor, bebedeiras, sol forte e noites mal dormidas podem acabar com a folia

A ressaca do dia seguinte é apenas um dos efeitos mais visíveis e imediatos da falta de cuidado com a saúde durante o Carnaval. Nas cidades que têm as principais festas do Brasil, Rio de Janeiro e Salvador, foram realizados 8.064 e 7.024 atendimentos médicos respectivamente em 2012, segundo as secretarias municipais de saúde de cada cidade. E as consequências da falta de cuidados podem ser muito mais duradouras que apenas um um dia de náuseas e dores de cabeça.

Acompanhar o trio elétrico embaixo do sol do pleno meio-dia dançando sem parar? Sem o uso de um protetor solar adequado, que proteja tanto contra raios UVB e UVA, o resultado pode ser graves queimaduras. “Passe até a pele ficar meio esbranquiçada mesmo”, diz Denise Steiner, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Ficar próximo demais das caixas de som também pode causar danos irreversíveis à audição. O ideal é manter uma distância de pelo menos 20 metros. E a escolha do sapato correto é essencial para evitar lesões no tornozelo e no joelho, e aliviar a pressão nas costas.

Mesmo quem não abusa pode enfrentar problemas por dormir pouco, o que enfraquece o sistema imunológico, deixando-o mais exposto a infecções oportunistas, como a herpes. Quanto à alimentação, “prefira alimentos leves e beba muita água”, diz Marcos Túlio Haddad Filho, gastroenterologista do Hospital Samaritano do Rio de Janeiro. O site de VEJA preparou uma lista com dicas de especialistas para voltar são e salvo do Carnaval.