Estudo relaciona consumo de fast-food à depressão

Alimentos do gênero aumentam em 51% as chances de vir a ter doença

O consumo de fast-food e de produtos de padarias, como bolos de farinha, croissants e rosquinhas, está relacionado à depressão. De acordo com um estudo das universidades de Las Palmas de Gran Canaria e de Granada, na Espanha, pessoas que ingerem esses tipos de alimentos são 51% mais suscetíveis à doença, frente àquelas que consomem muito pouco ou nada. O estudo foi publicado no periódico Public Health Nutrition.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Fast-food and commercial baked goods consumption and the risk of depression

Onde foi divulgada: revista Public Health Nutrition

Quem fez: Almudena Sánchez-Villegasa, Estefania Toledo, Jokin de Iralaa, Miguel Ruiz-Canelaa, Jorge Pla-Vidala e Miguel A Martínez-González

Instituição: Universidades de Las Palmas de Gran Caranaria e de Granada

Dados de amostragem: 8.964 participantes que nunca haviam sido diagnosticados com depressão

Resultado: Houve um aumento de 51% no risco de desenvolver depressão, fato associado com a ingestão de fast food.

A equipe de pesquisadores encontrou ainda uma relação de “dose-resposta” no consumo. Isso significa que quanto mais fast-food se come, maiores os riscos de depressão. Aquelas pessoas que consomem mais esses produtos são ainda mais propícias a serem solteiras, menos ativas e a terem hábitos de alimentação pobres – o que inclui comer menos frutas, castanhas, peixe, vegetais e azeite. Fumar e trabalhar mais de 45 horas por semana também são fatores que aumentam os riscos nesse grupo de pessoas.

No que diz respeito ao consumo de produtos de padaria, os resultados são similares. “Mesmo que a quantidade consumida seja pequena, ela ainda assim está relacionada a uma chance significativa de desenvolver a depressão”, diz Almudena Sánchez-Villegas, coordenadora do estudo.

Dados – Para o levantamento, foram analisados 8.964 participantes que nunca haviam sido diagnosticados com depressão ou que tinham tomado antidepressivos. Todos foram acompanhados por seis meses, em média. Após esse período, 493 foram diagnosticados com depressão ou começaram a tomar as medicações. Um aumento de 51% nos riscos para a doença foram associados com a ingestão de fast-food.

“Embora mais estudos ainda sejam necessários, o consumo desse tipo de alimento deve ser controlado, em função de suas implicações para as saúdes física e mental”, diz Sánchez-Village. Muito pouco ainda se sabe sobre a relação entre dieta e as desordens depressivas.

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*O conteúdo destes vídeos é um serviço de informação e não pode substituir uma consulta médica. Em caso de problemas de saúde, procure um médico.

*Com reportagem de Vivian Carrer Elias