Apenas 5% das pessoas lavam as mãos corretamente

Pesquisa americana em banheiros públicos aponta baixo uso de sabão e mostra que maioria das pessoas não esfrega as mãos por tempo suficiente

Apenas 5% das pessoas lavam as mãos corretamente após usar o banheiro público. É o que indica um novo levantamento da Universidade Michigan State, dos Estados Unidos, publicado no periódico Journal of Environmental Health. Os piores índices de higiene são, em geral, dos homens: de acordo com o estudo, 35,1% deles lavam as mãos sem o uso de sabão – ou seja, apenas as enxaguam.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Hand washing practices in a college town environment

Onde foi divulgada: periódico Journal of Environmental Health

Quem fez: Carl Borchgrevink e equipe

Instituição: Universidade Michigan State, EUA

Dados de amostragem: 3.749 pessoas que usaram o banheiro público em um ambiente universitário

Resultado: Apenas 5% das pessoas lavam as mãos corretamente após usar o banheiro público. 15% dos homens não lavam as mãos – quando lavam, apenas 50% deles usa sabão.

Segundo informações do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC, sigla em inglês), lavar as mãos corretamente é a maneira mais eficaz de se reduzir a disseminação de doenças infecciosas. Fazer isso de forma eficiente pode diminuir em até 50% os surtos de doenças transmitidas por alimentos.

O indicado, segundo o CDC, é que se lave as mãos de maneira vigorosa, de 15 a 20 segundos, com uso de sabão e água. Só assim é possível matar de maneira eficaz os germes que causam infecções.

Pesquisa – Para o estudo, foram observadas 3.749 pessoas de um ambiente universitário, que usaram banheiros públicos. Descobriu-se que as pessoas lavam as mãos, em média, por apenas seis segundos. Quinze por cento dos homens não lavam as mãos, comparados a apenas 7% das mulheres. Quando lavam, apenas 50% deles usam sabão – comparado com 78% das mulheres. Segundo o estudo, as pessoas tendem a lavar menos as mãos se a pia do banheiro estiver suja.

A pesquisa descobriu ainda que os melhores índices estão no começo do dia. De acordo com Carl Borchgrevink, as pessoas são ainda mais suscetíveis em lavar as mãos se há uma placa ou bilhete no local as encorajando.

“A descoberta foi surpreendente, porque pesquisas anteriores sugeriam que a lavagem de mãos adequadas estava ocorrendo em níveis mais elevados”, diz Borchgrevink. Segundo ele, as descobertas têm implicações tanto para os consumidores quanto para donos de restaurantes e hotéis. “Você pode perder seu negócio porque o cliente pegou uma infecção alimentar.”