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Datas: Uma semana de despedidas

No dia 10, morreu Ecléa Bosi. escritora e professora emérita do departamento de psicologia social e do trabalho da USP

MORRERAM

Ecléa Bosi, professora emérita do departamento de psicologia social e do trabalho da Universidade de São Paulo, criadora da Universidade Aberta à Terceira Idade. Desde 1994, o programa já recebeu cerca de 100 000 pessoas com mais de 60 anos. Um de seus livros, fruto de uma tese acadêmica, Memória e Sociedade — Lembranças de Velhos, de 1979, é um clássico admirado internacionalmente, com o relato de imigrantes e operários da cidade de São Paulo. Para o diretor de teatro e cronista Flávio Rangel (1934-1988), “a autora inaugurou a sociologia da emoção: seu livro tem momentos de pura poesia, e todo ele é de uma rara sensibilidade em relação aos seres humanos sobre os quais se debruça”. Dia 10, aos 80 anos, de ataque cardíaco, em São Paulo.

Elvira Vigna, nome celebrado da literatura contemporânea brasileira. Em 2010 ganhou o Prêmio Machado de Assis pelo romance Nada a Dizer, a história de um adultério narrada pela mulher traída. Ganharia também em 2016 o prêmio de melhor romance outorgado pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), com Como Se Estivéssemos em Palimpsesto de Putas, encontro insinuante de um casal de estranhos num verão carioca. Dia 10, aos 69 anos, em decorrência de um câncer de mama, em São Paulo.

SAADE E LUIZA BRUNET – O dono e a garota da Dijon (//Divulgação)

Humberto Cury Saade, empresário carioca, dono da fábrica de roupas Dijon, muito conhecida nos anos 1980. Ele teve uma ideia publicitária muito bem-sucedida: vender moda usando mulheres seminuas. Foi Saade quem apresentou ao Brasil as modelos Monique Evans, Luiza Brunet e Vanessa de Oliveira. As calças Dijon, com cantoneiras douradas nos bolsos traseiros, eram a peça de resistência da grife, adoradas a ponto de provocar fila de espera nas lojas. Dia 10, aos 78 anos, de infarto, no Rio de Janeiro.

Joaquín Navarro-Valls, jornalista e médico espanhol, trabalhou entre 1984 e 2006 como porta-voz do Vaticano, durante os papados de João Paulo II e Bento XVI. Dia 5, aos 80 anos, de câncer no pâncreas, em Roma.

ELSA MARTINELLI – A atriz italiana descoberta por Kirk Douglas começou no cinema com o faroeste A Um Passo da Morte (Mondadori Portfolio/Getty Images)

Elsa Martinelli, atriz italiana levada ao cinema por Kirk Douglas, que a fez estrela do faroeste A Um Passo da Morte (1955). Elsa ganhou o Urso de Prata como melhor atriz no Festival de Cinema de Berlim, em 1956, por sua atuação em Donatella, de Mario Monicelli. Dia 8, aos 82 anos, de câncer não especificado, em Roma.

Publicado em VEJA de 19 de julho de 2017, edição nº 2539